22 Setembro 2021, Quarta-feira
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Dores Meira satisfeita com sondagem que a coloca 1% atrás de Inês de Medeiros na corrida a Almada

A candidata comunista à Câmara de Almada diz que os socialistas não conseguem descolar e tomar a liderança, pelo que ganha mais força para vencer     

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Para a comunista Maria das Dores Meira a sondagem do Expresso e SIC publicada na quinta-feira “é claramente positiva para a CDU”, uma vez que o PS, que governa actualmente o município almadense, “não descola” dos resultados obtidos nas autárquicas de 2017, disse à SIC.

A presidente da Câmara Municipal de Setúbal e candidata à presidência da Câmara Municipal Almada nas autárquicas de 26 de Setembro, comentava assim a diferença de um ponto percentual indicado na sondagem. A socialista Inês de Medeiros, presidente da Câmara de Almada, consegue 34% dos votos, e Dores Meira 33%.

Nas anteriores autárquicas os socialistas liderados por Inês de Medeiros surpreenderam ao ganhar a Câmara de Almada à CDU, que governava desde 1976, com uma pequena margem de 413 votos, o que se traduziu numa de diferença de 0,62%. O PS teve 31,46% dos votos expressos, enquanto a CDU obteve 30,84%.

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Em comentário à sondagem, Inês de Medeiros referiu à SIC que as autárquicas “são uma decisão importante para Almada”, em que a população vai decidir se quer “continuar a requalificar, modernizar, inovar e melhorar Almada”, ou, então “voltar para trás”.

Entretanto, Maria das Dores Meira aproveitou a sua conta do Facebook para comentar que esta sondagem vem “reforçar” a vontade da CDU de “continuar a trabalhar para ganhar Almada”, uma vez que os resultados apontam para “um empate técnico”, e indicam que os comunistas estão “no caminho certo”.

E acrescenta: “Para isso, é necessário que todos os que sentem a necessidade de recolocar Almada no caminho do desenvolvimento, de recuperar a relação próxima e correcta com o movimento associativo, de valorizar a identidade das terras de Almada, caminhem ao nosso lado para que a CDU volte a governar este concelho”.

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Para a candidata é assim “absolutamente necessário que que nenhum voto se perca, que todos os votos sejam úteis à mudança em Almada”. E diz ainda: “o único voto útil para esta mudança é, obrigatoriamente, na minha candidatura, é o voto na CDU em todas as autarquias do concelho”.

Também o social-democrata Nuno Matias, que nas anteriores autárquicas levou o PSD a conquistar 14,08% dos votos, não deixou passar em branco a sondagem do Expresso e SIC, que lhe atribui 11%, tantos quantos os do Bloco de Esquerda, que recandidata Joana Mortágua, poderá obter a 26 de Setembro, e que no sufrágio de há quatro anos atraiu 9,64% do eleitorado.

Nuno Matias e Miguel Salvado, que deram a mão a Inês de Medeiros e entraram no elenco governativo de Almada, agora lideram, respectivamente, a coligação AD – Almada Desenvolvida, que integra o PSD, CDS, MPT e PPM, e seja por o PSD ter estado ao lado do PS ou por concorrer em coligação, o certo é que parece correr o risco de levar a direita a uma queda muito significativa.

Através da rede social Facebook, Nuno Matias comenta que “esta espécie de sondagem, com amostragem reduzida, fora de tempo e com um objectivo de promover uma bipolarização artificial para apelar aos votos (in)úteis, procura diminuir e condicionar a inteligência das pessoas que sabem valorizar as pessoas, os projectos, o que fazem e como actuam”.

E reforça a sua convicção de que se os cidadãos do espaço de centro-direita forem votar, a AD “pode mesmo ganhar”. A tese que tem vindo a defender apoia-se nas legislativas de 2011, em que em Almada as forças políticas da coligação de direita “obtiveram 35 mil votos”, e nas autárquicas de 2013 a CDU que ganhou a Câmara de Almada com maioria absoluta, “só obteve 23 mil votos”. Feitas as contas reafirma: “sim, é possível ganharmos”.

Entretanto o Chega, que concorre pela primeira vez a eleições autárquicas, recebe da sondagem 5% dos votos. O cabeça-de-lista, Manuel Matias, comenta que os dados “apontam que a alternância política deste sistema se centra entre o PCP e o PS”, com isto, “está encontrada a razão para o aparecimento de uma candidatura anti-sistema, que rompa com este sistema”.

 

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