26 Outubro 2021, Terça-feira
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Homem desfigura prostituta à pancada em Grândola e foge do tribunal depois de apanhado a roubar carro

Dependente de cocaína, João Pratas responde agora por tentativa de homicídio com julgamento a decorrer no Tribunal de Setúbal

 

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Sem dinheiro para satisfazer o vício da cocaína, João Pratas, de 28 anos, desfigurou à pancada e deixou às portas da morte uma prostituta em casa desta, em Grândola, para a roubar.

Insatisfeito com os 90 euros que levou, o homem viria a assaltar depois uma carrinha, tendo sido detido pela GNR em flagrante.

Já na cela do tribunal onde ia responder pelo furto, acabou por partir a janela com recurso à perna de uma mesa e fugir. Contudo, a Polícia Judiciária, que o procurava pela tentativa de homicídio, travou-o pouco depois. O crime chegou agora a julgamento no Tribunal de Setúbal.

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Na noite de 20 de Agosto de 2020, João Pratas dirigiu-se a casa da vítima de quem era cliente. O plano era matar e roubar a mulher de 57 anos, tendo o agressor aproveitado que esta se encontrava na casa-de-banho, e sem que nada o fizesse prever, para a estrangular, com recurso à técnica de mata-leão com a vítima de costas.

Ao mesmo tempo, pedia-lhe dinheiro e dizia que a matava. Antes de perder a consciência, a vítima indicou-lhe onde tinha o dinheiro. Já inanimada no chão, agrediu-a violentamente a soco na face, desfigurando-a.

Em seguida, João Pratas trancou em casa a prostituta, julgando-a morta, e assaltou uma carrinha de uma panificadora, de onde retirou 700 euros.

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Nesta altura, a mulher recuperou os sentidos e conseguiu saltar por uma das janelas de casa para pedir ajuda. Uma vizinha chamou as autoridades e a vítima foi transportada para o Hospital de São José, onde esteve em perigo de vida. Antes, identificou à Polícia Judiciária de Setúbal o agressor.

Os inspetores da PJ não tiveram que procurar muito, uma vez o suspeito era detido pela GNR de Grândola em flagrante quando retirava o gasóleo da carrinha. Foi detido e seria presente ao tribunal no dia seguinte.

A PJ aguardava que este fosse presente a juiz, na tarde de 21 de Agosto, para o interrogar sobre o seu envolvimento no crime brutal da noite anterior, mas João Pratas viria a fugir.

Quando estava nos calabouços, o suspeito partiu a perna de uma mesa de metal e, com esta, conseguiu quebrar o vidro da porta da cela, abrindo-a. Saiu do tribunal sem que ninguém o parasse. O alerta foi dado pouco depois e a GNR e a PJ montaram uma operação de caça ao homem.

João Pratas acabou por ser encontrado horas depois não muito longe do tribunal e não ofereceu resistência na abordagem. Foi detido pela Polícia Judiciária e, desta vez, foi presente a juiz pela tentativa de homicídio. Vai responder por homicídio qualificado tentado, sequestro, três crimes de furto, um qualificado, um crime de dano qualificado e um de evasão. Está em prisão preventiva.

Suspeito tentou que corpo não fosse descoberto

João Pratas ficou convencido de que tinha morto a vítima à pancada. O plano era que ninguém encontrasse o corpo e, por isso, trancou a porta de casa por fora.

Desenroscou, inclusive, uma lâmpada no átrio da casa que quando acesa indicava aos clientes que a mulher podia receber visitas.

A vítima sobreviveu, mas o ataque desfigurou-a. Esteve internada durante quatro meses e foi submetida a operações de reconstituição facial. Volvido um ano do ataque, ainda recebe tratamentos.

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