19 Janeiro 2022, Quarta-feira
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Alcochete celebra 124 anos da Restauração do Concelho com cerimónia adaptada a tempos de pandemia

Vão ser homenageadas e distinguidas pessoas singulares e colectivas que se evidenciaram por serviços e actividades em prol do município

 

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Alcochete celebra este sábado, 15 de Janeiro, o 124.º aniversário do dia em que ‘reconquistou’ a sua autonomia administrativa e política. É a data da Restauração do Concelho que o ano passado a pandemia não permitiu assinalar publicamente, e que agora, em 2022, está de volta embora com uma cerimónia restrita a convidados, ainda devido ao actual contexto pandémico.

O que está programado é uma cerimónia solene, no domingo 16 de Janeiro, com início às 16h00, e com transmissão em directo na página do Facebook do município. Tal como tem acontecido em anos livres de pandemia, “vão ser homenageadas e distinguidas pessoas singulares e colectivas que se evidenciaram por serviços e actividades em prol do município, das juntas de freguesia do concelho e dos serviços públicos que, cumprindo as suas funções, as desempenharam com dedicação e competência, atribuindo-lhes medalhas municipais”, adianta o município na sua página online.

Assim, nesta sessão, que contará com um apontamento musical pelo Conservatório Regional de Artes do Montijo, vai ser atribuída a Medalha da Restauração do Concelho a Manuel Ferreira Cardoso e a António José Silva Soares. A mesma distinção vai reconhecer os elementos que estiveram, e estão, na Linha da Frente Covid-19 de Alcochete: Profissionais do Pólo de Alcochete da Unidade de Saúde Pública Arnaldo Sampaio do ACES Arco Ribeirinho; Destacamento Territorial da GNR do Montijo – Posto Territorial de Alcochete; Corpo de Bombeiros da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcochete e Serviço Municipal de Protecção Civil.

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Quanto à Medalha de Mérito Desportivo, vai ser colocada ao peito de José Luís Peralez da Silva Peres e Rita Ramalho Rodrigues.

Por sua vez a Medalha Municipal de Bons Serviços vai distinguir os funcionários Hélder José Silva Almeida e Fernanda Maria dos Santos Formigo.

Imparcial sem bolo de aniversário 

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Mais restrita vai ser a comemoração da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 de Alcochete (SIA) que, a par da Restauração do Concelho, comemora 124 anos de fundação. Diz o seu presidente, Artur Organista, que “não haverá, como habitualmente, bolo de aniversário nem convívio com os sócios”, isto “devido à pandemia que tem sido dura no concelho”. Em 2021 não houve comemorações.

Mesmo assim, no sábado, pelas 21h00, a banda da SIA vai formar junto à sede para tocar o hino da colectividade e, daí, parte para os Paços do Concelho de Alcochete para, frente ao edifício da Câmara, tocar o hino da Restauração, o que terá transmissão em directo, online.

Antes da pandemia, a banda da SIA, “percorria as cerca de 20 colectividades da vila de Alcochete [no concelho existe cerca de meia centena de colectividades], onde, frente às sedes, tocávamos o hino da Restauração”, lembra Artur Organista.

História: População ‘revolta-se’ contra deliberação amarga

A 15 de Janeiro de 1898, após três anos de dependência administrativa e política da Aldeia Galega, actual Montijo, Alcochete reconquistou o estatuto de concelho; era a Restauração do Concelho que é celebrada há 124 anos.

Por deliberação do ministro do reino João Franco, publicada no Diário de Governo n.º 50, de 4 de Março de 1895, foi considerado que Alcochete era um concelho de segunda ordem por não dispor de recursos suficientes para se sustentar economicamente.

Nesta sequência, a 30 de Setembro do mesmo ano, em Diário da República, torna-se pública a definitiva supressão do concelho de Alcochete, com o território a passar para a mão administrativa e política da Aldeia Galega

A população agitou-se em protesto, não aceitou a anexação ao concelho vizinho; despertou a insubmissão e a consciência de identidade municipal que foi progressivamente ganhando raízes e, passados três anos, os protestos vingaram.

Conta-se que nas vésperas da publicação do decreto ‘libertador’, a ansiedade da boa nova levou a festejos e muitas eram as gentes de Alcochete que, em suas casas, guardavam foguetes para quando o momento chegasse.

A notícia chegou, já de noite, trazida de Lisboa por D. João Pereira Coutinho: o decreto que iria restaurar o concelho encontrava-se já na Imprensa Nacional. Pouco depois rebentava o primeiro de muitos foguetes e a festa continuou pela noite dentro. Nas ruas, tocava a banda da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 de Alcochete, que nasceu nesse dia.

A 15 de Janeiro de 1898 é publicado, no Diário de Governo, o Decreto que restaura 51 concelhos, entre eles o de Alcochete. Um acontecimento histórico que “marcou de forma profunda o povo alcochetano, que nunca deixou de defender a sua identidade e independência, enquanto território e comunidade”, refere o site da Câmara de Alcochete.

 

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