23 Abril 2024, Terça-feira
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GNR desmantela maior rede de tráfico de amêijoa do Tejo em mega-operação com 200 militares

Operação resultou na detenção de seis homens e duas mulheres e na apreensão de 120 mil euros, 22 veículos e 14 embarcações

 

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Um grupo de seis homens e duas mulheres, com idades entre os 29 e os 50 anos, foram detidos em Almada pela Unidade de Acção Fiscal da Guarda Nacional Republicada (GNR) por liderarem a que será a maior rede de tráfico de amêijoa do Tejo. Os suspeitos ostentavam riqueza sem rendimentos adequados, o que despertou a atenção das autoridades.

A operação da GNR contou com mais de 200 militares e foram realizadas 53 buscas a casas e armazéns, onde eram acondicionadas as amêijoas, assim como a viaturas. Das buscas, 42 foram realizadas em Almada, cinco em Espanha e seis em Itália, onde eram armazenados os bivalves. Foram apreendidos 120 mil euros em dinheiro, ferramentas e maquinaria associada à prática criminosa, 22 veículos e 14 embarcações. Foram ainda arrestadas seis contas bancárias e três imóveis.

Hélder Fernandes, comandante da Unidade de Acção Fiscal, considera que esta era a maior rede de tráfico de amêijoa que operava no Tejo. “Estes elementos atentavam contra a saúde pública, uma vez que ao indicar que a amêijoa era do Sado, esta era sujeita a níveis inferiores de depuração nos mercados destinatários do que a que realmente era necessária”. Os suspeitos foram na tarde de hoje presentes ao Tribunal de Almada por crimes de associação criminosa, fraude fiscal qualificada, falsificação de documentos e branqueamento de capitais.

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A investigação começou em Dezembro de 2019, quando um dos elementos do grupo foi apanhado a levar amêijoa do Tejo para Espanha com um certificado de origem forjado. A GNR montou uma operação de vigilância à rotina do suspeito, saltando à vista o veículo em que se deslocava, um Mercedes topo de gama, sem que apresentasse rendimentos para o obter. Findo ano e meio, a GNR desmantelou a rede criminosa.

Na apanha da amêijoa, a rede não recorria a apanhadores apeados que todos os dias percorrem as margens do Tejo, mas sim a pescadores que operam embarcações de pesca da ganchorra. O grupo recorria a estes barcos para trazer para terra cerca de 700 quilos por dia de amêijoa japónica junto à praia do Samouco, em Alcochete.

O produto era colocado nas carrinhas e seguia para Espanha. A GNR seguia as carrinhas e na sua intercepção, os condutores apresentavam certificados de origem forjados pelos líderes da organização criminosa e que ditavam que as amêijoas não eram do Tejo, mas do Sado. Só com a perseguição das carrinhas desde o seu ponto de origem é que era possível à GNR verificar que os documentos eram falsos.

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A diferença entre a amêijoa do Sado e do Tejo é o nível de toxicidade que os bivalves apresentam. O Rio Tejo tem elevados níveis de poluição que tornam interdita a apanha e consumo da amêijoa. No Sado tal não acontece, sendo o seu consumo permitido, mas a apanha reduzida.

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