26 Junho 2022, Domingo
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Mamadu Djassi quer ser profissional para ajudar a família que tanto precisa de si

Jogador natural da Guiné-Bissau está há três anos em Portugal e tem objectivos bem definidos para o futuro.

 

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Mamadu Djassi tem 23 anos, nasceu em Nhacra, na Guiné-Bissau, joga futebol e está há três anos em Portugal. No nosso país começou a jogar no Moitense mas depois transferiu-se para o Banheirense onde esta época ajudou a equipa a subir de divisão e se sagrou o melhor marcador do Campeonato Distrital da 2.ª Divisão.

Marcou 21 golos, mais três que Josimar Silva (Barreirense) e mais quatro que Bernardo Paulo (Zambujalense) e João Afonso (Estrela de Santo André) sendo um dos jogadores mais determinantes no desempenho da sua equipa ao longo da temporada, bisando por sete vezes e fazendo um hat-trick (o primeiro da sua carreira em Portugal) no último jogo do campeonato realizado no Campo da Verderena, com o Barreirense.

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Em entrevista ao SETUBALENSE Mamadu Djassi contou alguns pormenores sobre a sua carreira desportiva, adiantou que tem recebido vários convites para mudar de clube e confessou que a sua ambição passa pelo profissionalismo para poder ajudar a sua família que tanto precisa de si.

 

Que significado teve para ti o facto de teres sido o melhor marcador da 2.ª Divisão?

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O facto de ter sido o melhor marcador este ano, foi para mim algo mais do que especial e um sentimento indescritível porque sempre gostei de fazer golos. O facto de ter encontrado uma boa equipa, colegas fantásticos e treinador fora de série, contribuiu bastante para este feito. Agradeço ao Banheirense e a todo o staff pela oportunidade e confiança que depositaram em mim. E, um obrigado especial às Xangai Ladies por todo apoio.

 

No início da época era este o teu objectivo?

Não. Este não era o meu objectivo. Na Guiné-Bissau fazia muitos golos mas desde que cheguei a Portugal, durante o período de adaptação, não tive muitas chances para fazer o golos e a pandemia também não ajudou muito. Graças a Deus consegui com a ajuda de todos.

 

À partida para o último jogo, o Josimar que era teu adversário, também tinha alguma hipótese mas tu fizeste um hat-trick e resolveste a questão. Foi um jogo que correu bem?

Sim, é verdade, correu muito bem. Este foi o meu primeiro hat-trick em Portugal. A concorrência era muito forte mas graças a Deus correu bem para o meu lado. Foi um jogo que tinha muita importância para nós porque tínhamos como objectivo completar a mesma pontuação que havíamos feito na primeira volta.

 

És natural da Guiné-Bissau, foi lá que começaste a jogar à bola?

Sim, foi onde tudo começou. Em particular na minha terra natal Nhacra na academia (Filhos e amigos de Nhacra-AFAN) e mais tarde fui jogar para os Arados de Nhacra até vir para Portugal.

 

Como surgiu a possibilidade de jogar em Portugal?

A oportunidade surgiu através do Moitense que foi o meu primeiro clube, o que me inscreveu. É um clube pelo qual tenho imenso carinho.

 

Tendo em conta os golos que marcaste, tens recebido alguns convites para mudar de clube?

Sim, tenho recebido alguns convites que tenho estado a analisar porque quero dar um salto na minha carreira. Sinto que conseguirei um feito igual ou melhor num escalão superior.

 

Quais são os teus objectivos no futebol?

Fazer uma carreira profissional e singrar-se como um futebolista. É o meu plano, não penso em mais nada. Quero muito alcançar esse objectivo para poder ajudar a minha família que tanto precisa de mim.

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