26 Junho 2022, Domingo
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Câmara de Setúbal retira técnica superior citada pelo Expresso do acolhimento a cidadãos ucranianos

Autarquia afirma ainda que irá solicitar ao Ministério da Administração Interna que “adopte, de imediato, os necessários procedimentos no sentido de averiguar a veracidade das suspeitas veiculadas pelo jornal Expresso”

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A Câmara Municipal de Setúbal, face às notícias hoje publicadas a propósito dos serviços municipais de acolhimento de refugiados da guerra da Ucrânia, entende que “importa clarificar” alguns aspectos divulgados na edição de hoje do jornal “Expresso”.

Através da rede social Facebook, a autarquia sadina afirma que “retirou do acolhimento de cidadãos ucranianos a técnica superior citada na notícia até ao total e inequívoco esclarecimento de toda a situação”, Yulia Kashina e acrescenta que Igor Kashin (casado com Yulia Kashina) colabora regularmente com a autarquia há vários anos.

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Diz a Câmara de Setúbal que tem em funcionamento, desde o início da invasão russa da Ucrânia, “um serviço de atendimento a refugiados ucranianos e tem prestado todo o apoio necessário ao acolhimento destas pessoas, em directa e permanente articulação com diferentes entidades, nomeadamente a Segurança Social, Alto Comissariado para as Migrações, Instituto de Emprego e Formação Profissional e Serviço de Estrangeiros e Fronteiras”.

Refere ainda que Igor Kashin, citado na notícia do Expresso como cidadão russo que tem entrevistado refugiados ucranianos, “colabora, regularmente, há vários anos, com várias entidades da administração central, entre as quais o Instituto de Emprego e Formação Profissional, o Alto Comissariado para as Migrações e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, tendo prestado esta colaboração já este ano, em instalações de alguns destes serviços em Setúbal, no contexto do acolhimento de refugiados da guerra da Ucrânia”.

A isto acrescenta que Igor Kashin também tem dado apoio, no contexto das relações existentes, desde 2005, entre a Câmara Municipal de Setúbal e a Edinstvo, associação de imigrantes de leste, nos serviços municipais responsáveis pelo acolhimento de refugiados.

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Refere ainda a publicação que a Câmara de Setúbal, “após tomar conhecimento de afirmações proferidas, há duas semanas, pela Embaixadora da Ucrânia em Portugal relativamente a esta associação, questionou formalmente e no próprio dia, por ofício, o primeiro-ministro, pedindo que se pronunciasse sobre a veracidade destas declarações e esclarecesse com a maior brevidade possível se o Alto Comissariado para as Migrações mantinha a confiança nesta associação, não tendo obtido resposta até ao momento”.

A autarquia afirma ainda que irá solicitar ao Ministério da Administração Interna que “adopte, de imediato, os necessários procedimentos no sentido de averiguar a veracidade das suspeitas veiculadas pelo jornal “Expresso”, manifestando total disponibilidade para prestar toda a informação necessária”.

Perante esta situação a Câmara Municipal, “retirou do acolhimento de cidadãos ucranianos a técnica superior citada na notícia até ao total e inequívoco esclarecimento desta situação. Ao mesmo tempo, “repudia com a veemência qualquer toda e qualquer insinuação de quebra de sigilo no tratamento de dados de cidadãos ucranianos acolhidos nos seus serviços”.

Quanto ao atendimento que é realizado a estes e a outros cidadãos, “como foi explicado ao jornal “Expresso”, são cumpridos todos os requisitos técnicos inerentes a um atendimento social”. E acrescenta: “A recolha de informação só é feita com autorização expressa por escrito dos próprios e é realizada por dois técnicos superiores da Câmara Municipal de Setúbal. Trata-se de um procedimento reconhecido e utilizado pelas entidades que, em Portugal, fazem este tipo de trabalho”.

Por sua vez, a informação recolhida “serve para instruir os processos de formalização do pedido de acolhimento destes refugiados”.

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