1 Agosto 2021, Domingo
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Associação critica operação camarária para recuperação do Moinho Grande

Membros acusam autarquia de “arrasar” elemento arqueológico. Projecto contraria posição

 

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A Associação Barreiro Património Memória e Futuro (ABPMF) emitiu na última quinta-feira, uma declaração sobre o início das obras da autarquia para recuperação do Moinho Grande, na zona de Alburrica. “A obra começou e o evitável aconteceu: o moinho grande foi arrasado”, lamenta, afirmando que desta forma a “mina de ouro” que “é o nosso património arqueológico industrial desaparecerá”, alerta.

Os membros da associação reconhecem que “é necessário o restauro e conservação deste tipo de paisagens”, mas “não podemos, nem devemos fazê-lo ignorando a sua importância”, sublinham em comunicado. Garantem ainda terem endereçado um pedido de esclarecimento à Câmara do Barreiro, sobre várias questões relacionadas com as obras, tendo recordado que “até hoje [continuam] sem resposta”.

Início dos trabalhos no terreno originaram críticas por parte da Associação Barreiro Património Memória e Futuro

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Alburrica é “um caso único no país, merecia atenção, estudo, cuidado, sensibilidade, atributos que parecem escassear”, ressalvam, acrescentando que “o que está a ser feito não respeita a componente ambiental”. Naquela zona ribeirinha, defendem, “está concentrada parte muito significativa da nossa história e património, da nossa identidade”, considerando que a “coesão social” e a “criatividade” são “fundamentais ao desenvolvimento sustentável”.

A associação acredita que “ninguém quer isto, só quem desconhece a importância do passado que herdámos e a existência de boas práticas”, afirmando que “como constatamos, não vale tudo, não se pode fazer por fazer, não é igual a estender betão”, critica a ABPMF. “Cumpre-nos defendê-lo, para que tenhamos um futuro mais humano, socialmente mais coeso e, economicamente, melhor, contribuindo de forma séria para os efeitos das alterações climáticas”, concluem.

 

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Projecto do município contraria acusações

A reabilitação do Moinho Grande pelo município, recorde-se, prevê “a recuperação de comportas de águas e mecanismos originais”. Em Novembro do ano passado, o vereador responsável pelas Obras Municipais, Rui Braga, considerou a operação “uma requalificação importante na nossa cidade que visa a recuperação do nosso património moageiro”, tendo salientado que “em breve os barreirenses poderão usufruir de mais um espaço requalificado na cidade e ficar a conhecer um pouco da nossa história”.

Obras para recuperação do Moinho Grande de Alburrica foram iniciadas recentemente

Em comunicado, a autarquia referiu nessa altura que, de acordo com o projecto de execução de arquictetura, os “objectivos desta recuperação enquadram-se em todos os parâmetros do instrumento de gestão urbanística em vigor”, podendo ser “autorizada a construção de estruturas de apoio à actividade cultural, recreativa e desportiva”.

Entre os diversos parâmetros, a autarquia acrescenta que “o local, objecto de obra”, não está “em Reserva Agrícola Nacional” e que “todos os aspectos arquitectónicos serão salvaguardados”.

“O projecto visa a recuperação integral do Moinho, com tudo o que implica uma requalificação de um edifício ímpar e histórico, que embora pouco documentado, remonta a 1652”, realça a câmara, que após a operação de recuperação integral deste espaço, pretende “promover a visitação e utilização social do equipamento, melhorando a sua imagem a nível ambiental e estético, valorizando-o como símbolo cultural” do concelho.

No futuro, pretende ainda dotar o espaço de “condições para acolher um percurso interpretativo que permite realizar uma viagem no tempo”, para usufruto dos barreirenses, que “poderão desfrutar futuramente da zona exterior de lazer”.

“Pormenorizado e extenso”, o projecto de arquitectura inclui “a reedificação em alvenaria dos muros”, assim como “a recuperação de comportas, desde as fundações, assentes sobre estacas de madeira originais”.

Também a caldeira e a respectiva zona envolvente ao moinho “serão alvo de objecto de projecto paisagístico que incluirá” a “plantação de espécies diversas fluviais e marítimas”, com a colocação no local de “plataformas nas margens das caldeiras, incluindo pontões/ miradouros” para “mergulho e outras actividades de lazer pedonais e cicláveis”. O Moinho Grande terá terminado a sua actividade no ano de 1892.

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