22 Outubro 2021, Sexta-feira
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Comunidade Islâmica compra antigo Mercado Municipal do Laranjeiro para instalar Mesquita

A Câmara de Almada reconhece a dinâmica da Comunidade Islâmica e a sua interacção tanto social como com outras religiões   

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O antigo edifício do Mercado Municipal do Laranjeiro, na Rua Dom Duarte, pertença da Câmara de Almada, vai ser vendido à Fundação Islâmica de Palmela para aí instalar a sua Mesquita, e desenvolver o seu plano de actividades, neste momento a funcionarem num edifício já exíguo na mesma artéria no Laranjeiro. O contracto de promessa compra e venda foi aprovado na reunião pública de câmara de 19 de Julho, e ratificado em sede de Assembleia Municipal, no dia seguinte, em ambos os casos por maioria. Apenas os vereadores e deputados da CDU se abstiverem.

Esta era uma pretensão já antiga da Comunidade Islâmica que foi manifestada à autarquia logo depois do Mercado Municipal do Laranjeiro ter sido desactivado, em Janeiro de 2016, nove anos depois de ter sido inaugurado – Março de 2007, ainda em gestão autárquica da CDU.

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“Temos uma Comunidade Islâmica muito bem organizada, que tem garantido excelente interacção e tem cerimónias que envolvem várias religiões como factor de estabilidade entre as comunidades almadenses”, comentou a presidente socialista da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, aquando da apresentação da proposta.

Refere a autarca, que a dinâmica desenvolvida pela Comunidade Islâmica, tanto ao nível social como cultural e religioso já não é compatível para uma Mesquita em “espaço exíguo”, daí a Câmara Municipal ter aberto portas à aquisição do imóvel. E sublinhou: “Defendo criteriosamente que o poder democrático é laico, e, como tal, o município cede espaços para actividades sociais e religiosas”, caso do que “aconteceu com a “Fundação Ricardo Gameiro”.

Esclareceu a presidente que foi feito o levantamento do edifício do antigo mercado, por forma a que este pudesse passar para a Fundação da Comunidade Islâmica de Palmela, assim como a respectiva avaliação do equipamento. O valor total da avaliação estabeleceu a venda por 2 milhões 637 mil e 176 euros, sendo que haverá como sinal a cedência por parte da Fundação de um imóvel avaliado em 212 mil e 850 euros, a que acresce outro sinal na ordem dos 300 mil euros. Detalhou ainda Inês de Medeiros que a restante parte será paga ao longo de 50 anos, numa espécie de renda de 600 prestações, até à aquisição total do edifício.
“Reconhecemos a Comunidade Islâmica pela forma empenhada na defesa dos valores democráticos que sempre defendeu”, afirmava a presidente da Câmara de Almada, e ainda: “pelo reconhecimento da pluralidade e diversidade religiosa, e articulação com outras religiões, envolvimento no nosso tecido social e nossa cultura”.

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Inês de Medeiros afirma que União de Freguesias foi informada

Com o edifício do antigo Mercado Municipal do Laranjeiro vazio, a receber somente alguns serviços de limpeza urbana, apenas a parte de bazar está em uso como armazém de produtos alimentares da Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos do Laranjeiro Feijó (ARPILF), para o Banco Alimentar.

A instalação da associação no edifício foi um dos motivos que os eleitos da CDU argumentaram para se absterem relativamente à proposta de compra e venda. Tanto na reunião de Câmara como na Assembleia Municipal alegaram que a ARPILF não foi ouvida pelo executivo PS/PSD uma fez que estava a funcionar no antigo mercado. Outro motivo foi a Junta da União de Freguesias do Laranjeiro e Feijó não ter sido ouvida nesta matéria, o que foi confirmado por Luís Palma, presidente deste órgão autárquico, na Assembleia Municipal.

Duas situações que Inês de Medeiros contestou. Quanto ao funcionamento da ARPILF afirmou que esta não tem sede no antigo mercado e que, devido a constantes inundações do edifício, “já pediu outro espaço para instalar o armazém”. Quanto ao conhecimento do presidente da União de Freguesias sobre a aquisição do imóvel, garantiu que o mesmo tinha sido colocado a par.

 

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