26 Junho 2022, Domingo
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São Bernardo entre os hospitais do País com maiores listas de espera para cirurgias

Especialidades de otorrinolaringologia, estomatologia e pediatria são as que os utentes mais têm de aguardar por uma operação

 

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O Hospital de São Bernardo, que com o Hospital Ortopédico Sant’Iago do Outão forma o Centro Hospitalar de Setúbal, está entre as unidades hospitalares do País onde os utentes mais têm de esperar por uma operação.

Entre as várias especialidades em que as listas de espera são demoradas, a população tem de aguardar 777 dias (perto de 26 meses) por uma cirurgia de otorrinolaringologia, enquanto no campo da estomatologia as operações podem implicar 775 dias (mais de dois anos) na fila.

A informação, avançada pela CNN Portugal, consta no site do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que explica que o tempo previsto para a concretização das operações é de 180 dias. No caso das crianças, uma cirurgia pediátrica no Hospital de São Bernardo pode demorar 508 dias a ser realizada.

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Nas listas publicadas, além do “tempo médio de resposta dos utentes operados”, está ainda descrito o número de utentes que aguardam por determinada operação, programada “a 31 de Janeiro de 2022”. Para cirurgia geral, à data de ontem encontravam-se à espera 602 pessoas em situação “Normal – Doença Não Oncológica”.

Já na especialidade de ortopedia, este número mais do que quadruplica para os 2 546 utentes. No que diz respeito à área dedicada aos olhos, o número de pessoas em lista de espera para serem operadas é de 1 331.

Problema é comum a outros hospitais da região

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Contudo, o problema estende-se a outros hospitais da região. No Hospital Garcia de Orta, em Almada, há 527 cidadãos a aguardar por uma cirurgia vascular, realizada em caso de doença das artérias, veias e linfáticos, que pode demorar, em média, 678 dias a ser realizada.

Na lista dos hospitais com maiores tempos de espera surge também o Montijo, em que a realização de uma operação na especialidade de otorrinolaringologia, a ser realizada na Unidade de Cirurgia de Ambulatório, pode demorar 502 dias (aproximadamente 17 meses), para a qual estão actualmente a aguardar 217 utentes.

À CNN Portugal, Jorge Roque da Cunha, secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos disse ver “esta situação com enorme preocupação, porque não sendo situações de emergência – aí o sistema acaba por dar resposta –, afecta a vida das pessoas, particularmente as mais frágeis que têm mais dificuldade em recorrer ao privado”.

Isto porque são poucas as alternativas que existem às cirurgias a acontecer no SNS. Quando é ultrapassado o tempo determinado para a concretização da operação, o utente recebe um vale-cirurgia para que a mesma seja realizada numa entidade hospitalar privada ou social. São ainda dadas previamente a escolher opções definidas pelo SNS, mas a pessoa fica sujeita à lista de espera do hospital eleito.

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