8 Fevereiro 2023, Quarta-feira
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Quase metade das escolas do Seixal alinharam ontem com greve de professores em Lisboa

Amanhã está prevista uma manifestação da Escola Dr. António Augusto Louro em direcção à Câmara do Seixal

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Cinco das doze escolas do concelho do Seixal, entre segundo e terceiro ciclo do ensino básico e secundário, estiveram ontem encerradas, embora algumas apenas no período da manhã, devido à greve de professores. Amanhã, 18 de Janeiro, durante o período da manhã, está prevista uma manifestação da Escola Dr. António Augusto Louro em direcção ao edifício dos serviços da Câmara do Seixal.

Com a greve de professores por distritos convocada por uma plataforma de oito organizações sindicais, está previsto que esta se prolongue por 18 dias, um dia por cada distrito de Portugal Continental, sendo que ontem, 16 de Janeiro, foi o dia do Distrito de Lisboa.

O dia marcado para a greve do Distrito de Setúbal é 2 de Fevereiro, no entanto, no concelho do Seixal, a adesão à greve decorreu ontem, segunda-feira. “O pré-aviso é nacional pelo que os professores podem escolher fazer greve noutros dias que não o definido para o distrito onde está a escola”, referiu Névia Vitorino, da Federação Nacional dos Professores (FENPROF) a O SETUBALENSE. Segundo a mesma responsável, além de escolas no concelho do Seixal, estiveram também em greve escolas nos concelhos de Almada, Montijo e Barreiro.

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A opção destes estabelecimentos de ensino para se ‘juntarem’ à greve no Distrito de Lisboa vem no alinhamento da interrupção das actividades lectivas para reuniões de avaliação de final de semestre; no caso do Seixal, este decorre entre 27 e 3 de Fevereiro, ou seja, como “a 2 de Fevereiro não há aulas não faria sentido haver greve”, refere fonte sindical.

Os protestos decorrem com os sindicatos a exigirem que o Ministério da Educação garanta que a colocação de professores só pode ser feita com base na graduação profissional, estando disponíveis para definir um calendário para implementar as restantes reivindicações. O certo é que não aceitam que sejam ultrapassadas linhas vermelhas no processo de colocação.

Os professores contestam ainda propostas apresentadas pelo Ministério da Educação no âmbito da negociação da revisão do regime de mobilidade assim como soluções para problemas mais antigos, relacionados com a carreira docente, condições de trabalho e salariais.

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Depois de Lisboa, a paralisação está marcada para Aveiro (hoje), Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Portalegre, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real, Viseu, terminando no Porto a 08 de Fevereiro.

Estes dias de protesto decorrem ao mesmo tempo de outras duas paralisações: Uma greve por tempo indeterminado, convocada pelo Sindicato de Todos os Professores (STOP), que se iniciou em 09 de Dezembro e vai manter-se, pelo menos, até ao final do mês, e uma greve parcial ao primeiro tempo de aulas convocada pelo Sindicato Independente de Professores e Educação (SIPE), que deverá prolongar-se até Fevereiro.

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