21 Junho 2021, Segunda-feira
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Ana Calca Figueira bate com a porta e deixa PSD sem cabeça-de-lista em Sines

Paulo Ribeiro, líder da distrital, diz desconhecer divergências internas na estrutura local do partido. Ana Calca Figueira deixou implícito que o PSD não estaria mobilizado e justificou a decisão com “vontades e interesses alheios” aos seus “ideais de acção”

 

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A cabeça-de-lista do PSD à Câmara Municipal de Sines, Ana Calca Figueira, anunciou a retirada da sua candidatura nas próximas eleições autárquicas, justificando a decisão com “vontades e interesses alheios” aos seus “ideais de acção”.

A empresária, de 43 anos, explicou hoje à agência Lusa que na base da decisão está a falta de “condições mínimas para dar continuidade à candidatura” nas próximas eleições autárquicas.

“Pensei que o PSD estaria mobilizado” e para tal “seria necessário uma equipa empenhada e dinâmica para fazer a diferença”, justificou, sem adiantar mais pormenores.

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Numa publicação nas redes sociais para anunciar o fim da sua candidatura, Ana Calca Figueira avançou que “o cenário sonhado” para o concelho de Sines, “apenas dependente do grau de empenho, foi amplamente derrotado por vontades e interesses alheios aos meus ideais de acção, estudo e empenhamento feroz e determinado em fazer diferente”.

O nome de Ana Calca Figueira, que fez parte da lista do PSD à Junta de Freguesia de Santiago do Cacém (Setúbal) em 2001, integrava a lista de 50 candidatos às autárquicas deste ano homologada pela direcção nacional e divulgada no dia 23 de Março pelo presidente do PSD, Rui Rio, numa conferência de imprensa no Porto.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da distrital de Setúbal do PSD, Paulo Ribeiro, lamentou a saída da candidata e afastou eventuais “divergências” locais.

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“São motivos do foro pessoal que [a candidata] não quis revelar e que aceito, mas agradecemos a sua disponibilidade para encabeçar esta candidatura. Infelizmente, estas razões impediram-na de prosseguir até ao fim, mas o PSD oportunamente apresentará um outro candidato e não deixará de agradecer o trabalho e empenho” da militante, afirmou.

O presidente da distrital social-democrata disse “não ter conhecimento de divergências” locais e reconheceu que o partido “não tem órgãos eleitos” ao nível da concelhia de Sines.

“É um assunto que estamos a procurar resolver e toda a condução política do processo está a ser, vai ser e continuará a ser assumida pela comissão política distrital”, indicou, acrescentando que o PSD pretende “manter uma candidatura” à Câmara de Sines, tendo já definido o nome de um candidato que será conhecido “brevemente”.

“Estamos a fazer os contactos. Há pessoas que estão a reflectir e estou certo que até ao final do mês este assunto estará encerrado”, revelou.

Agora “vão decorrer as aprovações internas, dentro das normas do partido, para que os candidatos possam ser aprovados pela comissão política distrital e homologados pela comissão política nacional”, concluiu.

O actual executivo camarário de Sines, liderado pelo socialista Nuno Mascarenhas, que cumpre o segundo mandato, é constituído por cinco eleitos do PS, um do movimento Sines Interessa Mais (SIM) e um da CDU. Segundo a lei, as eleições autárquicas decorrem entre setembro e outubro.

HYN // MLS – Lusa

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