25 Junho 2022, Sábado
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Sapadores de Setúbal manifestam-se no Dia da Cidade e prometem greve por falta de diálogo da autarquia

Sindicato garante que “clima já não é suportado” e que profissionais “estão a trabalhar sem motivação”

 

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Os Bombeiros Sapadores de Setúbal vão esta quarta-feira, Dia da Cidade e de Bocage, manifestar-se frente aos Paços do Concelho, entre as 08h30 e as 11h00, por estarem “contra a constante falta de diálogo por parte da autarquia” no que diz respeito “a problemas operacionais e até pessoais”.

Também amanhã, cerca de 60 profissionais prometem fazer greve, para “mostrarem à Câmara Municipal que não foram [à formatura] porque não estão contentes com aquilo que lhes fazem”, explicou Ricardo Cunha, dirigente do Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores, a O SETUBALENSE.

“Não há diálogo, não há resolução, não há outra hipótese. Como os bombeiros são obrigados a ir no dia 15, marcámos greve, que só está contemplada em formaturas e representações. E assim os sapadores vão estar presentes no momento, só que no outro lado da barricada, a protestar”, disse.

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A manifestação, segundo explica, vem também no seguimento da não comparência do vereador da Protecção Civil, Carlos Rabaçal, e do comandante dos Sapadores de Setúbal, Paulo Lamego, a uma reunião marcada pela estrutura sindical a 24 de Junho com a edilidade.

“Foi pedida a presença do vereador e do comandante. Chegámos à reunião, à qual não compareceram porque dizem não falar com os sindicatos. Só reunimos com os recursos humanos”, referiu.

No encontro foram abordadas “as questões dos processos disciplinares” aplicados no último ano. “Os Bombeiros Sapadores de Setúbal levaram vinte processos disciplinares, tudo com o intuito de coagir os trabalhadores. Na sua maioria foram arquivados porque nós somos sindicato maioritário lá”, afirmou.

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Estes procedimentos, garante, despoletaram “problemas nos bombeiros, que tiveram de ser seguidos por psiquiatras”. Por considerar que os profissionais sadinos “vivem um clima de prepotência, perseguição e arrogância”, Ricardo Cunha diz que “chegou a vez [do sindicato] de pedir responsabilidades criminais”.

Para o dirigente nacional, a situação “tem sido lamentável” porque “é contrária à que o partido [CDU] que sustenta a câmara defende, que é o diálogo com os sindicatos e com os trabalhadores e condições de trabalho”.

“Isto em Setúbal não acontece”, reforça, para em seguida dar como exemplo “a falta de escadas de alumínio nas viaturas da corporação”. “Uma escada de alumínio, que é necessária para qualquer ocorrência que vamos, não existe. As escadas que existem estão todas partidas porque não houve substituição”.

“Este é um clima que já não é suportado pelos bombeiros. As pessoas já estão a trabalhar sem motivação. Os bombeiros têm dias em que não têm efectivo sequer para garantir minimamente o socorro à cidade”, revela.

Apesar de ser “um problema que acontece a nível nacional”, garante, a concluir, que o concelho de Setúbal “é o pior de todos”. O SETUBALENSE questionou a Câmara de Setúbal sobre esta matéria, mas até ao fecho desta edição não obteve resposta.

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