27 Junho 2022, Segunda-feira
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Orquestra de Viena abre Festival dos Capuchos que entra na segunda edição para se afirmar

Músicos consagrados vão passar pelo Convento dos Capuchos e Auditório da FCT, num festival com conversas inesperadas

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O Festival de Música dos Capuchos está de volta este ano, para a segunda edição, de 16 de Junho a 10 de Julho, e traz a Almada músicos de referência mundial. O concerto de abertura é pela Orquestra de Câmara de Viena.

O festival inclui ainda um ciclo de três conversas moderadas por Carlos Vaz Marques, que desafia convidados imperdíveis para debaterem temas como os 450 anos da publicação de Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões e os centenários do nascimento de Agustina Bessa-Luís e da morte de Marcel Proust.

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Um ciclo de conversas que se enquadram nos concertos, e que terá como convidados Manuel Alegre, Lia Gama, António Mega Ferreira, Jorge Vaz de Carvalho, Mónica Baldaque e Hélia Correia.

Depois de 20 anos de paragem, o festival que sempre se demarcou por ser diferente, foi retomado o ano passado, com direcção artística do pianista Filipe Pinto-Ribeiro, que agora, em 2022, construiu uma programação que conta com actuação da Orquestra de Câmara de Viena – uma referência mundial neste género -, e com a presença de músicos consagrados, como o cravista Pierre Hantaï, o pianista Konstantin Lifschitz, o bandoneonista argentino Héctor Del Curto ou o violetista Gérard Caussé, que regressa aos Capuchos mais de 30 anos depois.

Na apresentação do festival, que este ano tem também actuações no Grande Auditório da Faculdade de Ciência e Tecnologia, no Monte de Caparica, Filipe Pinto-Ribeiro destacou que a programação deste ano “é preenchida por vários concertos monográficos”, que permitem “viajar por diversas facetas criativas para redescobrir obras de Wolfgang Amadeus Mozart, Ludwig van Beethoven, Franz Schubert e Fernando Lopes-Graça”.

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O director do festival, organizado em conjunto com a Câmara de Almada e patrocinado pela Fundação “la Caixa”, falava num dos terreiros do Convento dos Capuchos, e destacou a participação de jovens músicos, muitos deles os mais requisitados da actualidade, vencedores dos principais concursos mundiais.

Entre eles, a violinista ucraniana Diana Tishchenko – Grand Prix Jacques Thibaud no lendário Concurso Internacional Long-Thibaud-Crespin de Paris (2018) -, da pianista russa Anna Tsybuleva – Primeiro Prémio do Concurso Internacional de Piano de Leeds (2015) -, e do violoncelista e maestro francês Victor Julien-Laferrière, vencedor do Concurso Rainha Elisabeth de Bruxelas em 2017, naquela que foi a primeira edição da história dedicada ao violoncelo.

A nível nacional, participa no Festival de Música dos Capuchos a Orquestra Gulbenkian, o DSCH – Schostakovich Ensemble, o Sete Lágrimas e o grupo de música tradicional mirandesa Galandum Galundaina, que apresentará um concerto dedicado à música de Terras de Miranda/Nordeste Transmontano. O festival vai ter ainda em palco outros géneros musicais, como o tango, e um concerto focado na obra de Astor Piazzolla.

“A intenção é retomar este festival de forma sustentável”, comenta a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros. Inclusivamente, “já foi aprovado um apoio plurianual para o Festival de Música dos Capuchos”, avança a autarca, dando nota que esta segurança de verbas “é fundamental para quem está a programar”; e lembra que “os grandes nomes da música têm agendas carregadas, pelo que a organização do festival tem de se antecipar”.

Quanto à possibilidade do Festival dos Capuchos vir a ganhar dimensão que lhe permita sair para palcos fora do concelho, tal como acontece actualmente com o Festival Internacional de Teatro de Almada, Inês de Medeiros é cautelosa e prefere que este se estenda, em primeiro lugar, a vários pontos do concelho, para já, “o objectivo é consolidar o regresso do Festival dos Capuchos”.

E o certo é que, no ano passado, aquando do seu regresso duas décadas depois, o festival teve uma adesão “surpreendente”, comenta a autarca, mesmo num período ainda de quase confinamento, o que obrigou a que os concertos tivessem de decorrer ao ar livre. “Ouviam-se os aviões a passar, mas era importante que as pessoas estivessem seguras”. E acrescenta: “Sentimos que havia vontade para continuar com o festival. Agora temos de conquistar novos públicos”.

António Wagner Diniz: “Queríamos fazer um festival fora da caixa ligado à nossa geração”

Na década de 80 do século passado, quando em Lisboa os únicos festivais de música clássica que se conheciam eram o de Sintra e Estoril, e a norte o da Póvoa do Varzim, António Wagner Diniz e José Adelino Tacanho, que morreu em Setembro de 2004, decidiram fazer do espaço de silêncio do Convento dos Capuchos um palco para música clássica, erudita e mesmo de modinhas de música portuguesa com instrumentos tradicionais.

“Queríamos um festival diferente ligado à nossa geração”, conta o barítono António Wagner Diniz. E nasceu um festival “fora da caixa” que, logo na primeira edição teve música num cacilheiro, lembrou durante a apresentação da edição deste ano.

O co-fundador do festival vai ser homenageado este ano com o concerto “Carta Branca” a António Wagner Diniz, “que concebeu um evento original com a participação de um leque de jovens e cantores, seus discípulos”.

O concerto realiza-se a 08 de Julho, no Convento dos Capuchos, e segundo Wagner Diniz, citado pelo director do festival, “pretende cumprir dois rituais, o de passagem de testemunho e o de despedida”.

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