2 Dezembro 2021, Quinta-feira
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Carlos Albino pede “comportamento responsável” que permita “governação séria e pacífica” na Moita

Sem maioria absoluta, novo presidente socialista aposta na “genuína disponibilidade de todos para apoiar as melhores decisões”

 

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Carlos Albino, presidente eleito pelo PS para a Câmara da Moita, foi empossado na noite desta terça-feira, e apelou à colaboração da oposição (CDU, com quatro eleitos, os mesmos do PS e Chega, com um vereador) para poder governar.

Na cerimónia de instalação dos órgãos autárquicos, que lotou o salão do quartel dos Bombeiros Voluntários da Moita, o autarca, que afastou a CDU de décadas de liderança na autarquia, garantiu que será “com orgulho, presidente de todos e de todas, sem excepção”, tendo deixado aos presentes uma palavra sobre “a forte abstenção” verificada a nível concelhio – onde apenas 60% da população foi votar –, classificando este número como “absolutamente avassalador”.

Salão dos Bombeiros Voluntários da Moita ficou lotado de pessoas para a tomada de posse dos órgãos autárquicos

Albino considera que é “urgente trazer as pessoas de volta ao centro das decisões” e “ouvi-las”, envolvendo-as nas escolhas que vão determinar o seu futuro. “É preciso que voltem a confiar nos seus eleitos e essa é uma responsabilidade que temos que assumir”, defendeu. “Sabemos que temos uma responsabilidade acrescida [neste mandato e] tudo faremos para corresponder positivamente em quem confiou em nós”, assegurou.

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O edil aproveitou a ocasião para lembrar que é preciso “pôr cobro a situações que se arrastam há demasiado tempo” no território, apontando problemas na área do saneamento básico. “Vemos, por todo o concelho, esgotos a desaguarem para o rio, numa verdadeira situação de terceiro mundo, com a qual não podemos compactuar”, disse.

O presidente referiu ainda que observa, com “profunda tristeza e revolta”, um edifício camarário que “não é acessível para todos”, onde pessoas com mobilidade reduzida “têm que ser, literalmente, carregadas se quiserem assistir a uma Assembleia Municipal ou dirigir-se ao gabinete do presidente da Câmara”, exemplificou, mas “a hora da mudança chegou”, realçou.

O autarca socialista afirma ter consciência de que “o futuro não se afigura fácil” e que “há muito trabalho por fazer”, para colocar a Moita no lugar que merece, enquanto concelho que “promova uma nova centralidade na Península de Setúbal”, ressalvou. Para que tal seja possível, diz querer contar com “um comportamento responsável de todas as forças políticas”, que possibilite “uma governação séria e pacífica” e isso, indicou, requer “genuína disponibilidade de todos para apoiar as melhores decisões”.

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E acrescentou: “queremos devolver o rio às pessoas”, o mesmo que defendeu ter sido estratégico durante anos “e tão maltratado, com consecutivas descargas irregulares, transformando um espaço com um enorme potencial de lazer, em depósito de detritos”.

Durante o acto solene, tomaram posse os 27 membros que passam a integrar a Assembleia Municipal, presidida pelo socialista António Duro, num total de onze eleitos do PS e dez da CDU, dois do BE e o mesmo número de deputados em representação do Chega e do movimento Merecemos Mais (PPD/PSD.CDS-PP.MPT).

Além de Carlos Albino, foram ainda empossados para a vereação da autarquia os socialistas Sara Silva, António Pereira, Anabela Rosa e, pela CDU, o ex-presidente comunista Rui Garcia, Daniel Figueiredo, Vivina Nunes e João Romba, além do vereador eleito pelo partido Chega, Ivo Pedaço. A estes juntaram-se os presidentes eleitos para as Uniões e Juntas de Freguesia, Ana Costa (Gaio-Rosário e Sarilhos Pequenos), Artur Varandas (Alhos Vedros), Bárbara Dias (Baixa da Banheira e Vale da Amoreira) e Fabrício Pereira (Moita).

Eurídice Pereira “Tivemos uma luta dura e prolongada para chegarmos aqui”

No sábado, o pavilhão da Escola Técnica Profissional da Moita, acolheu uma festa de militantes e simpatizantes do partido, que teve por objectivo assinalar a vitória no concelho e que, contou com a presença da socialista Mariana Vieira da Silva, actual ministra de Estado e da Presidência.

Eurídice Pereira recordou os nomes que marcam o partido no concelho da Moita e lutam para trabalhar pelo futuro

Na altura, a mandatária da campanha, Eurídice Pereira, lembrou que “tivemos uma luta dura e prolongada para chegarmos aqui”, adiantando que “doeu muito caminharmos, anos após anos, e ver esta terra fechada e soturna a passar à margem do que de melhor podia ter sido trazido para ela”.

A actual deputada na Assembleia da República, eleita pelo círculo eleitoral de Setúbal do PS, afirmou que “os nossos autarcas, em particular as lideranças, têm caminhos duros e exigentes a percorrer, e vão, estou convicta, estar à altura das exigências”.

Visivelmente emocionada, Eurídice Pereira recordou os nomes que ao longo de vários anos marcam e marcaram o partido no concelho e lutam para trabalhar pelo futuro da sua terra. “Aos que agora assumem funções a manifestação absoluta da nossa felicidade e do nosso orgulho em vocês”, acrescentou, desejando um bom trabalho a todos.

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