29 Novembro 2022, Terça-feira
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Urgências de obstetrícia na Península de Setúbal vão manter-se abertas

Maternidades de Barreiro/Montijo, Setúbal e Almada podem ser reajustadas, mas não vão fechar, garante fonte próxima do ministro a O SETUBALENSE

 

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Nem Barreiro/Montijo, nem Setúbal, nem Almada. As três urgências obstétricas existentes na Península de Setúbal vão manter-se abertas, apesar de a comissão de acompanhamento das urgências de obstetrícia e blocos de partos nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ter proposto o fecho de uma delas: a do Centro Hospitalar Barreiro Montijo (CHBM).

Fonte próxima do ministro da Saúde garantiu hoje a O SETUBALENSE que a proposta da comissão de acompanhamento não irá por diante, no que toca à unidade hospitalar do Barreiro Montijo.

“Podem ter de ser feitos alguns ajustamentos para um melhor funcionamento dos serviços, não só no Centro Hospitalar Barreiro Montijo como também nas duas outras urgências de obstetrícia da região, em Setúbal e Almada, mas nenhuma delas será encerrada”, disse.

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Ontem, em entrevista à RTP3, o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, já afirmara que o Governo não encerrará até final do ano qualquer serviço de obstetrícia e de blocos de partos do SNS. E que a decisão sobre a matéria só será tomada em 2023.

Já hoje, fonte próxima do governante foi mais longe ao garantir a O SETUBALENSE que, relativamente aos serviços de maternidade de Barreiro/Montijo, Setúbal e Almada, está arredada a hipótese de encerramento.

Quem já ontem havia manifestado perplexidade com o teor da proposta da comissão de acompanhamento fora a Comissão Política Distrital de Setúbal do PSD. Em comunicado, a estrutura laranja questiona “como é possível que num centro hospitalar que abrange os concelhos de Barreiro, Montijo, Alcochete e Moita, e que serve mais de 200 mil habitantes, o Governo possa sequer ponderar encerrar uma valência tão importante como a urgência de obstetrícia”.

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A distrital social-democrata “estranha” a proposta pelo facto de no CHBM terem sido realizados em 2021 “um total de 1400 partos”, a somar a mais 1205 que foram “efectuados até final de Agosto deste ano”, ao mesmo tempo que lembra que Setúbal — com “900 mil habitantes” — foi o distrito do País a registar maior crescimento populacional, de acordo com os últimos Censos.

De resto, a estrutura do PSD anunciou que irá “pedir uma reunião ao Conselho de Administração do CHBM e à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo [ARSLVT]” e desafiou António Mendonça Mendes, presidente da Federação Distrital de Setúbal do PS, e os deputados parlamentares socialistas a “repudiarem a proposta de encerramento da urgência de obstetrícia do CHBM”. Imperioso, conclui a distrital laranja, é “apostar mais na saúde, no reforço do SNS, e não encerrar serviços e desqualificar os equipamentos de saúde”.

O SETUBALENSE questionou a ARSLVT sobre a proposta da comissão de acompanhamento e uma eventual decisão — agora refutada por fonte próxima do ministro da Saúde — de encerramento da urgência obstétrica do CHBM, entidade que preferiu nada acrescentar ao que foi dito por Manuel Pizarro na véspera. “Sobre esta matéria, nada mais temos a acrescentar às declarações proferidas ontem pelo sr. ministro da Saúde”, respondeu a ARSLVT.

Já o Conselho de Administração do CHBM apenas revela que “não tem ainda conhecimento do documento da Comissão de Resposta em Urgência de Ginecologia, Obstetrícia e Bloco de Partos”, pelo que, adianta em resposta a O SETUBALENSE, “é prematuro fazer comentários”.

Além da ARSLVT e do CHBM, O Setubalense tentou obter as posições dos presidentes das câmaras municipais de Montijo e Barreiro, Nuno Canta e Frederico Rosa, respectivamente, mas até ao momento ainda não obteve respostas.

Câmaras Montijo, Alcochete, Barreiro e Moita pedem audiência ao ministro

A Federação Distrital de Setúbal reagiu, em comunicado, e revelou que os presidentes das câmaras de Alcochete (Fernando Pinto), Barreiro (Frederico Rosa), Moita (Carlos Albino) e Montijo (Nuno Canta) solicitaram de imediato “uma reunião com carácter de urgência ao ministro da Saúde”. Pedido que, adianta a distrital, “foi bem acolhido” por Manuel Pizarro. Além disso, a estrutura socialista salienta que os deputados parlamentares do PS “apresentaram e fizeram aprovar um requerimento para aceder ao estudo produzido pela comissão de acompanhamento que, até ao momento, ainda não é público”.

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