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Eduardo Rodrigues: “O PS vai vencer as eleições autárquicas no Seixal com maioria absoluta”

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Eduardo Rodriges, candidato do PS à presidência da Câmara do Seixal
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O candidato socialista afirma que é necessário vontade política para fazer mais pelo concelho do Seixal, e o PS tem-na

 

Eduardo Manuel Rodrigues, nasceu em Bragança, tem 57 anos. Casado, pai de dois filhos, é gestor de profissão.

Começou a sua vida laboral em 1989, como técnico superior na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, tendo ocupado depois vários cargos dirigentes. Actualmente é coordenador (subdirector) do Fundo Rainha Dona Leonor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

É vereador sem pelouro pelo Partido Socialista na Camara Municipal do Seixal desde 2011, altura em que assumiu o mandato em substituição, e vereador eleito, no mandato de 2013 a 2017.

É ainda coordenador da secção de Fernão Ferro do Partido Socialista, membro da comissão política concelhia e da comissão política distrital. Foi secretário da Federação de Setúbal e participou em grupos de trabalho do Partido Socialista.

Nas eleições de 2017, concorreu à Câmara do Seixal pelo Parido Socialista, o repete nestas autárquicas. Afirma que no concelho não existe liberdade e que a gestão da CDU não tem interesse na construção do Hospital no Seixal.

O que o motivou a aceitar, pela segunda vez, o desafio de se candidatar à presidência da Câmara do Seixal?

Antes de mais nada, é preciso dizer que os resultados das eleições autárquicas de 2017 foram um presságio para o futuro. Estou certo de que não será o PCP [CDU] a gerir a Câmara do Seixal.

Fui candidato em 2017 e entendo que é necessário mudar de política. Entendo, também, que sou a pessoa mais bem preparada para vencer as próximas eleições e mudar o rumo político do concelho. Há que procurar uma política mais pró-activa, mais participativa, há que aproveitar melhor as condições naturais e alterar a génese urbanística do concelho. Tal é possível com outra força política, como o PS. Hoje em dia, não há uma participação efectiva e real, não é dada a palavra à população, não é como diz a CDU. Pretendo dar voz a todas as pessoas do concelho. Como muitos sabem, sou transmontano, a porta da minha casa está sempre aberta. Comigo, a Câmara Municipal terá sempre as portas abertas, todos serão bem recebidos e participarão na política da autarquia.

Em que pilares assenta a campanha autárquica do Partido Socialista?

Primeiro, na participação activa e real dos cidadãos do concelho do Seixal. Depois, na alteração urbanística, que tem características únicas. Estas devem ser exploradas e colocadas à disposição de todos os residentes. É necessário intervir com rapidez em todos os sectores. Quando se fala da Baía, fala-se só do espelho de água, esquecendo-nos do que é preciso fazer em seu redor: valorizar os espaços envolventes, apostar em outras actividades, outrora tradicionais. Dar atenção à pesca, às zonas balneares, promover o turismo náutico e assim dinamizar a criação de emprego e, por conseguinte, o desenvolvimento e a riqueza. Ou seja, a Baía do rio Judeu, na qual urge intervir e racionalizar, é a base de todo o projecto de desenvolvimento do Seixal, devido às suas potencialidades viradas para o turismo e náutica de recreio.

Outro pilar: reconversão da arquitectura paisagística. As zonas ribeirinhas têm que ser requalificadas. A mobilidade também carece de ser intervencionada e revista. É necessária a construção imediata da alternativa à Estrada Nacional 10, de forma a aliviar a troço Cruz de Pau-Corroios, e, ao mesmo tempo, trabalhar com a Infraestruturas de Portugal para tornar realidade o nó da A2 em Vale de Gatos, com ligação à alternativa da Estrada Nacional 10. É urgente, ainda, alargar a Ponte da Fraternidade, de modo a facilitar o movimento rodoviário, bem como aliviar o tráfego na rotunda do Fogueteiro. Nesse sentido, vamos avançar com algumas propostas estruturantes.

Quando diz que são necessárias alterações urbanísticas o que pretende concretizar para uso mais directo dos munícipes?

O PS aposta na construção de novos parques urbanos: Parque Urbano da Fraternidade, Parque da Juventude e Desportos, em Fernão Ferro, e Parque da Quinta do Rouxinol, oferecendo assim aos munícipes mais e melhores condições ambientais.

É necessário concluir a ciclovia e o passeio ribeirinho em torno da Baía, prolongando-os até ao Moinho de Maré e, daqui, até à Ponta dos Corvos, através de uma ponte palafítica. O circuito será fechado com uma ponte levadiça para ligar a Ponta dos Corvos ao Seixal.

Além destas propostas, o PS tem muitas outras, e ideias inovadoras e tem, acima de tudo, vontade política para as executar.

Que modelo de desenvolvimento para o Seixal defende a candidatura do PS?

No fundo, assenta nas propostas que acabei de enumerar: melhorar a arquitectura paisagística da cidade, tirando partido dos seus recursos naturais, incrementar o turismo e a qualidade de vida da população com a criação de emprego e de riqueza.

Que lhe parece de mais negativo nesta administração da CDU, que se prolonga desde o 25 de Abril?

Ao contrário do que o actual presidente [Joaquim Santos] afirmou numa entrevista a O SETUBALENSE, não há liberdade no nosso concelho. A CDU controla todos os movimentos no âmbito da sua actuação. Entendo que há uma gestão autárquica essencialmente direccionada para a manutenção do poder no concelho do Seixal. A informação transmitida aos munícipes é trabalhada e manipulada, ao invés de ser transparente para que a população saiba verdadeiramente o que se passa. Isto é evidente, se pensarmos que o concelho do Seixal é o único que não permite a transmissão on line das reuniões de Câmara e da Assembleia Municipal. A CDU sabe que, quanto mais informada estiver a população, menor será o seu espaço de manobra. Concluindo: não é permitida à população a participação activa na governança do município.

Encontra causas concretas para a longevidade do poder da CDU neste município, que chegou a ser um dos mais industrializados do País?

Encontro, e são várias. Uma delas é a falta de informação dos munícipes no que se passa na gestão da CDU. A informação é algo que esta força política trata com pinças, escondendo-a dos munícipes, bem como de toda a oposição.

Deste modo, foi-se criando, ao longo dos anos, uma aculturação de que a CDU governa. O que é uma falácia absoluta. A CDU tem evitado o desenvolvimento de que o concelho carece, mantendo a maioria da população no desconhecimento da realidade da gestão autárquica comunista do concelho do Seixal.

Que medidas tomará, a curto prazo, caso seja eleito?

O PS assentará a sua governação em várias medidas, que podem ser consultadas no seu programa autárquico.

Numa primeira fase, analisaremos a realidade em que se encontra o município, para, logo que possível, avançarmos para a concretização das nossas propostas estruturais. Mas algo quero deixar claro: vai passar a haver liberdade de informação. E quero envolver a população na gestão da Câmara, com a implementação, desde logo, do Orçamento Participativo.

Que projecto, mesmo que difícil de concretizar, gostaria de tornar realidade, sabendo que seria um sonho muito seu?

O meu projecto para o concelho é ver, nos próximos dois mandatos, o Seixal transformado: higiene absoluta, ruas arborizadas, espaços públicos de lazer, parques, incluindo temáticos, piscinas ao ar livre, estradas com trânsito a circular com normalidade, veleiros a vogar na Baía, pessoas a atracarem os seus barcos de recreio para visitarem, almoçarem e dormirem no Seixal. Seria a forma de o Seixal ser conhecido pelos nossos vizinhos e pelo mundo.

O que se passa com o Hospital no Seixal? Haverá má vontade dos vários governos que tiveram o processo de construção em mãos?

Essa questão deve ser colocada ao presidente da Câmara, que foi incompetente na gestão do processo. Aliás, acredito mesmo que a CDU não tem qualquer interesse na construção do Hospital no Seixal.

Como todos sabemos, a CDU alimenta-se da contestação e do descontentamento das populações. Com o apoio de outras forças políticas, com a necessária pressão e com vontade efectiva de construir o hospital, acredito que a obra já teria sido iniciada. É isso que pretendo fazer no próximo mandato. E se for necessário participar financeiramente na construção do estabelecimento hospitalar, a Câmara socialista estará disponível para tal.

E o Metro Sul do Tejo? Se chegar a presidente acha que conseguirá desbloquear o processo?

Primeiro, é preciso que haja vontade política, e o PS tem-na. Por outro lado, a proximidade com o Governo central ajuda e facilita o lançamento desses projectos. Como presidente, como cidadão que quer o melhor para o concelho do Seixal, tudo farei para que o investimento do Governo seja reforçado e que estes e outros projectos necessários à transformação do concelho sejam uma realidade.

Como vê a ascenção de formações de extrema-direita que participam também na disputa eleitoral?

Vejo-a como passageira, como um aproveitamento das pessoas com menos literacia e menos informadas.

Se eleito, o que poderão esperar de si os trabalhadores da Câmara Municipal?

Podem contar com a minha seriedade e empenho, com o meu respeito pelo seu trabalho. Quero proporcionar iguais oportunidades a todos, independentemente das suas cores políticas.

Quer arriscar uma previsão do resultado eleitoral nas autárquicas?

Hoje, o sentimento da população não é o de 2017. O PS vai ganhar as eleições autárquicas com maioria absoluta, elegendo seis vereadores.

 

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