21 Maio 2022, Sábado
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GNR procurava mãe e filhas em São Torpes quando tragédia se deu em Porto Covo

Menina mais velha ainda tentou salvar a irmã. Mãe agiu sozinha, sem ajuda de terceiros

 

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A GNR de Sines procurava por Joceline e as duas filhas menores em São Torpes quando recebeu o alerta para o incêndio no carro onde a homicida se matou com a menina mais nova, em Porto Covo, incendiando o carro onde se encontravam. A mais velha conseguiu fugir, tentando ainda salvar a irmã, sem sucesso.

A mãe da homicida dirigiu-se à esquadra de Sines às 23 horas para dar conta do desaparecimento da filha com as netas e indicou São Torpes como o local mais provável para a sua localização.

Joceline tinha saído com as meninas de casa pouco tempo antes, estava perturbada devido à presença do ex-companheiro com quem as filhas tinham passado o fim de semana e deixou o telemóvel em casa. Joceline temia que o pai das crianças as levasse para a Bélgica, onde reside com a actual companheira e com quem já tem um filho.

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Os sinais alarmantes levaram a GNR de Sines a procurar pela viatura nas praias de São Torpes e, quando os militares realizavam buscas nesta zona, receberam o alerta do incêndio, às 23.45 horas em Porto Covo, a menos de dez quilómetros.

Joceline e Jane faleceram dentro da viatura, enquanto Camila conseguiu sair sem ferimentos e foi acolhida por populares. Camila estava no banco traseiro do Opel Corsa quando a sua mãe acendeu o fósforo depois de se regar e às filhas com gasolina, simulando uma brincadeira.

A menina jogou o braço à irmã mais nova, Jane, que estava no banco da pendura, para a tentar tirar do carro, mas a sua mãe impediu. A homicida, 29 anos, colocou o braço por cima de Jane e ainda tentou agarrar Camila, mas esta separou-se e fugiu pela porta traseira.

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A Polícia Judiciária de Setúbal continua a investigar o crime e já afastou a intervenção de outras pessoas que possam ter ajudado a homicida. A morte de Joceline vai levar a que o caso não chegue a tribunal, mas, ainda assim, os inspectores querem saber todo o percurso que a homicida fez e quando é que adquiriu o combustível. Sabe-se que não o fez na noite do crime, mas durante o fim-de-semana.

O trabalho está a ser dificultado pela corrida aos combustíveis, que aconteceu sábado e domingo e que levou milhares aos postos de combustível antes do aumento que teve lugar na segunda-feira.

Os corpos de homicida e vítima permanecem na morgue do Hospital do Litoral Alentejano para realização de autópsia. Só depois podem ser libertados para realização das cerimónias fúnebres. A menina sobrevivente teve alta do hospital durante a tarde de terça-feira e visitou a avó, na casa onde residia. Depois ficou com o pai.

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