2 Fevereiro 2023, Quinta-feira
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Centenas de professores e assistentes operacionais protestam na Praça do Bocage

Profissionais de diversos agrupamentos escolares chegaram de forma faseada, munidos de cartazes e tarjas

 

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Cartazes ao alto e tarjas ‘erguidas’ pelas mãos de cerca de seis centenas de professores, assistentes operacionais e técnicos especializados. Assim foi o cenário na Praça do Bocage, em Setúbal, na manhã de ontem, onde decorreu mais uma iniciativa levada a cabo por profissionais de educação.

O encontro à porta das escolas aconteceu às 08 horas, seguido do desfile, que percorreu diversas ruas da cidade sadina. Nesse momento, junto aos Paços do Concelho, começaram a ouvir-se gritos de protesto, simbolizando a chegada progressiva dos agrupamentos e escolas, em grupos numerosos e vozes unificadas.

As palavras de ordem foram “união”, “valorização”, “dignidade”, “respeito” e a exigência de um “ponto final às mentiras ouvidas”. Apesar de a partida dos profissionais ter acontecido de diversos locais, o sítio onde se encontraram foi comum, à semelhança das reivindicações que motivam estas acções, que se desenrolam actualmente a nível nacional.

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De acordo com Hélder Abrantes, delegado sindical do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP), houve uma união que se desencadeou, além da manifestação, num plenário sindical, a partir do qual se pretende planear os próximos passos na luta pelos direitos da comunidade educativa, caso não se chegue a acordo nos próximos dias.

“O objectivo principal é mostrar que, depois das reuniões que houve entre o ministro da Educação [João Costa] e os vários sindicatos, aquilo que oferecem é nada”, desabafou o professor da Escola Secundária Lima de Freitas.

Em seguida, apontou que se estão “a suprir as necessidades que o Ministério vai ter nos próximos tempos, com falta de professores em todo o país”.

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“Pedimos aquilo que nos é devido. Os seis anos e meio de serviço que nos foram surripiados, o cancelamento dos acessos por quotas ao 5.º e 7.º escalão, a integração do pessoal não-docente na Caixa Geral de Aposentações e a possibilidade de progredirem nas carreiras de forma honesta”, descreveu Hélder Abrantes.

“A educação é um sector fundamental para o desenvolvimento do nosso país e temos de fazer ver isso aos nossos representantes”, reforçou o delegado sindical, depois de enumerar as reivindicações que assumem.

Foram mais de 600 as pessoas do sector da educação que estiveram presentes no protesto, marcado igualmente pelas centenas de cartazes feitos pelos próprios. Além disso, os assistentes opera cionais da Escola Secundária D. João II elevaram manequins vestidos com as batas que utilizam no emprego, como um símbolo de presença, união e integração para com o movimento.

A luta “é comum”, disseram, em coro, Marina Coelho, Gina Rodrigues e Carla Viegas, assistentes operacionais da D. João II, uma vez que “quem entra agora de novo, recebe mais, muitas das vezes, do que quem cá está há mais de 20 anos”.

“Nós somos tudo. Somos enfermeiras e psicólogas. Somos muito mais do que assistentes operacionais porque há falta de pessoal não-docente e temos de assegurar os serviços”, garantiram, ressalvando a questão da avaliação por quotas como um processo “injusto”.

Durante o período da manhã, a incerteza e inconstância esteve patente em várias escolas do concelho, fossem sedes, escolas básicas ou secundárias, com alguns professores a participarem neste plenário e a não darem aulas, ao passo que outros permaneceram na escola e leccionaram.

Esta não foi a primeira vez que a comunidade educativa se juntou e caminhou até à Praça do Bocage, depois de, no passado dia 17, ter sido organizada outra concentração, na qual os presentes relataram a O SETUBALENSE os objectivos que os uniram agora novamente. “Não é uma luta de uma escola ou cidade. É de um país”, afirmam.

Escolas podem ter greve generalizada a 2 de Fevereiro

Apesar das várias reuniões entre o Ministério da Educação e os sindicatos, parece não haver consenso, com Roberto Pestana, delegado sindical suplente do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP), a revelar que as lutas e protestos não vão terminar até que as necessidades exigidas pelo sector sejam ouvidas e resolvidas.

Previsivelmente, o dia 2 de Fevereiro está reservado para o Distrito de Setúbal se unir, com os profissionais a fazerem uma greve generalizada por todas as escolas. É esperada uma grande adesão para este movimento, já que as manifestações dos professores em Setúbal, Seixal e Palmela têm tido um forte impacto.

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