10 Agosto 2022, Quarta-feira
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Legislativas 2022 | PS amplia hegemonia no distrito com recorde de eleitos e votos

Os socialistas estabeleceram máximos históricos: os 10 deputados eleitos e os 198.104 votos (45,73%) conseguidos constituíram recordes. Chega e IL elegeram. CDU, BE e PAN perderam um deputado cada

O PS reforçou ontem a hegemonia no Distrito de Setúbal com a nona vitória consecutiva em legislativas. E fez história, ao conquistar um inédito décimo mandato de entre o total de 18 eleitos por este círculo.

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Sem contar com a eleição para a Assembleia Constituinte (1975), desde que se estrearam a vencer por Setúbal, em 1995, os socialistas não mais conheceram outro resultado. E neste domingo, na região, o PS ultrapassou a marca dos nove deputados, que até então constituía máximo histórico alcançado por duas vezes: em 2019 e 1995.

O triunfo de ontem, tão esmagador quanto traumatizante para as principais forças políticas adversárias, acabou mesmo por ser o maior de sempre em número de votos – Ana Catarina Mendes encabeçou a lista por Setúbal que chegou à marca de 198.104 votos, superando os 194.313 alcançados em 1995 com António Vitorino como cabeça-de-lista pelo círculo sadino. Nunca nenhum outro partido tinha conseguido eleger 10 deputados nem atingir a fasquia dos 190 mil votos nas legislativas pelo círculo de Setúbal. E em termos percentuais, o partido da rosa superou pela primeira vez os 45 pontos (45,73%), marca que só foi alcançada pela APU em 1983 (45,84%) e 1979 (46,98%).

As surpresas foram protagonizadas à direita. Chega e Iniciativa Liberal (IL) foram os outros vencedores da noite, estreando-se a eleger por Setúbal. O partido liderado por André Ventura cresceu cerca de 7% e conseguiu 2 deputados com 9,03% de votação; os liberais subiram quatro pontos percentuais (obtiveram 5,13%) e alcançaram 1 mandato.

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O PSD foi o segundo partido mais votado e manteve os três eleitos que trazia de 2019: passou de 14,19% para mais de 16,15%.

Os grandes derrotados da noite foram o Bloco de Esquerda (BE), a CDU e o PAN. Nos antípodas do PS, a CDU – que há dois anos havia igualado o seu pior resultado de sempre no distrito – estabeleceu agora um novo mínimo histórico ao baixar de 15,75% para 10,05%, o que se traduz em 2 deputados (perdeu um). Com quebra idêntica – também superior a 5% –, o BE viu o resultado de 2019 ficar reduzido a cerca de metade (agora não atingiu os 5,75%) e passou de 2 para 1 eleito. E os animalistas – que foram a principal surpresa há dois anos – perderam o único deputado então conseguido por este círculo.

À esquerda, o Livre com cerca de 1,42% foi o único partido (a par dos socialistas) a subir. Um aumento, porém, muito residual, de escassas décimas.

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Já o CDS, que vinha de uma queda vertiginosa em 2019, não conseguiu inverter a tendência e ficou reduzido à expressão mínima de pouco mais de 1,12% dos votos (tinha registado 2,96% nas eleições anteriores). Foi o único à direita a perder eleitorado.

A abstenção baixou para 41,9% (nas anteriores eleições a taxa registada no distrito tinha sido de 46,4%). M.R.S.

PAÍS | António Costa capitaliza com a crise política e esmaga partidos da ‘geringonça’

António Costa

António Costa saiu reforçado das eleições de ontem, com os eleitores a darem ao PS uma vitória absoluta e a penalizarem BE e CDU, as duas forças políticas que integravam a ‘geringonça’. O PS subiu seis pontos percentuais, de 36,65% em 2019, para 41,68%.

A margem expressiva do triunfo socialista, muito acima daquilo que as sondagens mais recentes indicavam, acabou por ser a surpresa da noite eleitoral, confirmando a ideia de que os portugueses responsabilizam mais comunistas e bloquistas, pela não aprovação do Orçamento do Estado 2022, do que o PS.

O PSD de Rui Rio aumentou a votação, relativamente às eleições anteriores, mas em termos percentuais manteve-se, tal como em 2019, à porta dos 28%.

O BE sofreu um enorme tombo, caindo do terceiro para o quinto lugar, sendo ultrapassado pelo Chega e pela Iniciativa Liberal (IL). Dos 9,67% que obtiveram em 2019, os bloquistas perderam cerca de metade, ficando agora nos 4,46%.

A CDU sofreu a sua pior derrota em eleições legislativas, tendo passado do quarto para o sexto lugar. Baixou de 6,46% para cerca de 4,39%. Apesar da forte queda eleitoral, o secretário-geral do PCP mostra vontade de influenciar a governação e deixa a porta aberta a um entendimento com António Costa.

“O PS tem a opção de se entender com o PSD ou de convergir à esquerda, com a CDU”, disse Jerónimo de Sousa ontem à noite. O líder comunista reconheceu o “retrocesso eleitoral”, mas garantiu que o PCP não desiste. “As derrotas nunca nos tombam”, atirou. Com a redução da votação na CDU, o Partido Ecologista ‘Os Verdes’ deixou de ter deputados na Assembleia da República, onde tinha dois eleitos, incluindo José Luís Pereira por Setúbal.

O Chega, de André Ventura, afirmou-se como terceira força partidária, com mais de 7% dos votos. A IL saltou para o quarto lugar, ficando à beira dos 5% e deixando para trás BE e CDU. F.A.R.

SETÚBAL | Chega agarra um mandato pelo distrito e quase ‘destrona’ CDU do terceiro lugar

O Chega conseguiu na corrida eleitoral de ontem agarrar um dos 18 mandatos atribuídos pelo Distrito de Setúbal, ao dar um significativo salto do sétimo para o quarto lugar. O partido liderado por André Ventura, ao obter pouco mais de 9% dos votos, ficou muito próximo de ‘destronar’ a CDU (que arrecadou pouco mais de 10%) do último lugar do pódio.

Estes resultados traduzem-se em mais de 39 mil votos no Chega comparativamente a 2019, ano em que 7.643 eleitores (1,93%) votaram no partido. Já a CDU, que nas eleições anteriores anos recebeu 62.236 votos (15,75%), perdeu mais de 17 mil votos.

Em cinco dos 13 concelhos do distrito, o partido de André Ventura conseguiu até ultrapassar a Coligação Democrática Unitária. Exemplo disso é o concelho de Setúbal, no qual o Chega conseguiu 9,03%, uma diferença de 0,35% para a coligação PCP-PEV, que arrecadou 8,68%.

Em 2019 o Chega obteve no concelho sadino 1,79% (965 votos), resultado distante dos 13,31% (7.190 votos) alcançados pela CDU no mesmo ano. Também no concelho vizinho de Palmela o partido de direita afirmou-se como a terceira força política, ao arrebatar 3.319 votos (10,18%), e ultrapassou os comunistas, que atingiram os 2.860 votos (8,77%).

Em território montijense a subida do Chega foi igualmente evidente, ao passar de um sétimo lugar em 2019, com 2,64%, para o terceiro, alcançado com 11,41%. Neste concelho, a CDU, com 6,16%, foi ontem não só ultrapassada pelo partido que tem como líder André Ventura, como também pela Iniciativa Liberal, com 6,88%.

Em Alcochete, o Chega conquistou 980 votos, o que simboliza 9,67%, enquanto a CDU desceu dos 13,53%, obtidos em 2019, para os 8,37%. Foi também em Sesimbra que o Chega se instalou no terceiro lugar, uma vez que passou dos 2,70% (609 votos), obtidos há dois anos, para a casa dos 12 pontos percentuais (12,02%), mais do que quadruplicando o número de votos (3.152). M.C.C

PS reforça maioria no distrito

Ana Catarina Mendes

O PS reforçou a votação no Distrito de Setúbal comparativamente com as legislativas de 2019. Conseguiu eleger 10 deputados, portanto, mais um do que nas anteriores legislativas. Com o nome de Ana Ca­tarina Mendes a ser registado como primeira eleita, como deputada, à Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Setúbal, cedo se perce­beu que os socialistas iriam somar votos e eleitos, e voltavam a liderar como força política no distrito. Isto num registo em que, a nível nacional, de forma algo inesperada, o PS conseguiu chegar à maioria absoluta. H.L.

PSD ultrapassa CDU no 2.º lugar

Nuno Carvalho

O PSD elegeu três deputados, os mes­mos que tinha na legislatura anterior, e conseguiu posicionar-se como a se­gunda força política no distrito. Os social-democratas ficam longe da percentagem conseguida pelos so­cialistas, mas conseguem levantar a bandeira como segunda força política mais votada no Distrito de Setúbal, tendo ultrapassado a CDU, e reforçar a votação. Em 2019, o PSD conseguiu 14,39%, correspondendo a mais de 56 mil votos, e nas eleições de ontem atingiu os 16,15%, com 69.963 votos. Uma subida superior a 10 mil votantes. Embora não possa falar de vitória, o partido laranja pode afirmar que deixou a CDU a mais de 6% de distância. H.L.

CDU perde deputado do PEV

Paula Santos

A CDU desceu para ser a terceira força política do Distrito de Setú­bal. Perdeu votos e um deputado, do Partido Ecologista ‘Os Verdes’, e viu o PSD passar-lhe à frente. A coligação PCP/PEV foi mais uma força de esquerda ‘abafada’ pelo PS e viu-se ultrapassada pelo PSD, caindo para o terceiro lugar, perdendo uma considerável per­centagem de votos. Elegeu Paula Santos e Bruno Dias, que já eram deputados na anterior legislatura. Em 2019, a CDU obteve a con­fiança de mais de 62 mil eleitores, atingindo uma percentagem de 15,75 e elegendo três deputados. Agora ficou na casa dos 10%. Perdeu cerca de 20 mil vo­tos apesar de a abstenção ter sido menor. H.L.

Chega ‘morde’ calcanhares a PCP/PEV

Bruno Nunes

O partido de André Ventura ultrapassou o Bloco de Esquerda e conseguiu eleger pela primeira vez no distrito. O Chega saltou do sétimo lugar em 2019 para ser o quarto partido mais votado no Distri­to de Setúbal, passando à frente do Bloco de Esquerda e a ‘morder’, em percentagem, a CDU, que ficou apenas 1 ponto à frente. Pode erguer-se como uma quase vitória e revela-se uma das surpresas, pelo número de votos alcançados que lhe valeu um deputado e quase chegar ao segundo. Em 2019 o Chega atingiu uma percentagem de 1,93%, com 7.643 votos, não tendo elegido nenhum deputado, o que revela agora uma subida eleitoral bastante significativa, de mais de 7%.

BE cai para cerca de metade

Joana Mortágua

O Bloco de Esquerda é um dos partidos que fica mais fragilizado nestas legislativas. Nas anteriores eleições, no distrito, ficou em quarto lugar e elegeu dois deputados à As­sembleia da República. Agora caiu para o quinto posto, bem atrás do Chega, e a pouco mais de mil votos de distância da Iniciativa Liberal. Nas anteriores legislativas, os bloquistas elegeram dois deputa­dos, alcançando 12,11% dos votos, com quase 48 mil votos, agora conseguiram 5,75%, com quase 25 mil votos. Uma queda de 50% que faz desta a maior derrota eleitoral do BE na região, tal como no País. Joana Mortágua cconsegiu a ree­leição mas Diana Santos, segundo nome da lista, ffiou pelo caminho. H.L.

Iniciativa Liberal estreia-se a eleger

Joana Cordeiro

A Iniciativa Liberal (IL) estreou-se a eleger pelo Distrito de Setúbal, garantindo a entrada de Joana Cor­deiro na Assembleia da República. Os liberais conseguiram mais de 5% dos votos neste círculo eleitoral, garantindo a sexta posição entre os maiores par­tidos pela região. Com este resultado, a IL ultrapassa o PAN, que em 2019 tinha conseguido um mandato, e deixa o CDS-PP, que tradicionalmente elegia um deputado por Setúbal (em 2019 já havia perdido essa representação no parlamento), a grande distância. A IL tinha obtido 1,7% em 2019, com quase quatro mil votos, e agora mais do que quadruplicou o resultado em votos, ultrapassando os 22 mil. Boa parte dos votantes dos liberais vie­ram do CDS-PP com os centristas a perderem mais de metade dos votos. Em 2019, o CDS-PP teve 2,96%, com 11.703 votos, e ontem ficou-se pelos 1,12%, obtendo somente 4.869votos. H.L.

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