8 Dezembro 2021, Quarta-feira
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Covid volta a impedir comemorações de aniversário do Orfanato Municipal Presidente Sidónio Pais

Foram muitos os rapazes pobres que a instituição tirou das ruas da cidade e educou, desde 1919

 

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O Orfanato Municipal Presidente Sidónio Pais, em Setúbal, comemora amanhã, 18 de Maio, o 102.º aniversário. Uma data que, a exemplo do ano passado, devido à contenção que a pandemia obriga, volta a não ser assinalada com a presença de ex-alunos e família.

“Era tradição esta instituição todos os anos, no dia 18 de Maio, prosseguir um programa de comemorações sobre esta data tão marcante para todos os rapazes que passaram por esta casa mas, devido à pandemia da covid-19, para nosso descontentamento, não foi permitido juntar ex-alunos e famílias para comemorar esta tão importante data, como sempre aconteceu”, lamenta a direcção do Centro de Convívio do Orfanato Municipal.

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Fica assim suspensa uma tradição “nunca antes interrompida”, afirma a mesma direcção, que, também devido à covid, se vê impedida de organizar a romagem aos cemitérios da cidade de Setúbal para depor flores nas campas dos fundadores, directores e alunos, como sempre acontecia.

Por realizar fica também o tradicional almoço de confraternização num dos restaurantes da cidade, o qual durante muitos anos foi comemorado no refeitório da Instituição.

A pandemia pneumónica

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Para amparar rapazes da cidade de Setúbal que sentiam na pele a pobreza e o abandono, um grupo de setubalenses de “elevada formação cristã”, decidiu fundar a Casa de Recolhimento Orfanato Municipal Presidente Sidónio Pais, em 1919.

Inaugurada a 18 de Maio pela então comissão administrativa da Câmara Municipal de Setúbal, a instituição passou a abrigar os rapazes pobres que na altura grassavam na cidade, devido à febre espanhola – pneumónica -, a qual na época “dizimou muitos setubalenses” e “arrastou para a pobreza famílias inteiras, cujos filhos ficavam totalmente desprotegidos depois da morte dos pais”, relembra a direcção sobre a parte histórica do Orfanato.

“Era urgente encontrar um porto de abrigo para tantos rapazes que, perdidos na cidade, vagueavam sem norte sujeitos aos vícios duma cidade pobre e cheia de perigos”. Foi então que “a Câmara Municipal de Setúbal, por iniciativa do presidente da comissão administrativa, Henrique Augusto Pereira, conseguiu em 1916 sensibilizar o Ministério da Guerra, detentor do Antigo Convento da Soledade, hoje Casa da Baía, para a cedência deste antigo Convento à câmara para ali instalar um Orfanato para rapazes órfãos”.

Os primeiros administradores da Instituição foram Joaquim Ferreira, César Romano Baptista e António Fialho. O objectivo, para além de acolher dezenas de rapazes que vagueavam na cidade, era também “dar-lhes educação, instrução e prepará-los para a vida com um ofício”.

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