22 Setembro 2021, Quarta-feira
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Mobilidade, com aeroporto incluído, em destaque no debate entre candidatos à Câmara do Montijo

Transmissão, que já foi vista por milhares de pessoas e gerou onda de comentários, continua disponível nas redes sociais

 

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A mobilidade, com diversos aspectos relacionados, incluindo a possibilidade da localização do aeroporto no concelho, foi o tema central do debate entre os candidatos à Camara Municipal do Montijo, que teve lugar quarta-feira no centro da cidade.

O encontro, promovido pelo jornal O SETUBALENSE em parceria com a Rádio Sines, Popular FM, M24, ‘O Leme’ e a empresa Morning Panorama – responsável pela cobertura em vídeo e transmissão em directo – contou com a presença de todos os candidatos, à excepção de Ricardo Costa, candidato do Chega, que faltou por motivos de saúde de um familiar.

A mobilidade, primeiro tema lançado pelo moderador, o jornalista Mário Rui Sobral, foi o que já tinha sido mais referido pelos candidatos na ronda introdutória e acabou por dominar a troca de argumentos, até pelas diversas conexões, que levaram a conversa por ruas e passeios, ciclovias e transportes públicos, até ao aeroporto.

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Nuno Canta, actual presidente e recandidato pelo PS, defendeu que “a Câmara Municipal tem feito um trabalho extraordinário” no domínio da mobilidade, que começou pela suave.

O socialista considerou que “o passe mais barato no concelho é importante para a ligação ao interior”, como a Canha, e afirmou que o plano para o Montijo no âmbito da Área Metropolitana de Lisboa “aumenta 40%” a oferta de carreiras. “A rede rodoviária é completamente diferente do que era há 20 anos”, disse.

João Afonso, cabeça-de-lista da coligação que junta PSD, CDS-PP e Aliança, começou por dizer que o Montijo “não tem um sistema de transporte público integrado”, uma vez que o actual se limita a transportar pessoas “de e para” o concelho.

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“A Câmara do Montijo, como é uma câmara preguiçosa, nunca quis assumir a gestão dos transportes públicos”, atirou o social-democrata, que acusou ainda a gestão PS de “não ter qualquer candidatura” para aproveitar os seis milhões de euros que a ‘bazuca’ destina à mobilidade. João Afonso voltou a referir a necessidade de uma rede de mini-autocarros para o transporte urbano local.

Ana Baliza, candidata da CDU, destacou que esta força política “propõe-se elaborar” um plano de mobilidade e transportes para o Montijo, com base na “exigência de mais e melhores” meios públicos.

A comunista sublinhou ainda a necessidade de “vias clicáveis que liguem o exterior do concelho ao centro da cidade e que a rede toque todos os pontos” do território.

João Pereira, número um da Iniciativa Liberal, defendeu que “é preciso alterar as necessidades” para que o investimento numa “rede de transportes robusta” não seja “desbaratar recursos”.

O liberal argumentou que, tendo em conta que “os movimentos pendulares no Montijo são sobretudo para fora”, porque as pessoas dependem de postos de trabalho no exterior, é necessário “pensar o emprego na cidade”.

E concorda com a necessidade de mais transporte público na cidade, mas com investimento progressivo, “a começar por mini-autocarros e à medida da necessidade”. João Pereira disse ainda que “a mobilidade faz-se também a pé” e que, no Montijo, a condição de vias e passeios é “deplorável”.

Miguel Dias, candidato independente pelo PAN, começou por afirmar que a mobilidade é “fulcral” para o partido que representa, “até pelas alterações climáticas”, afirmou a importância de “desincentivar” o carro e incentivar o transporte público, apontando o fluvial por ser “muito mais fluido” e pela perspectiva de vir a ser mais eficiente, com os futuros barcos eléctricos da Transtejo.

O cabeça-de-lista do PAN defendeu ainda o transporte eléctrico entre o Cais do Seixalinho e o centro da cidade, e o sistema de meios partilhados, “não só de bicicletas”. Miguel Dias ‘puxou’ pelo tema da localização do aeroporto no Montijo, mostrando-se “frontalmente contra”.

Manuel Fona Vieira, que encabeça, como independente, a lista com a sigla do PPM, propõe-se criar uma rede de transportes públicos que “ligue as freguesias do concelho”, para que, nas mais distantes, como Canha e Pegões, as pessoas não continuem a deslocar-se “mais” a Vendas Novas do que à sede do seu concelho.

Falou também em “mudar o Cais do Seixalinho, mais postos de carregamento [de carros eléctricos]”, em lançar o “sistema ‘Montijo sem carros’ e “criar o metro de superfície que, mais tarde, pode abraçar Moita e Alcochete”.

Fona Vieira disse ainda que “há uma ciclovia que falta; a que liga Montijo à Atalaia”. Nuno Canta respondeu que está “prevista” e que “não foi feita mais cedo porque é preciso licença da Infraestruturas de Portugal”.

Ricardo Caçoila, candidato do Bloco de Esquerda, apontou ideias diferentes, como um “autocarro gratuito no centro da cidade, ligação às escolas – onde aproveitou para propor pequenos-almoços grátis para as crianças – e estacionamento na orla da cidade”, para retirar os carros do centro.

O bloquista defende ainda transporte público gratuito do Cais do Seixalinho para a cidade e uma “reorganização do trânsito” na zona mais urbana, mas avisa que não é boa política fazer opções, que “passam por transporte público”, sem um “plano estruturado” de mobilidade. O debate, com pouco mais de 2,5 horas de duração, está disponível nas redes sociais d’O SETUBALENSE (site, Facebook e Youtube).

Em apenas 24 horas, o vídeo já foi visto por mais de três mil pessoas. Só no página do jornal no Facebook, ontem tinha cerca de três mil visualizações e cerca de 700 comentários.

Reacções Candidatos comentam sondagem

O debate arrancou com um comentário dos candidatos à sondagem publicada no próprio dia.

João Pereira (IL) disse que os resultados do estudo indicam que “a oposição não convenceu”, que o “apelo ao voto útil torna-se inútil” e que confia que os eleitores que se têm abstido “percebam que tem de ser feita uma mudança”.

Fona Vieira (PPM) defendeu também a necessidade de que “as pessoas entendam que o Montijo precisa de ser reestruturado”, declarou-se “contra as maiorias absolutas” e acrescentou acreditar poder chegar à vereação.

Miguel Dias (PAN) concluiu que a sondagem mostra que o voto no concelho “está cristalizado”, porque há “forças que têm voto ortodoxo, regular”.

Nuno Canta (PS) recordou que o estudo “é uma intenção de voto”, mas garantiu que os resultados “confirmam” o que tem sentido na rua.

João Afonso (PSD/CDS-PP/Aliança) atacou a empresa Eurosondagem, responsável pela sondagem, e assegurou que não desiste. “Estamos tranquilos. Prontos para governar o Montijo. Quero pedir aos montijenses que não desmobilizem.”, foram algumas expressões usadas por este candidato.

Ricardo Caçoila (BE) recordou que ainda falta um mês para as eleições e mostrou-se confiante de que as “boas propostas” que o BE tem para apresentar possam “alterar o panorama das sondagens”.

Ana Baliza (CDU) queixou-se de os resultados serem divulgados “momentos antes” do debate e garantiu que as sondagens “não desmobilizam” os comunistas. “Andamos na rua e sentimos a força que nos é dada”, assegurou.

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