21 Maio 2022, Sábado
- PUB -
InícioLocalSeixalTribunal de Almada condena agente da PSP e quatro moradores por agressões...

Tribunal de Almada condena agente da PSP e quatro moradores por agressões no Bairro da Jamaica

Caso remonta a 2019, quando a polícia foi chamada ao local depois de uma festa, devido a uma situação de confrontos entre residentes

 

- PUB -

O Tribunal de Almada condenou ontem quatro moradores e um agente da PSP do Seixal a penas de prisão suspensas e multas pelas agressões no Bairro da Jamaica, em Janeiro de 2019.

A juíza Dora Fernandes disse esperar que o episódio não se repita e considerou que a situação podia ter sido evitada se os moradores não se tivessem oposto à tentativa de identificação do morador Flávio Coxi pela PSP.

Três dos membros da família Coxi, Flávio, Higina e Hortêncio, viram o colectivo de juízes aplicar penas suspensas entre um ano e oito meses e dois anos e quatro meses por crimes de resistência e coacção e ofensas à integridade física.

- PUB -

Já a mãe destes, Julieta Luvunga, foi condenada a pena de multa por agredir um agente da força de segurança com um objecto, depois de ter sido pontapeada pelo filho, Flávio, que tinha como alvo um polícia.

O agente da PSP, Tiago Andrade, foi condenado a um ano de prisão, pena que foi suspensa, por agressão a Fernando Coxi, que não interveio nos conflitos, mas colocou-se à sua frente para travar a detenção do filho, Hortêncio, que havia atirado uma pedra contra os polícias.

A juíza condenou o agente, tendo em conta que “agrediu alguém mais velho, por estar no exercício das suas funções e por ser expectável que não agisse desta forma, o que mostra a falta de preparação para este cenário”. Tiago Andrade foi, ainda, condenado ao pagamento de uma indemnização no valor de 1 500 euros ao ofendido e terá direito a uma indemnização de valor igual por parte de Hortêncio, que o agrediu.

- PUB -

No final do julgamento, a juíza condenou a actuação dos moradores por se oporem à identificação de um suspeito pela PSP, que estava no local no exercício das suas funções. “O visado seria identificado, o processo seguia os seus trâmites e nada disto teria ocorrido, os agentes não iam prender ninguém nem condenar à prisão”, afirmou Dora Fernandes.

Na manhã dos incidentes, a 20 de Janeiro de 2019, depois de uma festa, que durou toda a noite, a PSP foi chamada a uma situação de confrontos entre moradores. No local, tentaram identificar Flávio Coxi, interveniente nos confrontos, mas este negou-se e os seus irmãos, Hortêncio e Higina Coxi, ajudaram-no a escapar à polícia. ´

Os arguidos escaparam, mas regressaram pouco depois, tendo sido nessa altura arremessada uma pedra em direcção aos agentes, com Higina a desferir uma bofetada num dos polícias.

A pedra acabou por atingir o agente Tiago Andrade no lábio, que partiu para a detenção do agressor por ordem superior. Na sua frente, deparou-se com o pai do então suspeito, Fernando Coxi, a tentar impedir a detenção. O homem foi agredido pelo agente da PSP com um murro e duas joelhadas na barriga.

Por sua vez, Julieta Luvunga, mãe de Flávio e Hortêncio Coxi, tentou tirar satisfações junto dos agentes e foi agredida com um pontapé por Flávio Coxi, que tentava atingir o agente Tiago Andrade.

A mulher, depois de se levantar, agrediu os agentes da PSP com um objecto, que apanhou no chão. Atingiu um deles e foi imobilizada.

Comentários

- PUB -

Mais populares

Piscina na urbanização dos Fidalguinhos está quase a sair do papel

Obra de 3,5 milhões de euros já tem projecto e concurso pode avançar ainda este ano. Futuro equipamento terá capacidade para cerca de 700...

Jovem sequestrado e violado em casa de banho da estação de comboios de Coina

Rapaz de 16 anos foi abusado por homem de 43. Violador está agora em prisão preventiva

Cidade perde rede de agentes com chegada da Transportes Metropolitanos de Lisboa

Rede com mais de uma dezena de estabelecimentos, construída pelos TST, desfeita com chegada de nova transportadora, prejudicando utilizadores mais velhos
- PUB -