3 Dezembro 2023, Domingo
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Palmela comemora 97 anos da restauração do concelho [fotos]

Durante 71 anos, de 1855 a 1926, concelho agora vizinho foi uma freguesia de Setúbal

 

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Palmela assinalou, esta quarta-feira, a restauração do concelho, com um conjunto de iniciativas, promovidas pelos Grupo dos Amigos do Concelho de Palmela e pela Câmara Municipal, de que se destaca a homenagem aos restauradores, no jardim com o nome do homem que liderou essa luta, Joaquim José de Carvalho.

No hastear da bandeira e na deposição de flores aos restauradores, e também aos antigos combatentes de Palmela mortos na I Guerra Mundial, estiveram os autarcas municipais, tanto da maioria CDU como dos vários partidos e independes da oposição, além de algumas dezenas de outras pessoas, incluindo três netos de Joaquim Carvalho.

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O presidente do Grupo dos Amigos do Concelho de Palmela, Jorge Mares, que é também presidente da Junta de Freguesia de Palmela, citando o historiador António Matos Fortuna, apresentou a restauração como “o momento de ouro da história” do concelho.

Apesar de ser uma localidade milenar, com três forais régios e antiga sede da Ordem de Santiago, Palmela foi uma freguesia do concelho de Setúbal, durante 71 anos, de 1855 a 1 de Novembro de 1926.

Joaquim José de Carvalho, principal figura do grupo de restauradores, foi vereador da Freguesia de Palmela do Concelho de Setúbal, cargo de que foi expulso, em 1921, por contestar essa integração, e presidiu à Comissão Administrativa de Palmela, após a restauração, em dois períodos diferentes, primeiro logo em 1926-1929 e, depois, entre 1946 e 1948.

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O presidente da Câmara de Palmela, Álvaro Amaro, recordou o passado, sublinhando que “sem memória não há futuro” e enaltecendo o papel dos que lutaram pela restauração do concelho que, segundo o autarca, durante os 71 anos de integração, nunca deixaram de sentir o “apelo da alma” palmeloa.

O autarca fez questão de deixar claro que “nada nos move contra Setúbal, concelho irmão e vizinho”, mas destacou a identidade de Palmela, cujo território, embora com “matizes” é “uno e coeso na sua diversidade”.

Como exemplo dessa harmonia, Álvaro Amaro invocou a recentemente apresentada “Sinfonia Palmela”, composta pelo maestro Jorge Salgueiro, que considera uma “obra-prima” em que “cada uma das cinco freguesias [do concelho] inspiraram os andamentos” da música.

A evocação da memória de Joaquim José de Carvalho ficou a cargo de uma jovem estudante da Escola Secundária de Palmela. Salomé Cruz, aluna do 12.º ano, do curso de Ciências e Tecnologias, foi escolhida, segundo o presidente do Grupo dos Amigos do Concelho de Palmela, como uma forma de envolver os jovens e a escola, que já completou 50 anos, nas comemorações.

 

Obras na Capela de São João entram na última fase

As comemorações incluíram uma visita à Capela de São João, no Largo de São João, que está em obras de recuperação. O edifício, do início do século XVII, era uma capela da Ordem de Malta e, após a reabilitação, vai ser o Museu de Arte Sacra de Palmela. Os trabalhos já passaram por duas fases, em que foram recuperados os elementos estruturais, assim como o telhado, o tecto e o exterior do edifício, sendo que a fase seguinte é o restauro do espaço interior. A exposição permanente do futuro museu vai ter como base um conjunto de “peças originárias” da antiga capela.

 

 

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