29 Novembro 2021, Segunda-feira
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Câmara do Barreiro assina protocolo de cooperação técnica para requalificar Caldeira Grande

Projecto, no valor de dois milhões, é comparticipado a 100% via PRR-REACT

 

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O município do Barreiro foi o primeiro dos concelhos que integram a Área Metropolitana de Lisboa (AML) a assinar com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), na última semana, o protocolo de cooperação técnica para a requalificação da Caldeira Grande, na zona de Alburrica.

A operação vai contar com a comparticipação a 100% do projecto – orçado em dois milhões de euros –, via Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), através de fundos proveniente do REACT-EU, que visam alargar a resposta à crise provocada pela pandemia, com vista à contribuição para “uma recuperação ecológica, digital e resiliente da economia” nacional.

Durante a última reunião camarária, Rui Braga, vice-presidente da autarquia, lembrou que esta será “uma obra importante, numa zona sensível [do concelho], com todo o respeito ambiental”, possibilitando que “a refuncionalização daquele espaço permita outros usos”, tais como a canoagem e as actividades náuticas.

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O vereador considera que, além de uma melhoria ambiental do município, este projecto vai contribuir para permitir “melhorar todo um ecossistema ali existente, com uma limpeza do fundo da Caldeira Grande”, criando assim “mais uma zona de lazer, com outro tipo de função e este foi um desafio muito grande para os serviços”, sublinhou.

O autarca barreirense classifica a assinatura do protocolo como “uma vitória para todos”, ao permitir “conseguir fazer uma requalificação que será muito importante no futuro do Barreiro, mas acima de tudo, em linha com aquilo que são as boas práticas ambientais”, vincou.

Anunciada em Abril deste ano, a intervenção permitirá criar nesta zona do território “uma das maiores praias de rio da AML”, numa “estrutura abandonada” superior a 77 mil metros quadrados, dando-lhes “uma nova vida” e transformando-a “num espaço de lazer para os barreirenses”, também “vocacionado para o turismo”.

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Atenuar ondas de calor

A este protocolo, aprovado por maioria na reunião pública da passada quarta-feira, seguir-se-á a candidatura propriamente dita, sendo que, o seu mérito está ainda “no combate às alterações climáticas, já que a existência de estruturas desta natureza, próximas do centro da cidade, contribuiu para atenuar as ondas de calor”, informou anteriormente a edilidade.

Segundo a Câmara, os reservatórios de água ali existentes podem ser utilizados “como um climatizador natural e até mesmo para o combate a incêndios”.

A intervenção prevê também a consolidação e qualificação das margens, a colocação de uma plataforma de areia capaz de assegurar actividade lúdica e desportiva, junto a um espelho de água que pode ser controlado independentemente da maré.

Aquando da escolha do projecto pela APA, o presidente da autarquia, Frederico Rosa, considerou: “A nossa visão é de uma cidade cada vez mais verde, com mais qualidade de vida, preocupada com o ambiente e com a sustentabilidade”, caminho que diz ter sido já iniciado e que “vamos continuar a seguir com a recuperação do espaço, que estava ao abandono e que vamos devolver [à população] para que possa usufruir do rio”, frisou.

Oposição CDU questiona maioria PS sobre candidaturas ao POR LISBOA e POSEUR

Na mesma reunião camarária, os vereadores eleitos pela CDU, Ricardo Teixeira e Humberto Faísca, entregaram ao executivo de maioria socialista, um conjunto de três requerimentos, onde solicitaram “um ponto de situação da execução das candidaturas [desta autarquia] aos programas POR LISBOA e POSEUR”, bem como um relatório acerca da situação financeira do município à data de 8 de Outubro e, finalmente, um relatório mensal relativo à execução orçamental.

A câmara presidida por Frederico Rosa (PS), foi ainda questionada pelos vereadores comunistas, sobre a obra relacionada com Sete Portais, relativamente ao prazo de conclusão dos trabalhos e da electrificação da zona, cuja intervenção acusa alguma demora devido ao atraso na entrega de materiais adquiridos pela edilidade, assim como ao nível das plantações inicialmente previstas.

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