22 Janeiro 2022, Sábado
- PUB -
InícioÚltimasGNR desmantela maior rede de tráfico de amêijoa do Tejo em mega-operação...

GNR desmantela maior rede de tráfico de amêijoa do Tejo em mega-operação com 200 militares

Operação resultou na detenção de seis homens e duas mulheres e na apreensão de 120 mil euros, 22 veículos e 14 embarcações

 

- PUB -

Um grupo de seis homens e duas mulheres, com idades entre os 29 e os 50 anos, foram detidos em Almada pela Unidade de Acção Fiscal da Guarda Nacional Republicada (GNR) por liderarem a que será a maior rede de tráfico de amêijoa do Tejo. Os suspeitos ostentavam riqueza sem rendimentos adequados, o que despertou a atenção das autoridades.

A operação da GNR contou com mais de 200 militares e foram realizadas 53 buscas a casas e armazéns, onde eram acondicionadas as amêijoas, assim como a viaturas. Das buscas, 42 foram realizadas em Almada, cinco em Espanha e seis em Itália, onde eram armazenados os bivalves. Foram apreendidos 120 mil euros em dinheiro, ferramentas e maquinaria associada à prática criminosa, 22 veículos e 14 embarcações. Foram ainda arrestadas seis contas bancárias e três imóveis.

Hélder Fernandes, comandante da Unidade de Acção Fiscal, considera que esta era a maior rede de tráfico de amêijoa que operava no Tejo. “Estes elementos atentavam contra a saúde pública, uma vez que ao indicar que a amêijoa era do Sado, esta era sujeita a níveis inferiores de depuração nos mercados destinatários do que a que realmente era necessária”. Os suspeitos foram na tarde de hoje presentes ao Tribunal de Almada por crimes de associação criminosa, fraude fiscal qualificada, falsificação de documentos e branqueamento de capitais.

- PUB -

A investigação começou em Dezembro de 2019, quando um dos elementos do grupo foi apanhado a levar amêijoa do Tejo para Espanha com um certificado de origem forjado. A GNR montou uma operação de vigilância à rotina do suspeito, saltando à vista o veículo em que se deslocava, um Mercedes topo de gama, sem que apresentasse rendimentos para o obter. Findo ano e meio, a GNR desmantelou a rede criminosa.

Na apanha da amêijoa, a rede não recorria a apanhadores apeados que todos os dias percorrem as margens do Tejo, mas sim a pescadores que operam embarcações de pesca da ganchorra. O grupo recorria a estes barcos para trazer para terra cerca de 700 quilos por dia de amêijoa japónica junto à praia do Samouco, em Alcochete.

O produto era colocado nas carrinhas e seguia para Espanha. A GNR seguia as carrinhas e na sua intercepção, os condutores apresentavam certificados de origem forjados pelos líderes da organização criminosa e que ditavam que as amêijoas não eram do Tejo, mas do Sado. Só com a perseguição das carrinhas desde o seu ponto de origem é que era possível à GNR verificar que os documentos eram falsos.

- PUB -

A diferença entre a amêijoa do Sado e do Tejo é o nível de toxicidade que os bivalves apresentam. O Rio Tejo tem elevados níveis de poluição que tornam interdita a apanha e consumo da amêijoa. No Sado tal não acontece, sendo o seu consumo permitido, mas a apanha reduzida.

Comentários

- PUB -

Mais populares

Pinhalnovense sem jogadores para jogar fez falta de comparência

A 12.ª jornada do Campeonato de Portugal ficou marcada pela falta de comparência do Pinhalnovense no jogo que deveria disputar em casa com o...

Entrada de luxo dos sadinos foi segredo para vencer U. Santarém e subir ao 2.º lugar

Varela (bisou) e Zequinha fizeram os golos desta quinta-feira no Bonfim

MP acusa médico do Centro Hospitalar de Setúbal de homicídio por negligência em caso de morte de bebé num parto

Os factos ocorreram no dia 06 de Fevereiro de 2018, nos serviços de urgência de obstetrícia e estão relacionados com o parto de um feto morto
- PUB -