8 Dezembro 2021, Quarta-feira
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Tribunal de Almada condena a 12 anos mulher que degolou homem em bairro de lata no Seixal

Tânia Rodrigues alegou ter-se defendido de uma violação sob ameaça, mas juíza considerou que a sua versão “tem contradições”

 

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O Tribunal de Almada condenou a 12 anos de prisão Tânia Rodrigues, de 32 anos, pelo assassinato de Carlos Guilhermino, 68 anos, no bairro de lata de Santa Marta do Pinhal, Seixal.

O crime ocorreu em Outubro de 2019, em casa da vítima, tendo a homicida alegado ter-se defendido de uma violação sob ameaça de morte. Contudo, o tribunal não acreditou nas suas declarações. “A versão da arguida tem contradições quando se analisam os meios de prova e a origem dos próprios ferimentos que diz ter sofrido”, disse a juíza do Tribunal de Almada.

Em causa estão os 30 golpes que o sexagenário tinha no corpo, 12 dos quais no tronco e sete de autodefesa. “Isto mostra claramente uma intenção de matar”, prosseguiu a juíza.

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A arguida e a vítima tinham-se já envolvido sexualmente por duas vezes a troco de dinheiro, para que Tânia Rodrigues conseguisse comprar droga. Na noite do crime, a mulher de 32 anos pediu abrigo e comida a Carlos Guilhermino e, após uma discussão por motivos não apurados, atacou selvaticamente o homem de 68 anos com uma garrafa partida, fugindo em seguida.

Tânia Rodrigues defendeu que Carlos Guilhermino a violou sob ameaça de faca, atacou-a com um pau e queimou cigarros nas suas pernas. Para o tribunal, as análises às marcas, feitas dez meses após o crime, não são claras e “não mostram que tenham sido provocadas da forma que a arguida disse, nem sequer quando foram provocadas”, afiançou a juíza do Tribunal de Almada.

Uma vez que a arguida fugiu para casa do ex-companheiro, ao invés de procurar assistência hospitalar, o Tribunal descredibilizou a versão de que tinha sido agredida. “Os ferimentos que alegou ter sofrido necessitam de tratamento por um médico, não se tratam em casa” justificou a juíza.

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O corpo de Carlos Guilhermino foi descoberto pelo seu primo uma semana depois do homicídio, nu e prostrado no quarto. Estava sentado com as pernas por baixo da cama. Tinha golpes na garganta, no pulmão e no rim. Havia salpicos de sangue na sala, onde o sofá estava virado.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) acorreu ao local e passou o caso para a Polícia Judiciária de Setúbal. O trabalho de identificação da suspeita foi travado pela falta de colaboração dos restantes moradores do bairro de lata, visto que muitos não responderam e os que o fizeram, falam em crioulo, dificultando a comunicação.

A Polícia Judiciária conseguiu posteriormente identificar a suspeita e, volvidos seis meses, localizou-a no bairro de lata do 2.º Torrão, na Trafaria.

Após ser detida, o Tribunal do Seixal colocou Tânia Rodrigues em prisão domiciliária, na mesma casa onde foi encontrada. Contudo, a arguida violou a prisão domiciliária e voltou a ser detida. Desde Julho de 2020 que se encontra em prisão preventiva.

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