26 Setembro 2022, Segunda-feira
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Paulo Ribeiro apresenta candidatura ao PSD distrital com os olhos postos nas autárquicas e legislativas

O mandato é para dois anos, mas o candidato esclareceu logo que quer ficar até 2026

 

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O actual presidente da distrital de Setúbal do PSD anunciou a recandidatura nesta noite de quinta-feira, na cidade sadina, com uma lista que deverá ser candidata única nas eleições internas marcadas para dia 1 de Outubro.

“Cá estamos para os próximos dois anos com vontade de fazer quatro, porque o objectivo não é 2024, é 2026”, esclareceu o candidato logo a abrir, não deixando qualquer dúvida de que os dirigentes regionais actuais querem manter-se ao leme na altura das decisões para as eleições autárquicas e legislativas.

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O “cá estamos” inclui os ex-líderes distritais, que dão corpo e força à lista. Bruno Vitorino é cabeça-de-lista à Mesa da Assembleia Distrital, Pedro do Ó Ramos ao Conselho de Jurisdição Distrital e Armando Barata encabeça o grupo de candidatos à Comissão Distrital de Auditoria Financeira.

O mandatário é Pedro Roque, líder nacional dos Trabalhadores Social-Democratas (TSD) que, ao contrário das últimas eleições em que houve duas listas, espera, desta vez uma “votação expressiva”.

Mesmo não se perfilando oposição no horizonte, o recandidato a líder deixou o desafio a eventuais interessados na disputa, recordando que as eleições estão marcadas há três meses, pelo que “ninguém pode queixar-se de não ter tido tempo de candidatar-se”.

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“Neste momento é que devem aparecer as candidaturas e não andarmos pelos corredores a atacarmo-nos uns aos outros”, defendeu Paulo Ribeiro, ao ataque. Depois disto apontou as baterias para fora, em direcção a PS e PCP.

“O distrito tem condições para ser desenvolvido, moderno e dar uma vida melhor às pessoas que cá vivem. Isso não tem sido possível devido à governação comunista e socialista.”, considerou.  E deu o exemplo do aeroporto. “Se ainda não temos aeroporto, com a solução que era boa para o país e para o distrito, só há dois responsáveis, o PS e o PCP”, disparou.

Na saúde, continuou, o PS “mais não fez do que ajudar os privados”.

Nas áreas da criminalidade e da mobilidade, os problemas no distrito são “mais graves” no que no resto do país. “A criminalidade grave e violenta tem subido”, o que, segundo Paulo Ribeiro, não se resolve “se os governantes todos os dias retirarem força às polícias.

O candidato diz que a Carris Metropolitana “foi vendida como a última coca-cola do deserto”, mas que, afinal “só a constituição do conselho de administração é que correu lindamente, o resto não”.  O líder do PSD distrital deu o exemplo das autarquias laranja de Cascais e Lisboa, que já implementaram os passes gratuitos para os jovens”, para criticar os municípios da Margem Sul, liderados por comunistas e socialistas, que “continuam à espera do governo e não fazem isso”.

Paulo Ribeiro afirmou ainda que, no domínio da educação, “a escola pública deixou de ser um elevador social”, com 60 mil alunos ainda sem professores no início do ano lectivo, e concluiu que os socialistas estão apenas agarrados ao poder.

“O PS está farto de governar mas não está farto de estar no governo”, gritou para uma sala cheia de apoiantes e candidatos.

O candidato reconhece que a distrital tem que fazer mais pela implantação do partido na região mas recorda que no mandato actual, “complicado” pela pandemia, conseguiu que o partido tivesse finalmente uma sede distrital, 13 concelhias a funcionar e candidatos a todas as câmaras municipais do distrito.

Para as próximas autárquicas, avisou já que “ganham-se com quatro anos de antecedência” e, para não perder tempo, mandatou imediatamente João Afonso como candidato à Câmara Municipal do Montijo. “João, ficas já com este mandato”, afirmou depois de recordar que o município montijense escapou por apenas 350 votos e de garantir que o partido vai estar unido para fazer do protocandidato ao Montijo o primeiro presidente de câmara do PSD no distrito.

O presidente distrital vê uma “grande vantagem” no próximo mandato na distrital, graças à nova liderança nacional, de Luís Montenegro, que “se afirma diariamente” mas diz que Setúbal é decisivo para o sucesso nas legislativas.

“O PSD só será governo quando voltar a ganhar o distrito de Setúbal. Foi assim no passado e será assim no futuro.”, vaticina. Para já garante que a sua candidatura está “na direcção certa”.

A lista A apresenta 38 candidatos, entre os quais António Salgueiro, Paulo Edson Cunha, Joana Medlina, Lina Gonzalez, Hélder Alves, Hugo Cruz e Jaime Puna. Além de líder distrital, o advogado Paulo Ribeiro é vereador sem pelouro em Palmela e já foi deputado eleito por Setúbal.

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