22 Setembro 2021, Quarta-feira
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Tribunal de Setúbal condena à pena máxima jovem que matou tios à facada em Santiago do Cacém

Juiz Tiago Prudente caracterizou os crimes como actos de “barbaridade sem empatia, com um calculismo e frieza assustadores”

 

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O Tribunal de Setúbal condenou hoje o jovem Lourenço Fernandes, actualmente com 18 anos, a 25 anos de prisão por ter assassinado brutalmente os seus tios afectivos em Vila Nova de Santo André, Santiago do Cacém, por estes se recusavam a emprestar-lhe o carro.

O crime ocorreu em Maio do passado ano, altura em que o arguido tinha 17 anos. Guilherme Santos, de 74 anos, e Eduarda Fernandes, de 83 anos, foram esfaqueados até à morte pelo sobrinho, que foi agora condenado à pena máxima por dois crimes de homicídio, um qualificado e um simples, assim como por um crime de profanação de cadáver e outro por condução sem habilitação legal.

O juiz do Tribunal de Setúbal, Tiago Prudente, considerou que o jovem não pôde ter qualquer benefício em função da idade que tinha quando cometeu o crime e que, apesar de não lhe caber avaliar se a pena máxima é a adequada em Portugal, “se há casos em que [esta] deve ser exacerbada, é para estes”.

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Tiago Prudente caracterizou os crimes como actos de “barbaridade sem qualquer tipo de empatia, um calculismo e frieza assustadores que têm que ser punidos sem qualquer contemplação pela idade do arguido”.

Eduarda Fernandes, avó do homicida, foi a primeira vítima, na manhã de 1 de Maio de 2020. O seu marido havia saído de casa a seu pedido quando o jovem chegou para pedir para utilizar o veículo. A idosa negou e o jovem, revoltado, após uma discussão, agrediu-a com um soco. Com uma faca, assassinou-a com dois golpes nas costas e um no peito, e com a vítima no chão, degolou-a e tentou tirar-lhe um olho com a mesma arma branca.

O marido de Eduarda Fernandes, Guilherme Santos, regressou a casa e deparou-se com a esposa no chão. Foi em seu socorro e, com esta ao colo, foi esfaqueado à traição por Lourenço Fernandes com três golpes no peito.

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Cometido o duplo homicídio, o jovem enrolou os corpos em mantas e arrastou-os para um anexo da habitação, onde os colocou em cima um do outro e tirou fotografias com o telemóvel. Em seguida, limpou a sala com lixívia e escondeu as armas do crime, assim como a sua roupa ensanguentada numa caixa no quarto das vítimas.

Tomou banho, vestiu as roupas do tio e saiu de casa para comprar tabaco. Mais tarde regressou, comeu e ficou a ver televisão até perto das 21 horas, altura em que saiu de casa no carro das vítimas para ir ao encontro de dois amigos, em Sines.

O alerta foi dado à noite por uma neta das vítimas que se dirigiu à casa dos avós por estes não lhe atenderem o telefone. À GNR, a mulher identificou como potencial suspeito Lourenço Fernandes, uma vez que existia já um precedente de discussões devido à viatura, que não se encontrava no local.

Nessa noite, Lourenço Fernandes acabou por despistar-se numa estrada nacional entre Sines e Santiago do Cacém, com os dois amigos no interior do carro, abandonando a viatura. Os militares encontraram-no num hotel abandonado em Vila Nova de Santo André, na companhia dos dois amigos. Foi detido e entregue à Polícia Judiciária de Setúbal.

O Tribunal de Setúbal considerou que “os traços de personalidade do arguido, mais virada para a prática do mal e não do bem, aproximam-se da psicopatia”.

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