6 Outubro 2022, Quinta-feira
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Homem de 72 anos morto à traição por empregado com martelo em obra em Setúbal

Agressor de 47 anos encontra-se em prisão preventiva, depois de assassinar patrão por recusa de dinheiro para consumo de drogas

 

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Francisco Faísca, empresário de remodelações de 72 anos, foi barbaramente assassinado à martelada por um empregado, em Setúbal, a quem recusou pagar mais do que o combinado numa obra.

O crime ocorreu pelas 11 horas da passada terça-feira, no 5.º andar de um apartamento situado no número 14 da Rua Mariano Coelho, perto da zona do Bonfim. O agressor, depois de cometer o crime, só não fugiu do local porque a proprietária do apartamento, que também se encontrava na habitação, o trancou dentro de casa.

O empregado, João Manuel, de 47 anos, queria o dinheiro que a vítima tinha na carteira para o consumo de droga. O agressor trabalhava com Francisco Faísca há três anos e recebia o ordenado semanalmente, assim como recebia todos os dias dinheiro para o almoço.

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Na terça-feira, os dois homens estavam a pintar o interior do referido apartamento quando Francisco Faísca entregou o dinheiro do almoço ao empregado. Nesse momento, João Manuel viu que o patrão tinha na carteira uma avultada quantia de dinheiro e pediu-lhe mais pelo trabalho que estava a ser realizado. No entanto, como já havia recebido o pagamento acordado no dia anterior, o pedido foi-lhe negado.

Perante a recusa e a percepção de que não iria ter dinheiro para comprar droga e satisfazer o seu vício, João Manuel decidiu matar o patrão. Os dois ainda discutiram e, quando Francisco decidiu virar costas para continuar o trabalho, o agressor aproveitou que a vítima estava indefesa e pegou num martelo. Com a arma do crime desferiu-lhe várias pancadas na cabeça, acabando por matar o septuagenário.

A proprietária do apartamento, perante o que acreditou ser um crime, trancou o agressor dentro da habitação e chamou as autoridades. Nessa altura, sem conseguir a fuga, João Manuel telefonou ao filho da vítima, dando conta de que o seu pai havia sofrido uma queda.

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As autoridades foram alertadas e deslocaram-se ao apartamento, onde se encontrava o suspeito e a vítima. O óbito de Francisco Faísca foi declarado no local e o seu corpo foi transportado pela Cruz Vermelha Portuguesa para a morgue do Hospital de São Bernardo.

Perante a polícia, João Manuel não assumiu a autoria do crime e aos inspectores da Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal contou que o patrão tinha sofrido uma queda enquanto os dois trabalhavam. A PJ inspeccionou o local do crime e encontrou o martelo utilizado pelo homicida, ainda coberto com sangue.

O suspeito acabou por ser detido por homicídio qualificado e foi esta quarta-feira presente ao Tribunal de Setúbal para aplicação de medidas de coacção. O Juiz de Instrução Criminal tomou a decisão de aplicar a medida mais gravosa, prisão preventiva.

Francisco Faísca, empresário de remodelações, deixa mulher, dois filhos e um neto. Mantinha a empresa FF Construções, em Setúbal, há 40 anos, cuja carrinha ainda se encontrava ao início da tarde de hoje junto ao prédio onde foi morto.

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