20 Janeiro 2022, Quinta-feira
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Documentário retrata “histórias de vida e dificuldades quotidianas” de pescadores do Troino

Contribuíram homens com idades entre os 34 e os 85 anos, ao recordarem “um passado de pesca melhor”

 

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As “histórias de vida, dificuldades quotidianas e a ligação ao mar dos pescadores do Troino”, bairro típico piscatório de Setúbal, dão mote à nova curta-metragem “Sal no Sangue”.

O documentário, com realização de João Bordeira e Sérgio Braz d’Almeida, resultou “da obtenção de testemunhos de pescadores artesanais, com idades entre os 34 e os 85 anos, no decorrer de uma residência artística”, concretizada na cidade sadina durante a pandemia, revelou a Câmara Municipal em comunicado.

As entrevistas “foram realizadas perto de cacifos, estrutura física que é um local onde os pescadores guardam os materiais necessários à faina, como redes, chumbos, motores, extintores, agulhas e linhas, e um ponto de encontro entre a comunidade”.

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Na curta-metragem, que contou com o contributo da antropóloga Mariana Macedo Dias, os homens “recordam um passado de pesca melhor”. “Talvez sintam que a pesca está a piorar porque eles próprios já estão envelhecidos e não veem o mundo como viam quando eram jovens”, considera a antropóloga.

Isto também porque “o futuro que todos veem é o de uma terrível perda da pesca, quer para dar lugar a grandes corporações, quer pela falta de interesse dos mais jovens”, acrescenta.

O documentário representa “um dos filmes do projecto “Troino”, que tem como objectivo a criação de um arquivo audiovisual dos hábitos e das memórias dos moradores do bairro”.

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A produção “Sal no Sangue” vai ser apresentada “em duas sessões, de entrada gratuita”, a acontecer no dia 21, às 16 horas, na Casa da Cultura, e no dia 22, às 18 horas, no Mercado do Rio Azul.

A sua exibição, “com a duração de trinta minutos, é antecedida de um período de conversa com os realizadores e a antropóloga”. Já o “Troino” “é o segundo projecto documental de um trabalho de pesquisa de João Bordeira e Sérgio Braz d’Almeida, que, a partir de filmes documentais, procura preservar o património cultural imaterial da cidade de Setúbal”.

A pesquisa iniciou-se em 2017 com “Miradouro”, “filme que retrata as gentes e o Bairro de São Domingos”, sendo “feita com o envolvimento da comunidade local e dinamizada com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal, da União das Freguesias de Setúbal e da programação cultural em rede Mural 18”.

“O principal objectivo é realizar um conjunto de filmes que resultem num registo com valor etnográfico de todo o território de Setúbal”, revela a mesma nota, a concluir.

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