28 Setembro 2022, Quarta-feira
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Associação Cova do Mar apela a intervenção social urgente em bairro da Trafaria que tem estado sem luz

A presidente da Associação Cova do Mar, Alexandra Leal, explicou que os moradores afectados por este corte de energia, ainda sem resolução, precisam no mínimo de lanternas, refeições quentes, mantas e um gerador de emergência

 

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A Associação Cova do Mar, que faz intervenção humanitária no Bairro do Segundo Torrão, na Trafaria, Almada, apelou ontem a uma acção social urgente na zona, uma vez que parte dos moradores está há quase três dias sem electricidade.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da Associação Cova do Mar, Alexandra Leal, explicou que os moradores afectados por este corte de energia, ainda sem resolução, precisam no mínimo de lanternas, refeições quentes, mantas e um gerador de emergência.

“É preciso que o fundo de emergência social da Câmara Municipal de Almada seja accionado e que seja feita uma intervenção social directamente com estas famílias”, disse.

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Na sua página oficial no Facebook, a Associação Cova do Mar, que é também responsável pelo projecto de apoio a crianças do bairro, a Fábrica dos Sonhos, tem feito ao longo das últimas 60 horas vários apelos para a resolução do problema e para o apoio às famílias que estão a ser afectadas.

“Estamos junto ao rio Tejo, na sua margem sul e faz mais frio dentro de algumas casas do que na rua. Aqui, no Bairro do Segundo Torrão, os Direitos Humanos e os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável – defendidos pela @onu Portugal e pelo Alto Comissariado para as Migrações – tardam em chegar e ficam novamente em causa”, refere a associação.

A associação apela à ajuda para a doação de lanternas ou de donativos para as comprar de forma a socorrer as famílias com o que considera ser “o mínimo dos mínimos” e alerta para a necessidade de as entidades oficiais accionarem com urgência os meios de apoio de emergência.

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Alexandra Leal adianta que a falta de electricidade poderá pôr também em causa a abertura das actividades de tempos livres da Fábrica dos Sonhos em 11 de Janeiro, um espaço que trabalha com 35 crianças do bairro.

Contudo, adianta a associação nos apelos nas redes sociais, neste momento a preocupação principal “recai sobre a dignidade destas famílias, que numa altura em que os casos positivos de covid-19 atingem os seus máximos em Portugal fazem os isolamentos às escuras ou à luz das velas”.

O Segundo Torrão, na Trafaria, é um bairro precário do concelho de Almada, distrito de Setúbal, com mais de três mil pessoas que há cerca de 40 anos se começou a formar ilegalmente, uma condição que se mantém, assim como as carências habitacionais, a falta de luz, de esgotos ou de limpeza nas ruas.

GC 

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