18 Outubro 2021, Segunda-feira
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Joaquim Santos reforça CDU na gestão da Câmara do Seixal e vai distribuir pelouros

PS assume que esperava captar mais eleitorado no Seixal; Chega consegue eleger um vereador, e PSD mantém um eleito  

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Joaquim Santos venceu nas autárquicas de domingo, continua como presidente da Câmara, e assim mantém o Seixal como bastião da Coligação Democrática Unitária (CDU). Embora continue com maioria relativa, subiu em número de votos e em percentagem, comparativamente com os resultados obtidos em 2017.

O PS ficou “aquém do esperado”, como diz o próprio candidato eleito Eduardo Rodrigues, e apesar de também ter subido em número de votos, perdeu em percentagem. Nas contas finais, a coligação PCP-PEV, – CDU – com o recandidato Joaquim Santos, conseguiu 23 485 votos, que se traduziram em 37,74% (21 715 votos e 36,54%, em 2017), e o Partido Socialista reuniu 19 204 dos votos expressos, que lhe deram 30,86% (18 679 votos e 31,44% há quatro anos, com o mesmo candidato).

A surpresa foi a eleição de Henrique Freire, que dá um vereador ao Chega. Surpresa, mas não para o candidato que obteve 5 022 votos e 8,07%. “Na entrevista que dei a O SETUBALENSE, previ que teria 8% nas autárquicas, portanto não fiquei surpreendido”, afirma o eleito.

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“Tenho noção plena da população do concelho do Seixal. Acompanhei de perto as eleições legislativas e presidenciais, e pelos resultados, as probabilidades de ser eleito era grande”, acrescenta.

Quanto à possibilidade de aceitar a proposta de ter pelouros, o que Joaquim Santos já afirmou a O SETUBALENSE que vai apresentar, na mesma linha que tem seguido em anteriores mandatos, Henrique Freire sublinha: “Não tenho resposta sobre isso”. Ou seja, em primeiro lugar tem de “receber resposta do presidente do partido, André Ventura, e “só depois pensar nesse futuro”.

Com a CDU a eleger cinco vereadores, tantos quantos nas anteriores autárquicas, e o PS a manter quatro mandatos, para Eduardo Rodrigues o assunto de aceitar ou não pelouros neste momento é extemporânea. “Ainda é cedo para dizer se o PS irá aceitar pelouros”, afirma o socialista.

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Mas também diz que o PS “não se revê no programa da CDU”, pelo que: “à partida, não me parece exequível. Quando a população votou em nós não era para trabalhar em parceria com a CDU”. Porém, assume que depende da decisão da estrutura socialista, aponta.

Certo neste momento para Eduardo Rodrigues é que a CDU ganhou as autárquicas à custa de “mais de dois mil votos conseguidos com inaugurações de última da hora, e com isso convenceu alguma população”. Mesmo assim, assume que “não era expectável o PS” ter um resultado como o que obteve.

Embora tenha perdido votos e percentagem em relação às anteriores autárquicas – 5 795 e 9,31% obtidos agora, contra 7 036 e 11,84% – o PSD continua a eleger um vereador, Bruno Vasconcelos, de quem não foi possível ter comentário, até ao fecho da edição.

Na Assembleia Municipal, a CDU consegue eleger 13 deputados, o PS 11, o PSD 3, o Chega também 3, o Bloco de Esquerda 2 e o PAN 1 deputado. Nas freguesias, a CDU vence na Amora, Corroios, União de Freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires e o PS ganhou a freguesia de Fernão Ferro.

“Queremos colocar o Seixal como uma bandeira do poder local”

No global, o comunista Joaquim Santos faz um “balanço positivo” destas autárquicas em que a CDU “reforçou posições no concelho do Seixal”, embora “não tenha conseguido maioria absoluta, mas foi por pouco”, comenta.

Quanto à atribuição de pelouros aos vereadores da oposição, o reeleito presidente da Câmara adianta a O SETUBALENSE que vai manter a prática seguida no concelho desde 1976, sempre com gestão comunista. “Temos uma prática de diálogo com todas as forças políticas eleitas, e é isso que irei fazer. “Envolvê-las na solução política futura e na estabilidade da gestão do município, quer na Câmara, quer na Assembleia Municipal, como aconteceu no último mandato”.

Ao mesmo tempo, espera que a “experiência” do anterior mandato, em que nem tudo correu bem com os eleitos do PS em matéria de pelouros, “sirva para tirar as melhores conclusões sobre como interagir para que os recursos do concelho sejam usados da melhor maneira, em favor da população”. E o primeiro acto de governação do presidente vai ser precisamente a instalação da Câmara. “Vou começar esses contactos dentro em breve; fazer pontes com todos os eleitos, sem excepção”, diz.

O passo seguinte é: “dar continuidade às obras que temos em marcha, e iniciar outras. Vamos para mais quatro anos com projectos inovadores, a favor da população”. E aqui Joaquim Santos conclui que o aumento da votação na CDU está relacionado com o investimento de “cerca de 100 milhões de euros” feitos pela Câmara no concelho durante o anterior mandato, e ainda pelo “reforço de laços com a comunidade”, nomeadamente no combate à pandemia da covid-19. E estabelece já como meta: “Queremos colocar o Seixal como uma bandeira do poder local a nível nacional”.

 

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