12 Agosto 2022, Sexta-feira
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Greve na Amarsul deixa municípios da península reduzidos a serviços mínimos

Paragem do trabalho normal prolonga-se até à próxima sexta-feira. Reivindicações por melhores salários e condições

 

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Os municípios da Península de Setúbal estão desde hoje e até à próxima sexta-feira reduzidos a serviços mínimos de recolha de lixo. Os trabalhadores da empresa Amarsul – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos entraram nesta segunda-feira em greve
ao trabalho normal. No último sábado, já haviam iniciado greve ao trabalho suplementar, que vai durar até ao próximo dia 4 (sábado), anunciaram as estruturas sindicais do sector.

Os trabalhadores da empresa reivindicam o aumento geral dos salários bem como do subsídio de refeição e de transporte em vigor na empresa. A greve foi decretada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionarias e Afins e pelo Site-Sul – Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul.

Em comunicado, as estruturas sindicais explicam que os trabalhadores lutam ainda pela reversão imediata dos cortes efectuados no subsídio de turno, pela passagem ao quadro de todos os trabalhadores com vínculo precário a ocupar postos que correspondem a necessidades permanentes da empresa, pela redução do período normal de trabalho, pelo regresso ao direito ao dia de Carnaval como feriado obrigatório e pelo direito a um período mínimo de férias de 25 dias úteis.

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Os trabalhadores reivindicam ainda a criação de um subsídio de insalubridade, penosidade e risco e de um subsídio de risco rodoviário. A greve ao trabalho normal arrancou às 00h00 de hoje e prolonga-se até ao final do próximo dia 3, abrangendo todos os trabalhadores ao serviço da Amarsul. Já a greve ao trabalho suplementar, iniciada no sábado, vai estender-se por mais um dia: até final de 4 de Dezembro.

Tendo em conta a garantia dos serviços mínimos, as estruturas sindicais propõem uma equipa de recolha selectiva, composta por um motorista e um operador, por turno, para cada um dos Ecoparques do Seixal, de Palmela, à semelhança de igual decisão emitida num acórdão do Tribunal Arbitral a propósito de uma greve realizada na ResiNorte que, tal como a Amarsul, presta os mesmos serviços de recolha e tratamento de resíduos.

Os sindicatos propõem ainda um trabalhador com a categoria de operador de veículos especiais por cada um dos aterros existentes na empresa, por cada turno, para a realização das tarefas ligadas à deposição de resíduos em aterro. Para a Central de Valorização Orgânica não são propostos serviços mínimos.

Barreiro diz que vai tentar reforçar recolha selectiva

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A Câmara Municipal do Barreiro alertou, na última sexta-feira, que prevê que todas as recolhas efectuadas pela empresa nos ecopontos possam sofrer atrasos significativos e que irá tentar reforçar a recolha de resíduos selectivos, que, eventualmente, sejam deixados na via pública. A autarquia revelou ainda que, alheia a esta situação, conta que possa haver constrangimentos na entrada em aterro para descarregar as viaturas de recolha.

A Amarsul, constituída em 1997, tem a concessão de exploração e gestão do Sistema Multimunicipal de Tratamento e de Recolha Selectiva de resíduos urbanos da Margem Sul do Tejo até 2034.
A empresa é responsável pelo tratamento e valorização dos resíduos urbanos dos nove municípios da Península de Setúbal: Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal.

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