5 Dezembro 2022, Segunda-feira
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Executivo CDU pede consenso para concretizar orçamento voltado para o apoio social

Presidente da Câmara identifica “infância, pequenas e médias empresas e instituições de solidariedade social” como áreas mais fragilizadas

 

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O executivo minoritário da CDU, que governa a Câmara de Setúbal, defende o consenso político no concelho para que o Orçamento Municipal para 2023 traduza “uma vontade e capacidade efectivas para fazer face a situações de maior fragilidade social”.

Para o presidente da autarquia sadina, André Martins, e apesar de o Governo já ter anunciado um conjunto de acções de combate à crise, “não há dúvidas de que, com o [seu] agravamento, é necessário que sejam tomadas outras medidas”.

“Temos de avaliar onde é que será mais necessário o nosso apoio. Tenho já identificadas áreas que, certamente, são mais fragilizadas, como será o caso da infância, alguns sectores de actividade económica, nomeadamente pequenas e médias empresas, apoio às famílias com crianças e jovens em idade escolar e as instituições de solidariedade social”, disse o autarca na sessão da Assembleia Municipal de 30 de Setembro.

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Também “o apoio à pesca e aos pescadores”, assim como “aos professores, que são uma peça-chave, para garantir a sua presença nas escolas e melhores condições para o ensino das crianças e jovens”, são uma prioridade para o edil.

Além disso, André Martins diz ser igualmente determinante a criação de “medidas que garantam uma menor penalização dos custos da actividade, em particular das pequenas e médias empresas, e que evitem a desvalorização dos salários e das pensões”.

Sobre a elaboração do Orçamento Municipal para 2023, o autarca deixou ainda um alerta: “Temos de ter em conta que a escalada inflacionista a que assistimos – nos preços da energia e das matérias-primas, na contratação de serviços e obras – também se reflecte em toda a actividade da Câmara Municipal”.

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“Não podemos permitir que se volte à situação financeira de 2002 e 2003. A situação já é muito complicada e antevê-se o seu agravamento. Temos de acautelar o equilíbrio das finanças do município”, adiantou.

Com o objectivo de se criar um orçamento “equilibrado”, a procura por consenso político começou pela Assembleia Municipal, com André Martins a anunciar que vai promover reuniões com os partidos representados no órgão deliberativo, “para todos poderem dar o seu contributo na tomada de medidas”.

PS quer diálogo na Câmara e PSD relembra alertas nas reuniões

Para o Partido Socialista (PS), “é positivo haver uma discussão com os partidos [com assento na Assembleia Municipal], mas essa discussão tem de ser tida na Câmara Municipal”.

“É positivo que na Assembleia Municipal esse trabalho possa ser feito, mas é ao executivo da Câmara de Setúbal que cabe essa decisão. É aí que tem de ser criado consenso através do necessário diálogo”, disse Fernando José, vereador do PS, a O SETUBALENSE.

Antes, relembrou que “na última reunião [ordinária], os vereadores informaram que iriam apresentar um pacote de medidas que, nesta crise, provocada pela criminosa invasão da Ucrânia pela Rússia, e consequente inflação, dê resposta às famílias e empresas e seja tido em conta no Orçamento Municipal para 2023”.

“Agora, sobre essa resposta do presidente da autarquia, vamos ver o que é que depois, na prática, se irá concretizar”, atirou, a concluir. Já o Partido Social Democrata (PSD), pela voz do vereador Fernando Negrão, espera que “no seguimento dos alertas [feitos em reunião de câmara], o presidente [do município] tenha percebido que, de facto”, vai haver “um problema grave em 2023”.

“Nas últimas reuniões tenho chamado à atenção de que vem aí uma crise muito grave e que a Câmara tem de começar a tomar medidas. O presidente tem sido evasivo. Não diz que sim, nem que não. Quero acreditar que, no seguimento dos meus alertas, tenha percebido que vamos ter um problema grave em 2023”, disse a O SETUBALENSE.

No que diz respeito às reuniões anunciadas por André Martins, o social-democrata considera que “tudo o que seja conversar é bom”. “Tudo o que seja diálogo é importante. É bom ver que esta Câmara finalmente começa a perceber que não tem maioria absoluta e que tem de conversar com os restantes partidos”, sublinhou Fernando Negrão.

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