11 Agosto 2022, Quinta-feira
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PCP aponta o dedo à Alsa Todi e PSD faz alvo à Carris Metropolitana

Comunistas querem acção enérgica da TML sobre a operadora. Social-democratas dizem que o serviço foi desenhado à pressa

 

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O arranque “em falso” do serviço da nova rede de transportes rodoviários nos concelhos de Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal motivou, para já, reacções das estruturas distritais de PCP e PSD. Os comunistas atiram-se à operadora Alsa Todi; os social-democratas elegem como alvo a Carris Metropolitana.

Em comunicado, o executivo da Direcção da Organização Regional de Setúbal (DORS) do PCP exige “uma clara assumpção de responsabilidades” por parte da Alsa Todi “e uma actuação vigorosa” da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) sobre a operadora a exigir a “correcção dos problemas verificados no mais curto espaço de tempo”. “Nomeadamente através duma campanha de divulgação das alterações a ocorrer ao nível dos horários e percursos junto dos utentes nas paragens e terminais de transportes e na Comunicação Social, e um mais rigoroso controlo sobre a sua implementação de modo a que sejam efectuados os ajustes e acertos necessários quer em volume de oferta ou de horários à operação, conforme o previsto no contrato”, indica a estrutura comunista.

Ao mesmo tempo lança um apelo à TML, tendo em vista a prevenção de eventuais constrangimentos no arranque do serviço a prestar pela Transportes Sul do Tejo (TST), no dia 1 de Julho, nos concelhos de Almada, Sesimbra e Seixal. “O executivo da DORS do PCP alerta para que sejam tomadas pela TML medidas de acompanhamento do modo como este operador está planificar o arranque da operação, quer ao nível da formação dos motoristas para os novos percursos quer ao nível da divulgação antecipada aos utentes dos novos horários e percursos, nas paragens e terminais de transportes e na Comunicação Social.”

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Os comunistas sublinham ainda que “a entrada em vigor destas concessões de transporte público constituem um passo positivo para novos avanços no sentido de uma melhor e maior oferta de transporte público rodoviário de passageiros e para uma maior qualidade e fiabilidade no serviço prestado aos utentes”, o que, consideram, “não pode ser colocado em causa pela inépcia das empresas que ganharam por concurso as concessões”. O PCP garante, a terminar, que “tudo fará dentro do âmbito das suas responsabilidades para que os contratos sejam integralmente cumpridos e as expectativas dos utentes e trabalhadores não sejam defraudadas”.

Mau planeamento

Já a distrital de Setúbal do PSD, também em comunicado, acusa a Carris Metropolitana de “falta de planeamento”.

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“Se aplaudimos a iniciativa, que visa colmatar uma carência nesta área e em muito poderia beneficiar os nossos trabalhadores, estudantes e restantes munícipes, não podemos deixar de denunciar o mau planeamento do novo serviço de transportes”, lê-se na nota dos social-democratas.
As críticas, no documento, são concretizadas por Paulo Ribeiro, presidente da distrital laranja, que indica “o aumento dos valores dos títulos de transporte vendidos a bordo” e “a lotação dos autocarros devido a atrasos excessivos” como “algumas das queixas” reportadas à estrutura do PSD.

“Na passada segunda-feira, dados indicam que cerca de 90% das carreiras previstas não se realizaram porque os motoristas não conhecem os percursos nem as paragens definidas para esta rede de transportes, sendo que a informação disponibilizada aos mesmos, pasme-se, estava em espanhol”, aponta ainda o social-democrata, para reforçar de seguida: “A estes problemas, já de si graves, acresce a falta de informação com que os utentes são confrontados, a ausência de horários nas paragens e a deficiente organização do serviço.”

Paulo Ribeiro considera inadmissível que “um serviço essencial na vida de milhares de pessoas seja desenhado à pressa” e a distrital do PSD apela à entidade gestora da Carris Metropolitana que “crie estratégias para colmatar as falhas sentidas nos primeiros dias e que aperfeiçoe a formação dada aos motoristas”. A nova rede de transportes públicos rodoviários começou a funcionar no passado dia 1, nos concelhos de Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal.

Nuno Maia Associação da indústria quer ver situação normalizada

Quem também já veio reagir ao impacto que os constrangimentos nos transportes públicos rodoviários provocaram foi Nuno Maia, director-geral da Associação da Indústria da Península de Setúbal (AISET).

“Para a AISET é muito importante que a situação dos transportes colectivos seja normalizada rapidamente, de forma a que os trabalhadores possam chegar com tempo e tranquilidade ao trabalho e para que possam também regressar a casa nos tempos previstos para desfrutarem da família”, diz o responsável pela associação da indústria. “Não queremos ter os trabalhadores irritados, frustrados, stressados, preocupados por chegarem atrasados ao trabalho, mas, sim, tranquilos para que se possam focar nas funções e terem a melhor rentabilidade, cumprindo horários”, adianta.

A finalizar, Nuno Maia reforça: “Há milhares de pessoas que dependem dos transportes públicos. Dificilmente se compreende que uma operação preparada ao longo de meses e meses arranque desta forma. Que a situação possa ser regularizada rapidamente.”

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