18 Maio 2022, Quarta-feira
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Padre ucraniano de Azeitão e Quinta do Conde apela à solidariedade

Ivan Petliak deixa mensagem às comunidades de compatriotas residentes na região para que ajudem os irmãos que estão sob invasão russa

 

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“Quem não se juntar connosco, está contra nós. É uma mensagem única” – as palavras são do padre ucraniano Ivan Petliak e destinam-se às comunidades de compatriotas residentes na região de Setúbal. Reflectem, acima de tudo, um apelo à união perante um sentimento profundo de desespero pelo sofrimento que a invasão russa está a causar na vizinha Ucrânia.

“Quem se juntar na oração, quem se juntar na igreja para receber ajuda de Deus e arranjar uma ajuda real para os seus irmãos ucranianos que sofrem, são nossos. Quem não se juntar, está contra nós. Ponto final. Porque temos muitos ucranianos que se afastaram… muitos ficam na expectativa de estar a ver o que acontece”, afirma o vigário das paróquias de Azeitão (igrejas de S. Lourenço e S. Simão), desde 19 de Setembro de 2018, e também das paróquias de Quinta do Conde (igrejas de N. Sra. da Boa Água e N. Sra. da Esperança), desde 6 de Outubro de 2019.

No último domingo, Ivan Petliak promoveu na Moita, juntamente com padres portugueses da região, uma “vigília pela paz e solidariedade com o povo ucraniano”, junto à imagem de N. Sra. da Boa Viagem, no Largo do Cais, que juntou cerca de duas centenas de pessoas.

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“Foi boa. Gostámos”, resume o padre sobre a iniciativa, que contou, entre outros, com as presenças dos presidentes da Câmara e da Junta da Moita, Carlos Albino e Fabrício Pereira, respectivamente, e das deputadas parlamentares Eurídice Pereira e Fernanda Velez, além do responsável pela Cáritas Diocesana de Setúbal, Domingos de Sousa.

Paróquias recolhem ajuda

Ivan Petliak, que também presta serviço de capelão – “dizemos que é uma Capelania de Portugal da Igreja Greco-Católica Ucraniana, que está unida com o Vaticano” – às comunidades compatriotas residentes em Montijo e Setúbal, lembra que estão em curso outras acções de apoio.

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“Felizmente, temos portugueses que têm mostrado a sua fraternidade. Agora, começou um grande movimento para recolher ajuda, bens materiais e alimentares não perecíveis”, faz notar. Roupa quente, cobertores, sacos-cama, papas para bebé, fraldas, comida não perecível, material de primeiros socorros e artigos de higiene pessoal são bens que as paróquias de Azeitão estão a aceitar para enviar para a Ucrânia.

“Quem quiser ajudar, nós aceitamos tudo. Mas, roupas em último lugar. Mais importante são medicamentos e produtos [alimentares] que não se estraguem, para os nossos soldados que estão na primeira linha da luta e que não têm condições. Conservas, entre outros, e medicamentos”, apela o pároco ucraniano.

As acções de apoio já vêm, porém, de há anos. “Não foi esta vigília que deu início a este movimento de ajuda. Agora começou uma guerra aberta. Mas, temos vários voluntários que começaram desde 2014, desde o início desta guerra, a ajuda para as nossas tropas e o povo que sofre com ela. Agora com mais força e fraternidade”, revela.

Um processo de ajuda que “vai continuar até ao fim” e prolongar-se depois “para muita gente refugiada em muitos lugares”. “Vamos enviar coisas para onde precisam, para outros países onde se peça. Recolhemos tudo e depois vamos continuar este processo”, adianta.

“Estamos todos muito unidos pela nossa pátria, pelo nosso povo, que não podemos deixar assim”, salienta Ivan Petliak, ao mesmo tempo que realça a solidariedade portuguesa. “Agradeço de coração a atenção e compreensão pela nossa situação. Estamos juntos”, conclui.

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