27 Janeiro 2023, Sexta-feira
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Comandante afasta orcas ao fazer manobra de marcha à ré em Sesimbra

Grupo de três orcas perseguiu embarcação turística durante cinco minutos

 

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Jorge Branquinho, comandante da embarcação turística ‘Amor ao Ofício’, conseguiu evitar um ataque de orcas ao Largo de Sesimbra, numa embarcação que tinha dez turistas a bordo.

O caso ocorreu na manhã de sábado a seis milhas da costa de Sesimbra. O comandante desta embarcação turística sentiu um toque no leme e decidiu executar a manobra de Marc Herminio, que no ano passado repeliu um ataque de dez orcas em Gilbraltar ao colocar o seu veleiro em marcha à ré, ao invés de o imobilizar e desligar o motor, como é sugerido pelas autoridades. “Coloquei de imediato a embarcação em marcha à ré, a chamada manobra Marc Herminio. O grupo de três orcas perseguiu-nos durante cinco minutos e depois desistiu”, conta Jorge Branquinho.

Horas depois, um veleiro naufragou também atacado por orcas, em Sines. O naufrágio ocorreu à meia-noite de domingo. Apesar de ter seguido as recomendações das autoridades, o veleiro foi abalroado, mas os cinco ocupantes sobreviveram e foram resgatados.

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Nestes casos, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) recomenda a todos os navegantes que seja desligado o motor, inibindo a rotação da hélice, e que se imobilize a porta do leme, desmotivando assim estes mamíferos a interagir com as estruturas móveis das embarcações.

Jorge Branquinho decidiu não seguir estas recomendações e optou pela manobra de colocar em marcha à ré a embarcação, o que requer uma grande experiência uma vez que esta segue com alguma velocidade. “Não sei se são ataques ou se é curiosidade dos animais, mas eles perseguem as embarcações e, se pararmos o motor e deixarmos a embarcação à deriva, tornamo-la num alvo fácil. Há que colocar a marcha à ré até que percam o interesse”, afirma o comandante. A embarcação não sofreu danos e o caso foi reportado a outras empresas marítimo-turísticas.

Entre Março e Agosto, as orcas rumam a sul, desde a Galiza ao Estreito de Gibraltar, seguindo a migração do atum. Já entre Setembro e Outubro regressam a norte, passando por Galiza.

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Até 2019 não havia registo de interacções com estes animais. No entanto, a partir de 2020 estas iniciaram e tornaram-se muito perigosas.

A maior parte das ocorrências são registadas em Espanha. Em Portugal, no ano de 2020, houve 17 ocorrências, oito das quais com danos nas embarcações, nomeadamente o leme. Em 2021 foram registadas 51 ocorrências, 21 com danos.

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