30 Novembro 2022, Quarta-feira
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PCP de Setúbal ‘rejeita’ pagamento dos serviços à Alsa Todi e TST que ficam por realizar

Organização comunista exige que empresas cumpram os horários e carreiras contratualizados com a Carris Metropolitana

 

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O PCP de Setúbal defende que não sejam pagos à TST e Alsa Todi os serviços de transporte rodoviário que não sejam realizados, assim como exige que as duas empresas – que operam na área 3 e 4 da Área Metropolitana de Lisboa, respectivamente – cumpram os horários, as carreiras e os percursos contratualizados com a Carris Metropolitana.

“As populações, os utentes, a vida social e a economia da Península de Setúbal estão a ser prejudicados com os incumprimentos, por parte da Alsa Todi e TST, dos horários e serviços a que contratualmente estão obrigadas”, disse Eduardo Vieira, membro da direcção da Organização Regional de Setúbal (DORS) e do Comité Central do PCP.

Em conferência de Imprensa, realizada ontem no centro de trabalho do PCP de Setúbal, e depois de mostrar total solidariedade “para com as populações e os trabalhadores”, o comunista disse considerar que “não é aceitável que passado mais de três meses do início da operação, se continue nesta situação”.

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“As empresas argumentam que não estão em condições de cumprir aquilo a que se comprometeram. É uma situação que deveriam de ter acautelado a tempo e que revela mais uma vez que estas empresas e as suas administrações agiram em claro prejuízo do interesse público e em claro desrespeito pelas suas obrigações”, atirou.

Para o PCP de Setúbal, de acordo com Eduardo Vieira, “o tempo útil para a resolução dos problemas é hoje”. “Algumas perturbações seriam de esperar quando há uma modificação tão grande na oferta, mas não é entendível que passados estes meses os argumentos continuem a ser os mesmos”, sublinhou.

Sobre a possibilidade de ser lançado outro concurso público, afirmou o comunista que, mais do que isso, “esta realidade [reavivou] a necessidade de existir uma grande empresa pública de transportes, capaz de responder às necessidades da população”.

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“A grande contradição é a diferença de entendimento entre a prestação de um serviço público essencial para o dia-a-dia e os interesses das duas empresas, que, complacentemente, vão deixando rolar o tempo e não tomam medidas céleres para resolver os problemas”.

Os atrasos dos autocarros, as longas filas de espera nas paragens, as carreiras que não chegam a ser feitas e os consequentes atrasos para os empregos e escolas são algumas das situações apontadas por utentes e autarquias ao serviço da Alsa Todi, que opera em Alcochete, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal, e da TST, em Almada, Seixal e Sesimbra.

De acordo com Eduardo Vieira, os referidos problemas resultam de uma “política de baixos salários, de uma carga horária grande e da degradação das condições de trabalho dos trabalhadores, o que torna mais difícil encontrar soluções”.

“Esta é uma situação inaceitável. Não permitiremos que sejam defraudadas as expectativas dos utentes e dos trabalhadores. Não é um problema de concorrência ou de mercado. Aquilo que se verifica é um enorme desrespeito por parte das administrações por aquilo a que se comprometeram”, acrescentou.

“Luta” não impede alargamento da rede do Metro Sul do Tejo

No que diz respeito à “luta” pela melhoria dos transportes rodoviários na Península de Setúbal, o comunista assegura que “não impede a exigência pelo alargamento da rede do Metro Sul do Tejo, nem a inclusão da Atlantic Ferries – que garante as ligações fluviais entre Setúbal e Tróia – no passe social intermodal da Área Metropolitana de Lisboa”.

“Achamos que se deve pôr fim a um conjunto de Parcerias Público-Privadas que existem na região”, revelou, para em seguida explicar que “o contrato que o Estado estabeleceu com a Atlantic Ferries deixou-lhe mão livre para estabelecer o volume da oferta e os preços das ligações fluviais entre Setúbal e Tróia, que hoje parecem exagerados”.

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