23 Fevereiro 2024, Sexta-feira
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“Só com o Euromilhões”: Entrega de primeiras casas reabilitadas enche 12 famílias de felicidade

Câmara entregou chaves de apartamentos totalmente remodelados. São os primeiros resultados de uma estratégia que vai colocar Setúbal na frente em habitação municipal, com 3 205 fogos, diz André Martins

 

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“A felicidade é muita, nem nos meus melhores sonhos eu conseguia uma coisa destas. Acho que só com o Euromilhões”. A alegria é de Sandra Domingos, moradora numa das 12 casas que a Câmara de Setúbal entregou este sábado, a outras tantas famílias, após as obras de reabilitação total, interior e exterior, que levaram nove meses.

Na véspera, Sandra Domingos teve acesso ao apartamento, no número 8 da rua em que as obras de reabilitação no bairro municipal das Manteigadas vão mais avançadas. Dois prédios já estão prontos e a casa desta moradora serve de “andar modelo”.

Da cozinha à casa-de-banho, é tudo novo, de tal forma que até as mobílias parecem novas e Rosa Domingos explica que passou a noite a limpar e a arrumar.

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“Fiz uma directa. Muita gente não dá valor mas eu dou, porque está aqui muito trabalho, muito dinheiro investido e eu nunca imaginava que o final fosse este. O tempo foi de muita ansiedade e de muita dor mas o resultado está à vista e superou todas as expectativas.”, diz para o gravador d’O SETUBALENSE.

Antes da visita a algumas das casas reabilitadas, a câmara municipal entregou as chaves às famílias, muitas com crianças pequenas, no salão nobre dos Paços do Concelho, quase cheio, e onde André Martins até se emocionou no momento em que desejou felicidades aos beneficiários.

O presidente da autarquia sublinhou que estas são apenas as primeiras das muitas centenas de casas que vão ser reabilitadas, em todos os bairros de habitação municipal.

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De acordo com o autarca, Setúbal, que tem hoje 1873 fogos municipais – 3,7% do total de habitações existentes no concelho (média nacional é 2%) -, no final de todas as operações de reabilitação e construção previstas ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), do programa nacional 1.º Direito, do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), no âmbito da Estratégia Local de Habitação, vai ficar com 3 205 casas municipais, atingindo uma percentagem de 6,3%. “Ficaremos bem acima da meta de 5% anunciada pelo Governo para o País”, frisou André Martins.

 

Bairros sociais todos reabilitados

No Bairro das Manteigadas, que é o mais avançado neste processo de recuperação da habitação social em Setúbal, vão ser reabilitadas 113 casas em 19 prédios em que vivem “mais de 300 moradores”. Uma empreitada de 4,7 milhões de euros que corresponde a “uma das prioridades da Estratégia Local de Habitação”.

O presidente da câmara sublinhou que Setúbal já tem garantidos investimentos de 92 milhões de euros até 2026, o que faz do município sadino o segundo de Portugal na captação destes fundos, a seguir a Lisboa.

Ainda segundo o autarca, o município tem já adjudicadas as obras de reabilitação de mais 103 apartamentos em bairros municipais e estão em preparação candidaturas no valor de 75 milhões de euros para “mais cinco bairros”.

São Sebastião é a freguesia onde se situam os bairros em recuperação, não só o das Manteigadas mas também os outros que se seguem, nomeadamente o Bairro das Palmeiras, do Forte da Vista e o Bairro da Bela Vista, que é o maior de todos. Por isso, o presidente da junta vê esta primeira entrega de chaves como um “momento marcante na história da habitação em Setúbal”.

Além de ser a primeira grande intervenção num bairro que nasceu em 1997, no quadro do Plano de Erradicação de Barracas, é, para Luís de Matos, um exemplo de integração social. “Este é um trabalho feito com o envolvimento dos moradores, que integrou a população no processo”, disse o presidente da Junta de São Sebastião.

Carlos Rabaçal, que tutela o programa ‘Nosso Bairro Nossa Cidade’ acrescentou que a articulação entre as autarquias e os moradores foi “determinante” no processo, que implicou uma logística “complexa”, uma vez que muitas pessoas tiveram de ser alojadas, durante meses, em locais como a Residencial Setubalense. O vereador sublinha que a a operação de reabilitação do interior das casas, com esta envergadura, é inédito no País e diz acreditar que, depois desta primeira experiência, o ritmo vai acelerar. “Estas levaram noves meses a reabilitar mas, com a prática, as próximas casas levarão seis meses e, mais à frente, talvez até apenas quatro meses”, disse Carlos Rabaçal a O SETUBALENSE.

A entrega de chaves foi acompanhada também pelas vereadoras Carla Guerreiro e Rita Carvalho e por meia-dúzia de técnicos municipais da Divisão de Habitação que mereceram um elogio do presidente da câmara, por contribuírem para o desempenho que o município está a alcançar nesta área.

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