17 Outubro 2021, Domingo
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Pedro Dominguinhos: “O IPS tem este ano o maior número de sempre de estudantes matriculados”

Presidente considera que os resultados obtidos pelo Politécnico de Setúbal no concurso nacional espelham a credibilidade, a notoriedade e o alargamento da oferta formativa da instituição

 

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O Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) viu colocados 1 003 novos estudantes para o ano lectivo, 2021-2022, com uma taxa de ocupação de 78,9% na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior.

Foram preenchidas totalmente 18 licenciaturas e as áreas de maior procura foram as ciências empresariais e a saúde, com as respectivas escolas (ESCE/ IPS e ESS/IPS) a preencherem a totalidade dos lugares a concurso, seguidas da Escola Superior de Educação (ESE/IPS) a alcançar uma taxa de colocação de 96,5%. Só o curso de Educação Básica não preencheu seis vagas.

Do total de estudantes colocados na primeira fase do concurso, mais de 80% escolheram o IPS como primeira opção. Em entrevista a O SETUBALENSE, o seu presidente, Pedro Dominguinhos, refere que “as perspectivas para o ano lectivo 2021-2022 são extremamente positivas, de acordo com os dados de que dispomos neste momento iremos ter o maior número de estudantes matriculados de sempre do IPS, nas licenciaturas, mas também nos cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP) e nos mestrados”.

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No total, serão “mais de três mil estudantes neste novo ano lectivo”, uma vez que além dos estudantes colocados no Concurso Nacional de Acesso em todas as suas três fases, o número total de novos estudantes em 2021/2022 incluirá também os que venham a ser admitidos através dos concursos locais, regimes especiais de acesso, cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP) e mestrados.

Estes resultados são, nas palavras de Pedro Dominguinhos, “o reflexo da credibilidade e notoriedade da instituição e também do alargamento da oferta formativa”.

No que diz respeito aos mestrados, verifica-se “um crescimento do número de estudantes, com uma maior percentagem de preenchimento de vagas face ao ano anterior e este ano a sexta edição do mestrado em enfermagem funcionará em Setúbal, em regime presencial, o que significa também mais 150 novos estudantes de mestrado na maior taxa de preenchimento das seis edições dos anos transactos”.

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Entre as novidades, estão o novo mestrado na área da fisioterapia e neurologia e o novo mestrado em engenharia biomédica. “Realizaremos ainda uma aposta muito forte nos CTeSP, nos quais, para além da nova oferta formativa em Lisboa Norte, com quatro cursos, estaremos novamente em Ponte de Sor e em Grândola com curso em produção aeronáutica e teremos ainda outro CTeSP em gestão retalhista, em articulação com a Sonae MC, criado para reforçar a formação ao longo da vida aos funcionários da Sonae”, refere.

Neste ano lectivo, “o ensino será maioritariamente presencial, a não ser em condições onde o número de estudantes por turma ou em aulas teóricas que assim o exijam”. “Com o evoluir da pandemia e da vacinação, as regras serão no sentido de libertar cada vez mais e eventualmente, no segundo semestre, até porque muitos cursos vão para estágio, e temos uma maior disponibilidade de espaços, a totalidade será provavelmente presencial”.

Oferta formativa 2021-2022 traz novidades

No âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, “as instituições de ensino superior puderam apresentar as suas propostas até ao dia 10 de Setembro”. “Nós fizemo-lo, apresentámos uma proposta autonomamente, enquanto instituição de ensino superior, mas que conta com mais de 100 parceiros, nas mais variadas áreas, desde empresas, organizações sociais, hospitais, centros de saúde, entre outros”, informa.

Será, de acordo com o presidente do IPS, “uma proposta muito robusta e ambiciosa, que se traduz numa aposta muito forte em duas áreas”.

Ao nível da formação ao longo da vida na área da saúde, o politécnico abrirá, a partir de Janeiro de 2022, novos cursos nas áreas de pós-graduação para os alunos na área de enfermagem, sem esquecer a fisioterapia e a terapia da fala, “que não têm praticamente oferta pública na zona sul e os profissionais no terreno precisam de se actualizar e qualificar”.

“Temos uma proposta ambiciosa de micro credenciais e pós-graduações para esses grupos profissionais, dirigida aos profissionais que estão no terreno, para que possam reforçar as suas competências científicas e técnicas”. Este será, assim, “um plano muito robusto que envolverá dezenas de profissionais que se encontram no terreno”.

A segunda dimensão tem que ver com o reforço das competências digitais, que de acordo com Pedro Dominguinhos, presidente do IPS, constitui “uma necessidade identificada em Portugal”.

A instituição de ensino setubalense participa no programa Upskill, que tem como objectivo formar pessoas desempregadas ou que desejam requalificar-se na área das competências digitais.

“Estamos agora a terminar o primeiro curso e 80% das pessoas que terminaram o curso já conseguiram emprego. A segunda edição será lançada neste início do mês de Outubro para mais pessoas que se queiram requalificar”, informa.

“É um programa dinâmico e aliciante e aproveitando essa experiência iremos ter uma proposta de academia de reskilling para formar um conjunto de pessoas, sem esquecer uma aposta muito grande que pretendemos realizar na ciência de dados”, adianta.

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