26 Setembro 2022, Segunda-feira
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População manifesta-se contra encerramento da Caixa Geral de Depósitos em Corroios

Populares, órgãos autárquicos e instituições locais reuniram-se em frente ao balcão da CGD de Corroios para apelar à reversão da decisão

 

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Dezenas de pessoas reuniram-se esta sexta-feira em frente à agência da Caixa Geral de Depósitos (CGD) de Corroios para contestar a decisão da entidade bancária de encerrar o balcão na freguesia de Corroios, previsto para dia 29 de Agosto, segunda-feira.

Em causa está o anúncio feito no início do mês pela CGD, no qual tornou pública a intenção de reduzir a rede de trabalho, encerrando 23 agências em todo o país, entre elas, a que se encontra localizada na freguesia de Corroios.

População local, órgãos autárquicos e instituições entoaram palavras de ordem e manifestaram desagrado perante a situação.

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A Câmara Municipal do Seixal esteve presente e acusou o Governo e a administração do banco de quererem “matar a banca pública”.

“É inaceitável que o Estado permita que, além de encerrar balcões e despedir trabalhadores, se afaste as populações do seu direito ao serviço bancário”, frisou o Presidente da Câmara, Joaquim Santos.

O responsável relembrou que já em 2018, a Caixa Geral de Depósitos tinha encerrado o balcão em Fernão Ferro e, caso o único balcão de Corroios feche, o concelho do Seixal, com cerca de 166 mil habitantes, fica reduzido a três agências.

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Redução de despesas e lucro de 486 milhões de euros

A redução das despesas é o motivo que o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC) encontra para os encerramentos que têm vindo a ser feitos no país, desde 2012, indicando que, nos últimos dez anos, saíram da CGD mais de 3.300 trabalhadores.

Pedro Messias, Presidente do STEC, acredita que a Caixa se está a comportar “como um autêntico banco privado” ao fechar balcões “alegando não serem rentáveis”, quando regista “lucros assombrosos”, referindo-se aos 486 milhões de euros de lucro que o banco declarou no primeiro semestre de 2022.

Segundo o mesmo, o encerramento do balcão em Corroios implicará “cargos acrescidos” para as agências que ficarão abertas, originando “um fluxo de clientes superior e uma degradação da prestação de serviço ao cliente”.

 

Para o Presidente da Junta de Freguesia de Corroios, Hugo Constantino o problema são “os mais de 500 clientes reformados, pensionistas e idosos que têm de ir até ao balcão no Laranjeiro para ter o serviço de banca pública”.

O responsável mostrou-se descontente com a “desagradável surpresa” do encerramento das instalações da Caixa Geral de Depósitos na freguesia, uma vez que afirma só ter tido conhecimento da decisão do banco há dois dias.

“Muito nos espantou esta decisão. Houve uma visita de recomendação que apontava para o fecho no final do ano e dois dias depois recebemos um ofício a informar que era já segunda-feira”.

Os presentes concordaram que o Governo deve ter um papel decisivo nas acções levadas a cabo pela Caixa e esperam que a decisão possa ser revertida.

Sobre esse assunto, Joaquim Santos informou que enviou um ofício ao Ministro das Finanças e outro ao conselho de administração da CGD a solicitar “uma reunião urgente”, pelos quais ainda aguarda resposta.

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