2 Dezembro 2021, Quinta-feira
- PUB -
InícioLocalSetúbalPCP acompanha demissões no hospital com “profunda preocupação” e PSD acusa Governo...

PCP acompanha demissões no hospital com “profunda preocupação” e PSD acusa Governo de “abandonar os utentes e profissionais de saúde”

Comunistas querem ouvir administração do hospital e ministra da Saúde no Parlamento, com urgência

 

- PUB -

 

As recentes demissões do director clínico e de outros responsáveis médicos no Hospital de São Bernardo, em Setúbal, estão a gerar reacções dos partidos, com a concelhia de Setúbal do PCP a mostrar “profunda preocupação” e a distrital do PSD a acusar o Governo de “abandonar os utentes e profissionais de saúde”.

Em comunicado enviado a O SETUBALENSE, a Organização Concelhia de Setúbal do PCP diz que “os mais recentes desenvolvimentos” no Centro Hospitalar de Setúbal (COS) “comprovam a justeza” das posições que o partido tem vindo a assumir e exigem “medidas urgentes ao Governo PS para inverter a crescente degradação das condições” em que o hospital funciona.

- PUB -

“Até ao momento e apesar de muitas promessas e até anúncios de medidas, o PS e o Governo em nada foram capazes de alterar a realidade do Centro Hospitalar de Setúbal e as condições em que nele os profissionais trabalham, pelo contrário, temos assistido ao acentuar dos problemas e dificuldades”, refere a nota comunista.

O PCP informa que solicitou, na sexta-feira, o agendamento “urgente” das audições do Conselho de Administração do CHS e da ministra da Saúde, na Assembleia da República. Estas audições, requeridas pelo partido, estão aprovadas pela Comissão de Saúde desde 21 de Abril, mas ainda não se realizaram.

No referido comunicado, os comunistas recordam que “foi por proposta do PCP que no Orçamento do Estado para 2021 está prevista a transferência de 17,2 milhões de euros para o Centro Hospitalar de Setúbal, com vista à sua ampliação (através da construção de um novo edifício) ” e que entretanto foi aprovada uma resolução a favor da reclassificação do CHS, do Grupo C para o Grupo D, que permitiria alargar a capacidade de resposta do hospital, com mais investimento, melhores meios, humanos e técnicos, e novas especialidades clinicas.

- PUB -

Já a Comissão Politica Distrital do PSD, acusa o Governo de “abandonar” o CHS e de revelar-se “incapaz de dar resposta efetiva aos referidos problemas”.

“Este é um problema que se tem vindo a arrastar ao longo dos últimos anos. O Governo tem repetidamente feito promessas sobre o CHS, mas todos os dias assistimos a demissões, a situações de ruptura e agravamento da capacidade de resposta das urgências e de crescentes dificuldades em diversas especialidades médicas”, afirma Paulo Ribeiro, presidente da distrital do PSD em comunicado também enviado a O SETUBALENSE.

O líder regional do partido recorda que o Hospital de Setúbal serve quase 200 mil habitantes e pergunta como é possível não ter as respostas necessárias de investimento e requalificação.

“Quando é que o Governo vai deixar de assobiar para o lado e resolver este problema que já se arrasta há demasiado tempo?”, questiona Paulo Ribeiro.

Tanto PSD como PCP manifestam solidariedade para com os utentes e profissionais de saúde do hospital, destacando o esforço dos que continuam a trabalhar e a evitar o colapso de alguns serviços hospitalares

 

 

 

 

[Fancy_Facebook_Comments language="pt_PT"]
- PUB -

Mais populares

Dirigir o Vitória Futebol Clube no feminino: as mulheres nos actuais órgãos sociais do clube sadino

Sara Ribeiro, Ana Cruz, Dulce Soeiro e Helena Parreira partilham as suas vivências no clube, cujo regresso à I Liga tanto anseiam   Quando questionadas sobre...

António Costa anuncia que Portugal vai pedir à União Europeia que Península de Setúbal passe a ser uma NUT II

O primeiro-ministro diz que a Península de Setúbal está a ser fortemente penalizada por estar integrada na estrutura nominal da AML  

Volkswagen anuncia novo investimento de 500 milhões na Autoeuropa nos próximos cinco anos

Valor vai ser aplicado "em produto, equipamento e infra-estruturas", explicou Alexander Seitz
- PUB -