4 Fevereiro 2023, Sábado
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“Resultados deste ano confirmam importância da Península de Setúbal no turismo em Portugal”

De acordo com Vítor Costa, presidente da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, Setúbal, Almada, Sesimbra, Palmela, Montijo e Seixal registam “aumentos da procura turística muito significativos”. Impasse no novo aeroporto de Lisboa gera perda de “turistas, receitas e empregos”

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Potencial a Península de Setúbal tem. Essencial para o incremento do sector é ampliar a dimensão e variedade da oferta. “Precisamos de mais ofertas e mais empresas com ofertas de experiências, que permitam que os muitos turistas que visitam Lisboa visitem também a Península de Setúbal”, considera Vítor Costa. E o responsável até lança um desafio: “Queiram as empresas ampliar os produtos que comercializam na região de Lisboa passando a abranger de forma mais completa a Península de Setúbal e a ERT-RL estará presente como parceira e como financiadora”, garante.

Neste final de ano, que retrato é possível fazer do turismo na região de Setúbal? 

O retrato a fazer sobre o turismo na Península de Setúbal é bastante positivo e animador. A partir de uma amostra muito significativa dos alojamentos na Península de Setúbal, organizada e trabalhada pela Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa (ERT-RL), podemos afirmar, com segurança, que Setúbal, Almada, Sesimbra, Palmela, Montijo e Seixal estão a ter aumentos da procura turística muito significativos, falando de Janeiro a Setembro de 2022 em comparação com o mesmo período de 2021. 2022 está a ser um bom ano turístico para a Península de Setúbal. 

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Quais foram as principais conquistas e as principais dificuldades sentidas neste ano? 

O ano de 2022 começou, na Região de Lisboa, com uma expectativa moderada e está a terminar com uma expectativa francamente positiva. A partir de Julho começámos a ter resultados turísticos ainda melhores do que em 2019, até agora o nosso melhor ano turístico de sempre.

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A Região de Lisboa, no percurso que tem feito nos últimos anos, de franca afirmação turística, tem ganho quota e importância no turismo português e afirma-se progressivamente como a primeira região do país em alguns indicadores turísticos, como proveitos, hóspedes e dormidas internacionais.

A nossa principal dificuldade em 2022 coincide com a nossa principal conquista, que foi ultrapassar os constrangimentos e as limitações de uma pandemia que marcou o turismo durante dois anos. O turismo não está de regresso. O turismo sempre esteve na Região de Lisboa e por isso assim que vivíamos, quer em 2020 quer em 2021, pequenas e breves  aberturas logo os turistas voltavam e davam sinais de que nos consideravam um destino a escolher. Os resultados turísticos do segundo semestre de 2022 confirmam esta tendência e a importância da Região de Lisboa e de todos os seus territórios, nomeadamente a Península de Setúbal, no turismo em Portugal.

 

A localização do novo aeroporto de Lisboa parece estar agora mais perto de ser decidida. Que visão tem a ERT-RL sobre esta situação?

A localização e a construção do novo aeroporto, independentemente da sua localização que continua por decidir, é uma questão e um problema de dimensão nacional e que afecta todo o país. Segundo a Confederação do Turismo de Portugal (CTP), 55 por cento do turismo internacional para Portugal chega precisamente pelo aeroporto de Lisboa.

Portugal perde pela indecisão relativa ao novo aeroporto, perde turistas, receitas e empregos.  Um recente estudo da CTP coloca rigor e números nesta riqueza que o país deixa de gerar. Assim, segundo a CTP, e para o cenário que foi considerado como “mais plausível”, com a abertura do aeroporto em 2028 e a recuperação rápida da procura, o país pode vir a perder cerca de 9.000 milhões de euros até 2027, ou seja, as perdas económicas poderão chegar a  0,77 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e a 0,95 por cento do emprego e teremos ainda  uma perda de receita fiscal estimada em 1,9 mil milhões de euros. A questão do aeroporto, para a Região de Lisboa como para todo o país é, em síntese, um enorme constrangimento. 

 

Que planos tem a Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa para o próximo  ano? E como o perspectiva? 

Todos os nove municípios da Península de Setúbal – Almada, Seixal, Barreiro, Moita, Montijo, Alcochete, Palmela, Sesimbra e Setúbal – têm evidentes conteúdos e recursos turísticos. A questão não é, assim, o “potencial” mas o “real”. O essencial são as  ofertas que existem, ofertas promovidas e divulgadas por empresas que as comercializam junto dos turistas. Deste ponto de vista, e genericamente para toda a Península de Setúbal, quer os  territórios mais ligados ao Tejo quer mais ligados ao Sado, precisamos de mais ofertas e mais empresas com ofertas de experiências, que permitam que os muitos turistas que visitam Lisboa visitem também a Península de Setúbal. 

Aliás, o Plano Estratégico para o Turismo da Região de Lisboa (2020-2024) tem  como uma das suas missões mais relevantes precisamente o aumento da coesão turística regional, promovendo o crescimento dos fluxos turísticos nos territórios de menor “densidade” turística. A ERT-RL, exactamente com  este enquadramento e este objectivo, tem um conjunto de apoios muito  significativos, apoios a fundo perdido que podem chegar a 60 por cento do investimento, dirigidos a empresas que construam e comercializem  programas, tours e experiências nestes territórios da Região de Lisboa. O programa chama-se Planos de Comercialização e Venda e apoia  financeiramente os investimentos das empresas em acções de comercialização e  venda de produtos turísticos, de que são exemplo passeios no Sado ou no Tejo, visitas a adegas em Palmela, experiências de mergulho em Sesimbra ou programas de  turismo de natureza na Arrábida, no Tejo e no Sado. 

Queiram as empresas ampliar os produtos que comercializam na Região de Lisboa  passando a abranger de forma mais completa a Península de Setúbal e a ERT-RL estará presente como parceira e como financiadora.

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