16 Janeiro 2022, Domingo
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Greve de motoristas dos Transportes Colectivos do Barreiro com adesão de 95%

Greve iniciada às 04h40 desta quinta-feira, termina às 02h30 de amanhã

 

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A greve de 24 horas dos motoristas dos Transportes Colectivos do Barreiro (TCB) devido à falta de entendimento com a autarquia quanto à organização dos tempos de trabalho, estava às 08h30 com uma adesão de 95%, segundo fonte sindical. “A adesão à greve está na ordem dos 95%. Estão a circular apenas sete autocarros, o resto está tudo parado” e “os que estão a circular são de trabalhadores que entraram ao serviço recentemente, são eventuais”, disse à Lusa Manuel Oliveira, vice-presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas e Outros Trabalhadores.

O sindicalista adiantou que as expectativas de adesão à greve, que começou às 04h40 de hoje e termina às 02h30 de sexta-feira, para os turnos da tarde e noite são “da mesma ordem de grandeza”.

“Deve rondar os cerca de 95% também, pois recuso-me a acreditar que estes colegas vão fazer o serviço da manhã, tarde e noite. Senão estariam a incorrer numa ilegalidade por causa dos tempos de descanso”, salientou. Manuel Oliveira disse que ainda não obtiveram resposta da empresa e adiantou que os trabalhadores não excluem endurecer as formas de luta.

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A Lusa tentou, sem sucesso, obter junto da autarquia um balanço da greve. Em causa está a falta de entendimento com a Câmara Municipal quanto à organização dos tempos de trabalho. Segundo explicou o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas e Outros Trabalhadores, trata-se de uma situação que opõe “a administração da empresa e os trabalhadores há já vários anos”.

“Tem a ver com a construção de horários e rendições, com a organização dos tempos de trabalho”, afirmou o responsável, acrescentando que, ao longo dos últimos “seis/sete anos” o sindicato tem “vindo a fomentar com a administração um diálogo que pudesse dar origem a um acordo”. De acordo Manuel Oliveira, até ao momento, tal acordo não foi conseguido pelos trabalhadores dos TCB, que pretendem um acordo igual ao conseguido com os motoristas do município de Coimbra.

“Nós [Sindicato] conseguimos fazer um acordo com o município de Coimbra para os mesmos trabalhadores, ou seja, para a mesma categoria profissional de trabalhadores – assistentes operacionais agentes únicos”, disse. Explicou ainda que o que os trabalhadores dos Transportes Coletivos do Barreiro querem é o “mesmo conjunto de direitos e regras definidas para que as partes possam cumprir”.

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À semelhança do que acontece com o Transportes Coletivos de Coimbra, geridos por aquele município, também os serviços municipalizados dos TCB são geridos pela Câmara Municipal. O sindicalista salienta não querer apontar opções políticas, sublinhando que até agora as autarquias eram geridas pelo Partido Socialista: Coimbra deixou de ser liderada por Manuel Machado que perdeu as autárquicas de 26 de setembro para José Manuel Silva, eleito em coligação de partidos da direita, enquanto no Barreiro mantém-se o presidente Frederico Rosa.

Em comunicado, a autarquia barreirense, avançou que “por motivos alheios […] estão previstas “perturbações significativas no regular funcionamento de carreiras, devido a greve dos motoristas”, conforme O SETUBALENSE noticiou na sua edição desta quinta-feira. Desta forma, a autarquia recomenda aos utentes do transporte o “acompanhamento do seu funcionamento em tempo real, através da aplicação TCB”. Com LG

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