27 Junho 2022, Segunda-feira
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António Victorino d’Almeida afirma que estrutura cultural do País não reconhece os artistas

O Festival de Piano de Alcochete reconhece os 70 anos de carreira do maestro que fala em bom público e na possibilidade de dar a conhecer mais de si  

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Critico da estrutura cultural do País que, na sua opinião, “não podia ser pior”, o Maestro António Victorino d’Almeida reconhece, no entanto, que o público “é bom”, assim como a qualidade dos artistas: “Tocam bem”, afirma. Ao mesmo tempo que elogia concelhos como Alcochete pela espaço que dedica à música erudita e clássica, também afirma que em  Portugal, defende, “não há reconhecimento”, isso apenas acontece no País das pessoas, e não daqueles que decidem. “Passa-se comigo e com todos os artistas”.

Para o maestro não é aceitável, por exemplo, um País que não tem ópera; “acabou-se”, e isso “não posso aceitar”, afirma. O também compositor, pianista, escritor, realizador de programas de televisão e excelente comunicador, diz que isto só pode acontecer num “País atrasado”, e expressa que em Lisboa “nem há dois espectáculos de ópera em dois fins-de-semana seguidos”. E isto acontece em Portugal, onde “o público é maravilhoso”, afirma.

Do outro lado da moeda “estão outras capitais europeias onde há cerca de dez a quinze concertos deste género musical aos fins-de-semana”.

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António Victorino d’Almeida falava ontem a O SETUBALENSE, a quase uma semana antes de dar um recital de piano no Festival de Piano em Alcochete. É a 2 de Junho, numa iniciativa da Câmara de Alcochete, onde o maestro vai ser homenageado pelos seus 70 anos de carreira.

“O destino é assim”, comenta António Victorino d’Almeida. “Quis que chegasse aos 70 anos de carreira, o que encaro com um sentimento de empatia e uma oportunidade para talvez ainda demonstrar alguma coisa de mim que ainda não seja conhecido”.

Apesar de critico da estrutura criada no País para a divulgação cultural, nomeadamente na área da música erudita ou clássica, considera que as coisas vão menos mal no meio da programação municipal, e fala sobre o que existe em festivais, nomeadamente em territórios como o de Alcochete. “Concelhos como Alcochete estão muito próximo do que acontece em outras cidades na Europa. A diferença está em Lisboa comparativamente com qualquer outra capital”.

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E reforça: “Lisboa está muitíssimo atrasada” quanto a espectáculos de música erudita e clássica e isso, afirma: “Não posso desculpar. Não posso desculpar uma Lisboa que ignora o que se passa à sua volta”.

O Festival de Piano vai decorrer no Fórum Cultural de Alcochete, entre 2 e 5 de Junho, numa 5.ª edição onde vão estar pianistas de renome que, pela primeira vez, pisam este palco em concertos.  Organizado pela Câmara de Alcochete, Conservatório Regional de Artes do Montijo (CRAM) e Escola Superior de Artes Aplicadas. Além de música clássica, o programa engloba dança, masterclasses e palestras.

Para o presidente da Câmara de Alcochete, Fernando Pinto, esta edição “é mais uma oportunidade para o município continuar a marcar a agenda cultural da região, promovendo e apoiando eventos de elevada qualidade e de referência a nível nacional e internacional”.

 

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