16 Maio 2022, Segunda-feira
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André Martins apela à participação na vigília no São Bernardo e reforça que iniciativa “não é eleitoralista”

Presidente do município sadino diz que acção tem, contudo, também o propósito de “chamar à atenção dos candidatos à Assembleia da República”

 

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É junto à entrada do Hospital de São Bernardo que autarcas, utentes e profissionais de saúde planeiam hoje estar, a partir das 18 horas, para uma vigília “de alerta, a quem de direito, para o alargado leque de problemas existentes no Centro Hospitalar de Setúbal [CHS]”.

Apesar de levada a cabo durante a campanha para as eleições legislativas antecipadas do dia 30 de Janeiro, André Martins garante que a acção de protesto “não é uma iniciativa eleitoralista, uma vez que não é isso que está em causa”, apelando à participação da população.

“A vigília estava marcada para 11 de Janeiro, que era antes da campanha eleitoral, mas tendo em conta o agravamento da situação da covid-19, entendeu-se que foi necessário prolongar a data. Não queremos é que seja entendido como uma iniciativa eleitoralista. Não queremos que as coisas se confundam”, explicou o edil a O SETUBALENSE.

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Planeada no primeiro encontro do Fórum Intermunicipal da Saúde, que engloba os municípios de Setúbal, Palmela e Sesimbra, a iniciativa tem, contudo, também o propósito de “chamar à atenção de quem é candidato à Assembleia da República e que possa vir a fazer parte do próximo Governo”.

“Apesar de ser uma iniciativa cívica, pretende-se que todos os que estão em campanha eleitoral possam tomar nota, para que quando forem nomeados membros do Governo, tenham o registo da necessidade de dar resposta a estes problemas graves”, sublinhou André Martins.

Entre as principais lacunas actualmente existentes, o autarca da CDU destacou duas: “a falta de instalações e de condições para os profissionais de saúde trabalharem e a falta de fixação de médicos no hospital”.

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“A questão que se coloca é que é necessário que o hospital tenha condições físicas e de profissionais nas diversas valências para servir as populações. Para isso, é necessário que passe do nível C para o nível D, o qual permitiria ter melhores condições financeiras”, realçou.

Sobre os 67 médicos internos recém-chegados ao Centro Hospitalar de Setúbal, André Martins defende que “chegado o fim da sua formação e da especialidade, é necessário que estes encontrem condições para permanecerem em Setúbal e para assumirem o hospital como o seu local de trabalho”.

Para o futuro, o edil afirma que “o mais certo” é que o Fórum Intermunicipal da Saúde, constituído igualmente por representantes das comissões de utentes do hospital e representantes sindicais, “apenas volte a reunir-se nos primeiros dias de Fevereiro”.

Na primeira reunião, realizada no passado dia 16 de Dezembro, além dos autarcas dos três concelhos na área de resposta do CHS, esteve igualmente presente o director clínico Nuno Fachada, que em Outubro passado apresentou a demissão do cargo – decisão retirada em Novembro –, acção que contou com a solidariedade da generalidade dos profissionais e responsáveis dos diversos serviços.

Participaram também na sessão representantes do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses e do Sindicato dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica e das Ligas de Amigos do HSB e do Outão.

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