11 Agosto 2022, Quinta-feira
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Arguidos no caso de menina morta em Setúbal ficam todos em prisão preventiva [actualizada]

Medidas de coação foram anunciadas esta tarde pelo Tribunal de Setúbal

 

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Os três arguidos no caso da morte de Jéssica Biscaia, a menina de três anos assassinada em Setúbal, ficaram todos em prisão preventiva, anunciou o Tribunal de Setúbal na tarde deste domingo, por volta das 16h30. Estão indiciados por homicídio qualificado, extorsão, ofensas corporais graves e coação.

As medidas de coação foram anunciadas aos jornalistas pelo juiz presidente da Comarca de Setúbal, António Fialho, pouco depois de o juiz de instrução criminal ter lido a decisão aos três arguidos no processo.

Os arguidos são Ana Cristina, a falsa ama, conhecida por “Tita”, o marido, Justo, e a filha, Esmeralda, de 27 anos. Esta última arguida recusou-se a prestar declarações quando foi ouvida, na sexta-feira, por “estratégia da defesa”, revelou hoje a seu advogado, Armindo Silva.

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Já, Ana Cristina, tida como a mentora do crime, terá afirmado em tribunal que cuidou da menina durante uma semana, mas negou agressões ou ter dado qualquer medicação para a menina não gritar. Tita afirmou que a criança caiu de uma cadeira no domingo, razão pela qual apresentava ferimentos.

Os trabalhos do primeiro inquérito judicial do processo começaram na sexta-feira, continuaram este sábado de manhã, apenas com os advogados e, após pausa para o almoço, ficaram concluídos à tarde, já com a presença dos três arguidos.

Os três arguidos foram detidos pela Polícia Judiciária por suspeita de homicídio qualificado, rapto, extorsão e ofensas à integridade física.

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A morte da menina ocorreu na segunda-feira, depois de a mãe ter ido buscá-la a casa de uma mulher que identificou às autoridades como ama da criança.

De acordo com a mãe, a menina esteve cinco dias ao cuidado da mulher e tinha sinais evidentes de maus-tratos, como hematomas, pelo que foi chamada a emergência médica.

A criança foi assistida na casa da mãe e transportada ao Hospital de São Bernardo, onde foi sujeita a manobras de reanimação, mas não sobreviveu aos ferimentos.

Na quinta-feira, a Polícia Judiciária revelou que deteve três pessoas por suspeita do homicídio: uma mulher de 52 anos a quem a mãe da criança devia dinheiro, inicialmente identificada como ama, o seu marido, com 58 anos, e a filha, de 27 anos.

À Lusa, o coordenador da Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal, João Bugia, adiantou que a mãe da menina e o padrasto foram também ouvidos durante a noite de quarta-feira na PJ, mas não foram constituídos arguidos.

Segundo João Bugia, a mãe da menina foi “ardilosamente enganada” e levada a entregar a filha por conta de uma dívida de 400 euros que tinha para com a suspeita.

Nos cinco dias em que permaneceu na casa dos detidos, a criança terá sofrido maus-tratos severos.

João Bugia revelou ainda que, apesar de haver algumas suspeitas iniciais de eventuais agressões sexuais contra a criança, esses indícios não foram confirmados na autópsia realizada na quarta-feira.

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