21 Janeiro 2022, Sexta-feira
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Autarquia de Almada afirma não descansar até a EDP resolver luz no bairro do II Torrão

A electricidade chega às casas vinda de puxadas ilegais, mas quem vive no bairro do II Torrão, na Trafaria, há muito que aguarda que a situação seja regularizada

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Durante 83 horas parte do bairro do II Torrão, na Trafaria, concelho de Almada, esteve sem energia eléctrica. Um problema que, segundo a presidente da Junta da União das Freguesias de Caparica e Trafaria, Sandra Chaiça, começou a manifestar-se “no Natal, repetiu-se no Fim-de-Ano”, e continuou com vários cortes, alguns durante horas, ao longo da primeira semana de Janeiro, por vezes em todo o núcleo.

Na sexta-feira dia 7, aconteceu novo corte de energia que só foi resolvido, ou remediado, na passada segunda-feira. “Estive no terreno nos dias em faltou a energia eléctrica, contactámos com a EDP, mas só na segunda-feira enviaram uma equipa da empresa CME”, conta Sandra Chaiça, que agora quer uma reunião com a EDP para que esta cumpra um acordo estabelecido com a autarquia há dois anos.

Com estes cortes de energia, além dos problemas causados às cerca de 3 mil pessoas – 400 famílias – que habitam este bairro ilegal, e que só conseguem ter electricidade através de puxadas, também elas ilegais, a partir dos postes da EDP, ficou também em causa o início das actividades da Fábrica dos Sonhos, um espaço gratuito que acompanha 35 crianças daquele bairro, e que deveria recomeçar a funcionar a 11 de Janeiro.

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O que não foi possível uma vez que a falha na rede eléctrica impossibilitou, entre outras acções, a reprogramação do arranque do trabalho com as crianças. “A reabertura da Fábrica dos Sonhos, que é uma prioridade, obriga a um plano de contingência, agora num modelo de acordo com o novo [contexto] da pandemia, em que os contactos têm de ser mais reduzidos”, comenta Alexandra Leal, presidente da Associação Cova do Mar que têm o projecto social Fábrica dos Sonhos.

Com o novo plano pedagógico a ser preparado, a responsável aponta para o reinício das actividades com as crianças a 18 de Janeiro, mas em nada está descansada enquanto o problema de fornecimento de energia eléctrica ao bairro do II Torrão não estiver totalmente resolvido.

Famílias querem contadores e pagar o consumo

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“Temos duas grandes questões: até quando a electricidade vai estar restabelecida e, se houver nova falha durante quanto tempo será”. A outra questão é se a Câmara de Almada “tem o plano de emergência pronto para dar resposta às famílias do bairro”. É que Alexandra Leal diz ter requerido que a autarquia colocasse no terreno esse plano durante os dias de falha de energia e “não houve resposta da Câmara”.

No entanto, afirma que recebeu apoio da presidente da Junta da União das Freguesia de Caparica e Trafaria. Em declarações a O SETUBALENSE, Sandra Chaiça afirma também estar preocupada com a intermitência do fornecimento de energia, e quer que a EDP “cumpra o que assumiu, há dois anos, com a Comissão de Moradores do II Torrão e a Câmara de Almada”.

Na base deste acordo, com a “autorização do proprietário do terreno”, a Câmara de Almada “assumiu fazer os suportes para a instalação dos quadros eléctricos, e já os fez, falta a EDP colocar os quadros eléctricos”. Outra questão são os contratos entre a fornecedora de energia e os moradores, que também ficaram prometidos no acordo, e “ainda não foram efectuados”. Isto apesar de “as famílias quererem ter electricidade legal e pagar pelo consumo”, assegura a autarca de freguesia que diz ter falado com quem ali mora.

A isto, Sandra Chaiça acrescenta que a Câmara de Almada “está a acompanhar toda a situação do bairro”, através do vereador responsável pelo pelouro da Habitação Municipal, e diz que a união de freguesias já solicitou uma reunião com a EDP.

“A empresa disse que vai fazer a instalação dos quadros e contadores de electricidade durante o primeiro trimestre deste ano, mas queremos ter a certeza. Por isso, queremos uma reunião com a EDP para que esse compromisso fique vincado”, afirma Sandra Chaiça.

Entretanto, no passado domingo, a Associação Cova do Mar apelou nas redes sociais a uma acção social urgente na zona, uma vez que parte dos moradores estava há três dias sem electricidade. Este apelo, além de outros donativos, incluiu o pedido de lanternas para minimizar a falta de luz. Foram recolhidos apoios, “as lanternas foram encomendadas e assim que chegarem vão ser doadas às famílias”, diz Alexandra Leal.

 

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