26 Outubro 2021, Terça-feira
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Paulo Ribeiro: “Fomos penalizados pela abstenção, pelos novos partidos de direita e pela bipolarização PS/CDU”

O social-democrata diz que a aposta da CDU em Carlos Humberto levou parte do eleitorado do PSD no Barreiro a votar PS

 

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O PSD concorreu este ano sozinho a seis câmaras e em coligação a sete, quase como em 2017, mas desta feita com algumas alianças em concelhos diferentes.

Nos totais distritais, os social-democratas, contabilizando todas as candidaturas, registaram menos 3.162 votos e perderam cinco vereadores (Alcochete 1, Almada 1, Barreiro 1, Moita 1 e Sesimbra 1), face aos resultados conseguidos quatro anos antes.

Paulo Ribeiro, presidente da distrital de Setúbal do PSD, justifica as perdas com três factores: o valor da abstenção; o surgimento do Chega e da Iniciativa Liberal (IL); e a bipolarização face às apostas da CDU em ex-autarcas e Dores Meira.

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“Tínhamos outras expectativas. Fomos vítimas de um conjunto de circunstâncias, desde logo a abstenção que afectou o PSD, como todos os outros partidos, e que no distrito se cifrou 8,02% acima da média nacional.

Depois, pela primeira vez, o PSD teve partidos a surgir à sua direita (Chega e Iniciativa Liberal)”, afirma, para adiantar de seguida: “E em alguns municípios, onde o PSD até tinha registado votação forte em 2017, foi penalizado por força da grande bipolarização em virtude de as pessoas não quererem regressar a gestões antigas da CDU”.

“As pessoas não quiseram voltar ao passado, em Alcochete, Barreiro e Almada. Daí termos perdido três vereadores. Perdemos cinco no total, mas ganhámos dois (um em Montijo e outro em Setúbal)”, aponta.

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O caso do Barreiro é, de resto, paradigmático para Paulo Ribeiro. “Foi a aposta da CDU no regresso de Carlos Humberto, que levou os barreirenses a não quererem voltar atrás no tempo, e uma candidatura do PS que podia chegar à maioria absoluta, mas que acabou por beneficiar do voto de uma parte do nosso eleitorado que não queria a CDU do passado, tal como aconteceu em Almada, Alcochete e na Moita.”

Para o líder da estrutura distrital laranja, a excepção foi a perda registada em Sesimbra. “Em todos os outros concelhos houve forte bipolarização, com o PS ou a vencer pela primeira vez (como na Moita) ou a passar de maiorias relativas para absolutas (Alcochete e Barreiro) ou ainda a reforçar a votação (Almada)”, faz notar, ao mesmo tempo que salienta: “Sesimbra e Alcochete foram os únicos concelhos onde deixámos de ter coligação e perdemos vereadores.”

João Afonso apontado para ganhar Montijo em 2025 O social-democrata destaca, porém, os resultados do partido no litoral alentejano e, sobretudo, no território montijense.

“No Montijo, o PSD, em coligação, registou o melhor resultado do distrito e o melhor de sempre neste concelho. Ficou a pouco mais de 1% de ganhar a câmara ao PS, que é um objectivo pelo qual o partido tem vindo a lutar no distrito”, frisa, sem deixar de esboçar um lamento.

“O PS só ganhou a câmara no Montijo muito por força dos votos na IL, que não esteve disponível para integrar a nossa coligação. Os 871 votos que conseguiram seriam mais do que suficientes, já que a diferença foi de apenas 350, para que se libertasse os munícipes desta gestão de Nuno Canta e do PS”, atira.

O resultado revigorou a esperança dos social-democratas em conseguirem a conquista inédita de uma câmara no distrito. O Montijo será por isso, admite, principal aposta nas próximas autárquicas.

“Se, por essa altura, for presidente da distrital, será para reforçar a aposta no Montijo e em João Afonso. Vamos reforçar esta aposta nestes quatro anos, porque demonstrou-se que há margem e vontade da população para mudar”, promete.

Paulo Ribeiro valoriza ainda os resultados obtidos pelo partido no litoral alentejano, ao lançar mão do número de eleitos alcançados para os vários órgãos autárquicos.

“Reforçámos os mandatos em Santiago do Cacém, com mais quatro eleitos, em Grândola, com mais dois, mantivemos um autarca em Alcácer do Sal e, pela primeira vez, conseguimos dois mandatos em Sines, onde não tivemos lista em 2017.

E na freguesia de Porto Covo obtivemos o melhor resultado de sempre em autárquicas.” O PSD vai agora “analisar os resultados” e a seu tempo “começar a preparar as autárquicas de 2025”, com o objectivo de “recuperar mandatos e vencer pela primeira vez uma câmara” no distrito. “Estou convencido que irá acontecer no Montijo”, conclui.

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