22 Janeiro 2022, Sábado
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Artes e cultura marcam celebrações do Dia Internacional dos Arquivos

Data assinalada com lançamento de três livros e um ciclo de dança

 

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As comemorações do Dia Internacional dos Arquivos, assinalado no Barreiro na última quinta-feira, contou com o lançamento de três livros, nas instalações do Espaço Memória, e de um espectáculo de dança, que teve lugar no Arquivo dos Portos de Lisboa, Setúbal e de Sesimbra (APLSS), onde foi inaugurada a exposição “Construção Naval – Arte como ofício de vida”, da autoria do fotógrafo José Manuel Arsénio, numa mostra que estará patente naquele local até final deste mês.

Durante a sessão de apresentação das obras, Sara Ferreira, vereadora da Cultura da Câmara do Barreiro, adiantou a O SETUBALENSE que a “Cidade dos Arquivos” é “um projecto que faz todo o sentido”, dada a presença no território do parque empresarial da Baía do Tejo, de um conjunto de espaços que “marcam um inegável compromisso da cidade com a preservação e redescoberta da memória”, mas também com o “futuro”, sublinha.

Na altura, a autarca felicitou Fernando da Motta, que colaborou com o município através da elaboração dos conteúdos da publicação “Resendes – Uma história de fotógrafos no início do séc. XX no Barreiro”, o primeiro de uma colecção de livros, que resultou da realização de um conjunto de palestras dedicadas à fotografia.

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O livro reúne elementos sobre a história de João e Artur Resende, dois irmãos barreirenses que registaram para a posteridade múltiplas imagens do concelho, personalidades locais, indústrias e colectividades, entre outras, fazendo parte de “um projecto ambicioso de cruzamento do campo da cultura com a história da fotografia” no território à qual, aquela câmara municipal, pretende dar continuidade com outras publicações de “edições dedicadas a outros fotógrafos amadores e profissionais”.

Presentes estiveram ainda Ana Lourenço Pinto, autora do livro “Arte, Arquitectura e Urbanismo na Obra da CUF no Barreiro (1907-1975)”, e Álvaro Ferreira da Silva, coordenador da publicação “O Arquivo Histórico CUF – Alfredo da Silva – Um passado com futuro”, ambos lançados pela Princípia Editora.

As celebrações, acrescentou a vereadora, “só enriquecem todo o território” e “evidenciam o património do Barreiro além-fronteiras e a nível nacional”, pelo que a autarquia irá “continuar-se a empenhar” para que o projecto “cresça e crie uma dinâmica ainda mais interessante”, com todo o potencial que lhe está associado.

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“Todos os intervenientes desta Cidade dos Arquivos estão a colocar os arquivos a comunicar entre si, com a academia, com os investigadores, com os artistas, com o Barreiro e o mundo”, defende, lembrando que os mesmos são espaços “que necessitam de vida”.

Barreiro aposta no conceito da “A Cidade dos Arquivos”

Recorde-se que além do Espaço Memória, inaugurado em 2014 e onde se encontram os acervos patrimonial, artístico e documental do concelho, naquele parque empresarial, situa-se ainda o Centro de Documentação do Museu Industrial da Baía do Tejo, o Arquivo Ephemera associação que em Fevereiro do ano passado, recebeu do Presidente da República o estatuto de Membro Honorário da Ordem de Mérito –, que ocupa dois dos armazéns ali localizados, o Arquivo dos Portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra, inaugurado em Junho de 2019 – num espaço que “preserva e valoriza a história de Portugal na sua relação com o mar”–, e a Fundação Amélia de Melo, que em 2018 iniciou os trabalhos de inventariação e avaliação dos arquivos da antiga CUF – Companhia União Fabril, com a respectiva catalogação, organização e descrição, que espera ver concluída ainda “no decurso de 2021”, sob coordenação científica da Universidade Nova de Lisboa (Nova SBE).

À noite, a sede do APLSS foi palco de um espectáculo de dança, numa iniciativa cultural que contou com as participações, entre outros, do presidente do município, Frederico Rosa, e das artistas Ana Nascimento e Carla Correia, Mariana Avó e Inês Jacques, além de Yana Suslovets. O evento, acrescente-se, inseriu-se na programação Mural 18 da Área Metropolitana de Lisboa.

Construção naval Arte como ofício de vida

Nas instalações dos Arquivos dos Portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra, até ao fim deste mês, está em exposição uma mostra da autoria do fotógrafo sesimbrense José Manuel Arsénio, alusiva à “Construção Naval – Arte como ofício de vida”.

O artista recorda que a vila de Sesimbra “está naturalmente ligada à actividade da pesca” e, por essa razão, à construção naval. “Ao longo de séculos, nos areais da Califórnia, e em muitos recantos e ruas da vila, foram construídos todos os tipos de embarcações”.

Sesimbra sempre “alimentou” esta actividade, recorrendo à “madeira dos pinhais das proximidades”, num ofício de grande importância económica e social para o concelho.

“Embora não se preveja, para um futuro próximo, significativo acréscimo da construção e reparação navais, o sector insiste em manter a sua actividade, oferecendo competência profissional e sustentando-se na firme vontade e persistência inabalável que caracterizou os homens ligados ao mar”, afirma o fotógrafo freelancer, que tem desenvolvido trabalhos nas áreas do património natural, arquitectónico e preservação do meio ambiente.

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