8 Dezembro 2022, Quinta-feira
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PSD diz que socialistas tiveram “preguiça” de apresentar medidas contra inflação

Presidente da concelhia social-democrata afirma que “ninguém entende posição, numa altura em que a inflação é o principal tema”

 

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O Partido Social Democrata (PSD) acusa o Partido Socialista (PS) de ter “preguiça” de “apresentar as suas próprias propostas”, em reuniões de câmara, de combate à inflação, assim como considera que os socialistas estão “numa situação de negação da realidade”.

“No PSD acreditamos que o Partido Socialista não é composto, nem liderado, por pessoas mentirosas. Portanto, a única coisa que temos de considerar é que há preguiça. Não estamos cá para justificar a preguiça do PS. Acima de tudo, não podemos estar a debruçarmo-nos sobre um partido que está atrasado e que decide não vir a jogo”, disse o presidente da Comissão Política Concelhia do PSD de Setúbal na passada sexta-feira.

Em conferência de Imprensa, realizada com o objectivo de serem apresentadas as propostas social-democratas, de minimização do impacto da inflação nas famílias e empresas do concelho, Nuno Carvalho sublinhou que “não é sério, não é correcto, dizer que se quer apresentar medidas anti-inflação depois de o debate já ter ocorrido”.

Fotografia de Nuno Gonçalves
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Isto tendo em conta que os vereadores socialistas “apenas” aprovaram as propostas apresentadas pela maioria CDU e pelo PSD e “não apresentaram uma única proposta”.

“Creio que ninguém entende a posição de um partido que decide não apresentar propostas numa altura em que a inflação é o principal tema e, portanto, o PSD infelizmente não vai conseguir ajudar os setubalenses e azeitonenses a interpretar aquilo que é a ausência do Partido Socialista”, atirou.

Sobre as afirmações socialistas, de que “a percepção que passa é que o PSD e a CDU já têm um género de cozinhado para o Orçamento de 2023”, o dirigente do PSD de Setúbal respondeu: “Eu diria que o Partido Socialista o que queria era ter participado da receita, mas para isso tinha de trazer ingredientes, ou seja, tinha de trazer propostas”.

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“Creio que o melhor que o PS tem a fazer é voltar a aparecer e apresentar propostas porque esse é o PS que qualquer pessoa espera que exista, especialmente tendo sido o segundo partido mais votado. Não ter vindo a jogo é algo que só os próprios podem explicar”, acrescentou.

Tal situação, considera Nuno Carvalho, “só os próprios têm de explicar aos militantes e aos setubalenses e azeitonenses, que com certeza não os elegeram para ficarem de braços cruzados”. “Não é normal do Partido Socialista falhar a combates. Nós somos oposição ao Partido Socialista, mas se há algo que reconhecemos é que o PS é um partido combativo e desta vez decidiu não ir a combate”.

“Compensar medidas com receita dos parquímetros é impensável”

Ainda na conferência de Imprensa, e depois de questionado sobre as acusações feitas pelos vereadores do PS, de uma alegada aliança dos social-democratas com a gestão CDU para o aumento dos impostos, nomeadamente no que diz respeito ao Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), Nuno Carvalho garantiu que “a taxa vai manter-se reduzida”.

“A redução [de 0,43% para 0,40%] que foi conquistada o ano passado vai manter-se este ano. E, a acrescer a esta redução, também teremos o IMI Familiar, que naturalmente vai permitir que o IMI seja mais reduzido em função do número de dependentes”, esclareceu.

“Isto é o que estava no programa e nos cartazes da campanha autárquica do PSD. Agora é preciso, naturalmente, ter vontade de sair de casa e ler os cartazes, trabalhar um pouco”, disse. No que diz respeito à posição do PS sobre os parquímetros, em que defende que o financiamento das medidas de apoio social poderia ser obtido, por exemplo, “através das [suas] verbas”, o social-democrata Paulo Calado afirmou tratar-se de “algo impensável”.

“A ideia de compensar estas medidas com receita dos parquímetros é algo impensável porque essa receita já consta daquilo que é o equilíbrio da receita e da despesa do Orçamento Municipal. Estamos a criar mais despesa, temos de a compensar de alguma forma”, explicou.

Além disso, disse considerar “curioso” o “PS ter viabilizado a proposta da CDU com votação favorável, quando um dos considerandos dessa proposta é que o IMI deve ficar em 0,40% e deve haver uma devolução de 1% do IRS”.

“Isto é demagogia política”, atirou. PSD apela ao PS que compreenda que “vêm aí tempos difíceis” Para o vereador Fernando Negrão, “o Partido Socialista está numa situação de negação da realidade”.

“O Partido Socialista acha que o problema da inflação em Portugal, na Europa e em grande parte do mundo, é um problema que vai só até ao dia 31 de Dezembro deste ano. Não tem a noção de que a inflação vai ter repercussões e vai continuar a aumentar, pelo menos, ao longo do ano de 2023”, frisou.

Tal negação, descreveu o eleito social-democrata, que foi cabeça- -de-lista do PSD à Câmara de Setúbal nas últimas eleições autárquicas, tem “dificultado imenso a negociação e as conversações” que o PSD pretende “manter com todos os partidos”.

“Fazemos um apelo para que o Partido Socialista compreenda que vêm aí tempos difíceis e que os mais desfavorecidos precisam de apoio. É essa a nossa posição e fazemos um apelo ao Partido Socialista para que se aproxime desta posição”, salientou.

Apoios Propostas social-democratas “ascendem a mais de cinco milhões de euros”

As medidas apresentadas pelo Partido Social Democrata (PSD) para minimizar o impacto da inflação nas famílias e empresas do concelho, aprovadas na última reunião de câmara, “ascendem a mais de cinco milhões de euros”, revela Nuno Carvalho, presidente da Comissão Política Concelhia do PSD.

Além da viabilização da manutenção do IMI nos 0,40% e da participação variável do IRS nos 4%, assim como o IMI Familiar “em função do número de dependentes”, os social-democratas apresentaram “uma proposta para o transporte escolar gratuito até aos 18 anos” e “para crianças portadoras de deficiência”.

Entre as medidas aprovadas por unanimidade na reunião pública de quarta-feira, o PSD incluiu “refeições escolares gratuitas para os alunos 2.º escalão do abono de família”, assim como assegurou a gratuitidade do primeiro dístico de estacionamento para os residentes, descontos de 50%para o segundo e de 25% para o terceiro dístico.

Para as empresas, por sua vez, está prevista a isenção da derrama “para empresas com um volume de negócios até 150 mil euros”, bem como “a criação de uma agência de investimento que permita que exista captação de investimento para Setúbal e que permita que os jovens que se pretendem fixar e trabalhar [no concelho] o possam fazer com emprego cada vez mais qualificado e bem pago”.

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